O melhor da Rádio Nacional agora também está disponível no podcast Entrevista É Nacional. A cada episódio, uma entrevista selecionada dentre as várias participações diárias veiculadas ao vivo nas rádios ganha versão editada para o formato, traduzindo para o ouvinte a informação que faz diferença no dia a dia.
Comportamento, efeitos da pandemia na sociedade, mudanças climáticas e economia são alguns dos temas abordados por autoridades e especialistas nos programas Revista Brasil e Tarde Nacional e agora também no podcast Entrevista É Nacional, que divide com o público conteúdos de qualidade com a marca Nacional.
Criado com a proposta de levar mais informação aos ouvintes, educar o público e também apresentar, de forma leve, assuntos do cotidiano e que entretenham, o Entrevista É Nacional aproxima ainda mais a emissora dos ouvintes.
Para o gerente da Rádio Nacional, Daniel Costa, o novo formato é estratégico e confere modernidade às emissoras de rádio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). “A Nacional necessitava acompanhar esse novo momento do áudio, ocupando espaço também no on-demand, quando o ouvinte pode ouvir as melhores entrevistas quando quiser.” Ele destaca que seleção das entrevistas que vão para o podcast é realizada com foco no cidadão. “Nos pautamos em assuntos do momento voltados para a prestação de serviço, políticas públicas e de acesso à cultura.”
As entrevistas do É Nacional têm cerca de 20 minutos de duração e estão disponíveis na plataforma de streaming Spotify e no canal do Youtube da Rádio Nacional como áudio-card. Em breve novas produções das emissoras devem ampliar o conteúdo compartilhado, com os programas Na Trilha da História, Nossos Bichos e Memória Musical.
Serviço Rádio Nacional de Brasília – AM 980 Khz (Brasília), São Paulo – FM 87,1 MHz, Belo Horizonte – FM 87,1 MHz, Recife – FM 87,1 MHz Rádio Nacional da Amazônia – OC 11.780KHz, 6.180KHz Rádio Nacional do Alto Solimões FM 96.1 MHz Rádio Nacional do Rio AM 1130 KHz
Presente na memória afetiva da população como “a mais querida do Brasil”, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro comemora 85 anos no próximo domingo, dia 12. Para festejar a data, a emissora preparou uma programação especial para todo o mês de setembro.
Além da divulgação de depoimentos de artistas e personalidades de diversas gerações parabenizando a Nacional, as atrações diárias também vão trazer pautas e entrevistas temáticas sobre a história da Rádio. Os grandes destaques comemorativos serão exibidos no final de semana do aniversário.
No sábado (11), as homenagens pontuam as transmissões do Alô Rio, com Waldir Luiz, das 8h às 10h, do Ponto do Samba, apresentado por Rubem Confete, de 11h a 12h, e do Musishow, exibido de 20h à meia-noite.
Já no domingo (12), a comemoração está garantida pela manhã com Histórias do Frazão, de 8h a 10h, e Painel Nacional, com Dylan Araújo, ao vivo, das 10h às 12h. Na parte da tarde, de 12h a 13h, será transmitido um programa especial sobre cantores do rádio, com Astrid Nick. E das 13h às 14h, vai ao ar uma edição festiva do Ponto do Samba.
Museu da Rádio eterniza relevância da emissora na história do país
Como parte das celebrações de 85 anos da emissora que conquistou os brasileiros na década de 1930 e marcou a Era de Ouro do Rádio, foi inaugurado em agosto o Museu da Rádio Nacional, nas instalações da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) no Rio de Janeiro. O evento de abertura contou com a presença do Ministro das Comunicações, Fábio Faria, e do diretor-presidente da EBC, Glen Valente.
O museu reúne itens usados por atores e locutores que fizeram história na Nacional, além de fotos, prêmios, roteiros e revistas da época. Um dos destaques é a réplica do estúdio onde foram gravadas as principais radionovelas da emissora, como “Direito de Nascer” e “Em Busca da Felicidade” – a primeira do país. Lá também são relembrados os programas de auditório que abriram espaço para artistas como Orlando Silva, Ataulfo Alves, Dalva de Oliveira, Nelson Gonçalves, Cauby Peixoto e Luiz Gonzaga.
Em razão da pandemia, ainda não há previsão de data para abertura do museu ao público.
Referência de programação plural e popular
Inaugurada em 12 de setembro de 1936 ao som de “Luar do Sertão”, de João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense, a Nacional do Rio de Janeiro é responsável pelas matrizes que formam hoje o rádio brasileiro: a música, a informação, o humor, a dramaturgia, o esporte e os programas de auditório.
Na chamada “época de ouro do rádio”, a emissora levou os melhores programas de variedades e radionovelas a ouvintes de todo o país e de parte do mundo. Pelas ondas da Nacional, os maiores nomes da Música Popular Brasileira se consagraram.
Historicamente reconhecida como referência de programação plural e popular, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro foi ainda pioneira no radiojornalismo com o programa O Repórter Esso, no ar entre os anos de 1941 e 1968. O slogan “a testemunha ocular da história” serviu de modelo para outras atrações jornalísticas do país.
Do surgimento até os anos 1960, a Nacional se firmou como grande fenômeno de expressão da cultura popular brasileira, tornando-se uma das cinco maiores rádios do mundo. A emissora criou formatos que passariam a se estabelecer como padrões comerciais para a comunicação de massa, como os programas de auditório, que contavam com presença do público no histórico Edifício A Noite – primeiro arranha-céu da América Latina, instalado na Praça Mauá, centro do Rio de Janeiro. Grandes maestros, músicos, cantores, cantoras, locutores, radioatores, radioatrizes, apresentadores e repórteres fizeram a história da Rádio.
Em 2008, a emissora passou a ser integrante da EBC e teve uma ampla reformulação estrutural, técnica e de programação. Ajustes feitos com os olhos no futuro, porém sem esquecer as suas características históricas. Se antes a Nacional tinha como filosofia uma programação patrocinada e comercial, atualmente, ela tem caráter cidadão, musical, cultural, noticioso e esportivo.
Serviço
85 Anos Rádio Nacional do Rio de Janeiro – Programação especial
Alô Rio – sábado, dia 11/09, às 8h, na Rádio Nacional do Rio
Musishow – sábado, dia 11/09, às 20h, na Rádio Nacional do Rio
Histórias do Frazão – domingo, dia 12/09, às 8h, na Rádio Nacional do Rio
Painel Nacional – domingo, dia 12/09, ao vivo, às 10h, na Rádio Nacional do Rio
Especial sobre cantores do rádio – domingo, dia 12/09, às 12h, na Rádio Nacional do Rio
Ponto do Samba – domingo, dia 12/09, às 13h, na Rádio Nacional do Rio
A primeira rádio FM de Brasília, a Rádio Nacional FM, completa 45 anos no dia 29 de agosto. Para a comemoração, os ouvintes poderão conferir mensagens de artistas e de ouvintes durante a programação. O Memória Musical do dia também será especial. Às 11h, o programa conversará com o fundador da rádio, Eduardo Fajardo, sobre músicas que o marcaram ao longo da vida.
Essencialmente musical, há 45 anos a programação da Nacional FM é sinônimo de música brasileira de qualidade. MPB tradicional e contemporânea, música instrumental, novos talentos e a música de artistas de Brasília. A rádio também mistura informação e cultura do mundo à suas atrações, como em Na Trilha da História, Templo do Rock, Tanto Mar e Nossa América.
O Gerente Executivo de Rádios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Luciano Seixas, destaca a importância e a representatividade da Nacional FM nestes 45 anos. “A Rádio Nacional FM é a primeira FM de Brasília e desde os anos 1970 tem identidade e proximidade com o público ouvinte, sendo referência nas pautas culturais e musicais da capital do Brasil. Festejamos seu aniversário no momento em que retomamos diversos programas e preparamos novidades na programação”.
Festival de Música
A história musical de Brasília passa pela Nacional. Desde 2009, a emissora realiza o Festival de Música da Rádio Nacional, um dos mais importantes eventos para a promoção da cultura local. Em 2021, foram 445 inscrições de compositores de Brasília e entorno que serão premiados nas seguintes categorias: Melhor Música com Letra, Melhor Música Instrumental, Melhor Intérprete Vocal, Melhor Intérprete Instrumental, Melhor Letra, Melhor Arranjo e as premiações de Música Mais Votada na Internet e Melhor Torcida.
E de 23 de setembro a 27 de novembro, você poderá votar nas músicas classificadas do Festival! As músicas selecionadas serão executadas na programação da Nacional FM.
Confira o melhor da música brasileira em onze playlists para você ouvir onde e quando quiser: MPB, pop, sertanejo raiz ou universitário, forró, rock, samba, pagode e a canções originais dos vencedores das quatro últimas edições do Festival de Música Nacional. Acesse o perfil da Rádio Nacional no Spotify para escutar a seleção de ritmos e sons que tocam na Nacional FM:
A Rádio Nacional vai entrar em rede com a TV Brasil para levar aos seus ouvintes as provas e competições dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, que começam no próximo dia De 24 de agosto e vão até 5 de setembro. Voltado a participantes com deficiências físicas (de mobilidade, amputações, cegueira ou paralisia cerebral) e mentais, o evento terá atletas de diversas nações competindo na busca pelas medalhas. As transmisões conjuntar vão acontecer entre 05h30 e 07h30 da manhã. Além disso, boletins diários na Nacional vão informar os resultados do Brasil em todas as modalidades.
A EBC (Empresa Brasileira de Comunicação) promete uma cobertura ampla em seus veículos das principais competições nas diferentes modalidades, com destaque para a participação dos atletas brasileiros em esportes coletivos e individuais.
Os Jogos Paralímpicos são o primeiro evento de fôlego da Rádio Nacional após a sua estreia no FM estendido. Desde maio, a emissora pode ser sintionizada em 87,1Mhz nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Recife. Ainda no Rio, a Nacional mantém a sua tradicional frequência em AM nos 113Khz. Em Brasília, ela é sintonizada nos 980Khz, tambem em amplitude modulada.
A Empresa Brasil de Comunicação lamenta a morte do radialista Luiz Alberto de Oliveira na madrugada desta terça-feira (17), aos 69 anos, vítima de complicações decorrentes da Covid – 19.
Conhecido pelo bordão “Cai n’água, Jiribita”, Luiz Alberto iniciou suas atividades como locutor na Empresa em junho de 1985, tendo ancorado o programa “Eu de cá, você de lá”, da Rádio Nacional de Brasília, por mais de 25 anos.
Foi como apresentador de programas da emissora que se tornou conhecido e querido pelos ouvintes. Foram eles que o batizaram carinhosamente de Luiz Alberto Jiribita.
Também foi locutor das rádios JK FM, Globo Nacional e OK FM e vice-prefeito de Águas Lindas de Goiás, cargo que ocupou até 2020. A Prefeitura do Município declarou luto oficial de três dias pelo falecimento.
Colegas de trabalho da EBC lembram de Luiz Alberto como alguém de alto astral e divertido, além de um profissional competente, que envolvia o público graças ao seu dom de comunicar.
O velório será realizado hoje (17), a partir das 18h, na Câmara dos Vereadores de Águas Lindas, em Goiás. O enterro está previsto para as 9h desta quarta (18), no cemitério de Águas Lindas.
A EBC e todo o corpo funcional se solidarizam com os familiares e amigos neste momento de dor e tristeza.
Imagine um perfil com o melhor da música brasileira para você? Nem precisa mais imaginar, ele existe: Rádio Nacional no Spotify.
O perfil está no ar fevereiro de 2021 e, como tudo que é bom, está sempre se reinventando! Recentemente passou por uma renovação, tanto nas playlists quanto no visual, apostando em uma identidade vibrante e em músicas de qualidade para conquistar o público.
O objetivo é dar o alcance que o streaming oferece à expertise dos ouvidos apurados da equipe da Rádio Nacional, especialmente entre o público jovem.
Você pode ouvir do pop ao sertanejo raiz, do samba ao forró, da MPB tradicional ao rock, da Nova MPB ao sertanejo e axé, os mais variados ritmos para não ficar parado e se divertir onde quer que você esteja.
Taí o que não queríamos. Morreu nesta segunda (31) o narrador esportivo Januário de Oliveira. Conforme informaçoes do site GE, ele estava internado em um hospital particular de Natal (RN) quando sofreu uma parada cardíaca. Até o momento não foram divulgadas informações sobre velório e enterro. Ele tinha 81 anos.
Nascido em Alegrete (RS), Januário começou no rádio em seu estado natal. Passou pela Rádio Cultura, de Bagé e pela Rádio Farroupilha, de Porto Alegre. No Rio de Janeiro, ainda no veículo, trabalhou na Rádio Mauá e na Rádio Nacional irradiando jogos de futebol. Nos anos 1980 migrou para a televisão e foi narrador da antiga TVE, hoje TV Brasil. Na década de 1990 teve sucesso e reconhecimento após se transferir para a TV Bandeirantes, emissora na qual ficou responsável por transmitir as partidas dos times cariocas.
Mesmo não tendo o mesmo nível de exposição de outros nomes da narração esportiva, Januário de Oliveira foi um nome influente. Ele ficou conhecido do grande público por seus bordões marcantes e por apelidar jogadores. Alguns deles marcaram até hoje: Super Ézio, Túlio Maravilha e Charles Anjo 45, Valdeir The Flash e Sávio, o Anjo Loiro. Ou então quem nunca, de brincadeira, usou no dia-a-dia “Tá lá um corpo estendido no chão”, “Cruel, muito cruel” ou “Sinistro, mas muito sinistro”?
Ouça abaixo Januário de Oliveira narrando pela Rádio Nacional.
Neste primeiro final de semana operando no FM estendido, os ouvintes de São Paulo, Belo Horizonte e Recife puderam ter contato com a tradição da cobertura de futebol da Rádio Nacional. A emissora transmitiu a partida Flamengo 4 x 1 Volta Redonda, válida pela semifinal do campeonato carioca. A narração desta partida foi de André Luiz Mendes e com os comentários de Mario Silva. Desde a última sexta-feira (07), a marca Rádio Nacional pode ser ouvida pelo público dessas três localidades em 87,1Mhz.
Não é exagero falar em marca Nacional, uma vez que em audição feita durante vários momentos do sábado (08) e domingo (09). Na verdade a programação que está entrando no novo canal é a da Rádio Nacional FM, que opera em 96,1Mhz, em Brasília. Em nota divulgada pela Agência Brasil, foi informado que “a nossa Nacional AM pode ser sintonizada na faixa FM, em quatro capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife. Para isso, basta sintonizar o número 87.1” (clique aqui para ver).
Não se sabe se isso vale apenas para este final de semana. Vale destacar que a Nacional, de Brasília, tem uma excelente programação musical, voltada à música brasileira.
Ainda sobre a transmissão do futebol, o jogador Michel, do Flamengo, talvez nem faça ideia, mas seu gol, o primeiro da vitória do seu time, sobre o Volta Redonda, marcado aos 11 minutos da primeira etapa, entrou para a história. Foi o primeiro transmitido pela Rádio Nacional na nova faixa do FM estendido, em caráter oficial. Houve até um antes, do adversário, feito por João Carlos, mas invalidado devido à um impedimento do atacante João Carlos. O que fica para o registro mesmo é o tento de Michel (ouça abaixo).
Espera-se que os cabeças da EBC pensem em aumentar a oferta de futebol nacional nessa nova fase da Rádio Nacional, mais abrangente.
Com a recente notícia de que a Rádio Globo vai abandonar São Paulo, muita gente boa tem feito uma enorme confusão envolvendo a história da Rádio Nacional, de São Paulo, com a Rádio Globo, de São Paulo. De certa forma, isso é normal porque uma é sucessora da outra na hoje extinta frequência dos 1100Khz. Eu fiz uma thread no Twitter (chique, não) para procurar esclarecer essas diferenças (clique aqui). Trago essas informações aqui para o Radioamantes para obter maior alcance.
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Bom, tem muita gente confundindo a história da Rádio Globo (SP) com a história da Rádio Nacional (SP), que a antecedeu…li uma manchete ontem que me deixou de queixo caído.
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A Rádio Nacional (SP), era uma emissora das Organizações Victor Costa, que também era dona da antiga TV Paulista, canal 5. Em 1965, essas emissoras, mais a Rádio Excelsior, foram vendidas para Roberto Marinho/Globo.
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Mesmo depois da venda, o nome Nacional foi mantido pelo novo dono, sabe-se lá o porquê. Isso durou até 1977 quando o governo da época pediu para que houvesse uma troca de nome. Isso devido ao fato de que já existia a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro.
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Aquela mesma Rádio Nacional, de tanta tradição e história, que já foi uma maiores rádios do país, na época em que o veículo era forte. Aliás, muita gente também confunde as rádios Nacional do Rio e de São Paulo. Elas não tem nada a ver uma com a outra.
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Em 1977, a Nacional, de São Paulo, adotou o nome Globo-Nacional. Naquela transmissão de Corinthians x Ponte Preta, decisão do Paulista, o Osmar Santos fala muito nele. Veja abaixo.
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Acho que no ano seguinte, é que ficou apenas o nome Globo. Tudo isso que eu contei até aqui se refere aos 1100Khz, de São Paulo.
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Vale destacar que o Silvio Santos, de fato, foi comunicador da Rádio Nacional, mesmo depois da venda ao Roberto Marinho, conciliando com o programa na incipiente Globo. Mas o comunicador saiu em 1976, antes do começo da transição Nacional-Globo.
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Até faria sentido fazer essa relação, quando a Globo decidiu abrir mão dos 1100Khz. Essa frequência, sim, digamos, revelou Silvio Santos, ainda como Nacional, mas não a Rádio Globo.
Neste final de semana, a Rádio Guaíba colocou no ar mais dois jogos históricos de seu arquivo, desta vez, envolvendo a seleção brasileira de futebol. No sábado (9), a emissora rodou a gravação de Brasil x Zaire, partida válida pela Copa do Mundo de 1974, na Alemanha, com narração de Armindo Antonio Ranzolin, Neste domingo (10), foi veiculada a reprise de Brasil x Tchecoslováquia, estreia das duas seleções na Copa de 1970, no México. É desse segundo jogo, que o Radioamantes vai destacar algumas curiosidades.
Primeiro que a transmissão partida disputada no Estádio Jalisco, em Guadalajara foi transmitida em pool. Diferente do que ocorreu na Copa seguinte, quando cobriu aquela competição sozinha, a Guaíba se uniu à extinta Rádio Continental para a transmissão dos jogos daquela competição. Profissionais das duas emissoras se dividiram para irradiar emoção aos rádios tanto de Porto Alegre, como do Rio de Janeiro.
Pela Guaíba, estiveram transmitiram os jogos Pedro Carneiro Pereira (narrador), Ruy Carlos Ostermann (comentarista) e João Carlos Belmonte (repórter). Pela Continental, Clóvis Filho (narrador), Carlos Marcondes (comentarista) e Luís Fernando (repórter). Cada narrador comandava a transmissão em um tempo da partida. Os outros profissionais participavam juntos e intervinham sempre que necessário.
Pedro Carneiro Pereira narrou a primeira etapa de Brasil x Tchecoslováquia. E justamente aqui que temos as curiosidades mais saborosas. Como se sabe, a transmissão da Copa do México foi dividida em diversos pools (entenda mais aqui). Um deles, o de São Paulo, que envolveu as rádios Jovem Pan, Bandeirantes e Nacional (hoje Globo) enfrentou dificuldades técnicas logo de cara. A saída para essas emissoras foi usar o áudio da Guaíba-Continental, que chegava sem problemas ao Brasil. Com isso a transmissão de Pedro Carneiro, um dos maiores narradores do Rio Grande do Sul, foi ouvida pelos paulistanos. Em vários trechos de sua narração, ele informa os problemas técnicos vividos pelos paulistanos e anuncia o nome das rádios.
O pool de São Paulo só conseguiu entrar no ar aos 8 minutos do segundo tempo, com Joseval Peixoto, representando a Jovem Pan, saudando os ouvintes e passando o comando para Fiori Giglotti, da Bandeirantes. “Ninguém pode imaginar o drama e o sacrifício que vivemos, que experimentamos até agora para que nosso som chegasse ao Brasil”, disse o locutor da torcida brasileira. Fiori e Joseval fatiaram a transmissão do que restou daquele segundo tempo (ouça aqui o áudio disponibilizado pelo jornalista Thiago Uberreich).
A transmissão do pool Guaíba-Continental seguiu normal para as duas rádios, com Clóvis Filho assumindo a narração. Aliás, essa reprise veiculada pela rádio porto-alegrense serviu também para resgatar um a memória da Continental, que operava nos 1030Khz no Rio de Janeiro e era uma das grandes audiências locais durante o futebol.
Pedro Carneiro Pereira foi diretor do departamento de esportes da Rádio Guaíba. Além disso, sua outra paixão era pela pilotagem. Ele morreu em 1973, aos 35 anos, em um acidente durante a 4ª etapa do campeonato gaúcho de carros turismo, no autódromo de Tarumã, em Porto Alegre.
Ouça no link abaixo a íntegra de Brasil x Tchecoslováquia.
Morreu nesta quinta (07), a atriz a radialista Daisy Lúcidi, infelizmente mais uma vítima do Covid-19, mais conhecida como Coronavírus. Desde o dia 25 de abril, ela estava internada no CTI do Hospital São Lucas. Daisy tinha 90 anos, completados em agosto de 2019.
No rádio, seu nome esteve ligado à Rádio Nacional, do Rio de Janeiro. Foi radioatriz e apresentadora de programas tanto de auditório, como de estúdio. Em 1971, ela teve uma atração solo na grade de programação chamado “Alô Daisy”. Ela ficou na Nacional, até 2018, quando aderiu ao Programa de Demissão Voluntária da Empresa Brasileira de Comunicação, que controla a emissora. O site da Agência Brasil, que também está sob o guarda-chuva da EBC, fez um bom apanhado de sua carreira no rádio (clique aqui).
Em televisão, atuou em diversas novelas da Rede Globo, entre as quais, podem ser destacadas Bravo!, O Casarão, Babilônia, Paraíso Tropical, Passione, Geração Brasil e do seriado Tapas e Beijos.
Daisy Lúcidi foi casada com Luiz Mendes, nome histórico da crônica esportiva brasileira.
A EBC divulgou uma nota de pesar: “A Direção da EBC e todos os nossos profissionais se solidarizam e transmitem seus mais sinceros sentimentos aos familiares neste momento de perda e dor.” Na nota, a empresa destaca o papel de Daisy Lúcidi para a comunicação brasileira, assim como a “duradoura e brilhante trajetória da apresentadora na Rádio Nacional”.
Veja abaixo um depoimento de Daisy sobre o aperto vivido pelos antigos funcionários da Rádio Nacional durante a ditadura militar.
Veja também um vídeo gravado pelo jornalista Sergio Du Bocage quando Daisy comemorou 66 anos de trabalho na Rádio Nacional.
No começo da madrugada desta segunda (10), aconteceu o desligamento do transmissor de AM da Rádio Globo. Desde então, a tradicional frequência dos 1100Khz está fora do ar. Conforme amplamente divulgado por sites que cobrem o rádio, o Grupo Globo solicitou ao Ministério das Comunicações a revogação da outorga que permitia a veiculação da programação da Globo na faixa de Amplitude Modulada. Tal pedido aconteceu também com os 780Khz, canal do mesmo grupo por onde era transmitida a programação da CBN.
No player abaixo, é possível ouvir os últimos instantes na Globo no AM. Chama a atenção o fato de que não houve nenhuma despedida oficial, nenhuma retrospectiva e qualquer tipo de agradecimento. Um fim triste para uma frequência histórica. Antes da Globo, os 1100Khz abrigaram a programação da antiga Rádio Nacional que, apesar do nome, não tinha nada a ver com o governo. Ela foi inaugurada em 1952 e pertencia às Organizações Victor Costa.
Em 1965, os veículos de comunicação que pertenciam à Victor Costa foram adquiridos por Roberto Marinho, entre eles a TV Paulista. Ela viraria mais tarde a TV Globo, de São Paulo. A Rádio Nacional permaneceu com este nome até 1977, quando o Governo Federal exigiu a mudança. Após um período de transição e ajustes na programação, a Globo conquistou a liderança de audiência no AM em meados dos anos 1980.
Com a constante depreciação da faixa do AM, a Rádio Globo buscou incessantemente uma canal de FM para transmitir sua programação. Em 2017, após um acordo com a Rede Mundial de Comunicações, a programação passou a ser veiculada nos 94,1Mhz. Para isso, houve uma reformulação total na grade, abandonando o segmento popular e apostando numa mistura de talk and news. Entretanto, essa reformulação não deu resultados e agora a Globo passou a ser musical, com algumas pitadas de futebol.
Ouça abaixo o triste fim da Rádio Globo no AM em São Paulo. Agradecimentos ao site Rádio Arquivo pelo registro.
No dia 23 de dezembro de 1985, o rádio esportivo perdia Jorge Curi, vítima de um acidente de automóvel, aos 64 anos. Ele estava a caminho de Caxambu (MG), sua cidade natal, após participar da confraternização da equipe esportiva da Super Rádio Tupi. Curi teve uma carreira bastante longeva no rádio, veículo pelo qual atuou desde os anos 1940. Apresentou programas de auditório, entre eles, o mais célebre, A Hora do Pato, um show de calouros da época. Como narrador, esteve presente em nove edições de copas do mundo.
Vamos relembrar do trabalho de Jorge Curi como narrador esportivo de uma forma diferente, desta vez. Ele fez toda sua carreira na cidade do Rio de Janeiro, transmitindo os grandes feitos dos clubes locais. Entretanto, destacaremos aqui alguns registros de gol deixados por Curi de uma equipe de São Paulo: o Palmeiras. Curioso notar que, havia espaço para ele, um dos principais narradores cariocas, transmitir clássicos regionais de outras localidades na Rádio Nacional.
A lista de gols (ouça no player abaixo) começa com um marcado por Ademir da Guia no dia 04 de novembro de 1964, em um clássico entre Santos e Palmeiras, cujo placar terminou em 3 a 3. Em seguida, um gol do Verdão em uma vitória sobre o São Paulo por 3 a 0, em jogo disputado no dia 19 de maio de 1965. Depois, um tento de Artime, atacante argentino em um triunfo sobre o Vasco por 2 a 1. Todos esses foram narrados por Curi na Rádio Nacional.
Para encerrar, um histórico gol de Jorge Mendonça naquele que seria o “jogão do ano” de 1979, no qual o Palmeiras bateu o Flamengo em pleno Maracanã pelo placar de 4 a 1.
Aliás, Curi era flamenguista assumido, mas o fato de todos soubessem o time pelo qual torcia nunca lhe rendeu problemas do ponto de vista profissional. Ele era reconhecido por narrar os gols dos adversários com a mesma empolgação.
Nome conhecido da televisão, Januário de Oliveira teve longa carreira no rádio. Seu início foi na Rádio Cultura, de Bagé (RS), onde começou como ator de rádio novela. Ainda no Rio Grande do Sul, esteve na Rádio Farroupilha, de Porto Alegre. Mudou-se para o Rio de Janeiro e lá trabalhou nas rádios Mauáe Nacional Atendendo a um convite de Sergio Noronha, passou a trabalhar em televisão, tornando-se mais conhecido do grande público. Seu auge foi na TV Bandeirantes, no começo da década de 1990, quando passou a ser o narrador titular das partidas dos clubes cariocas. Abandonou a carreira devido a problemas de saúde. Vamos recuperar aqui uma narração sua para a Rádio Nacional de uma partida entre Flamengo x Americano de 1976. No detalhe, está o repórter Marcio de Souza. Ouça abaixo.
Nesta semana, o jornalista Flavio Ricco destacou em sua coluna a respeito das emissoras de rádio aqui que estão investindo na transmissão em vídeo. Segundo ele, a Jovem Pan está investindo nisso e a emissora está reformando um andar inteiro de sua sede na Av. Paulista a fim de criar um miniauditório (leia mais aqui).
Outra também está transmitindo em vídeo é a tradicionalíssima Rádio Nacional. Sem muito alarde, ela está usando o YouTube para colocar ao vivo parte de sua programação: Eu de Lá, Você de Cá, Tarde Nacional e Repórter Nacional.