Assembléia do Rio aprova projeto que declara Rádio Nacional como Patrimônio Histórico

do site da Alerj

A Rádio Nacional poderá ser declarada Patrimônio Histórico e Cultural Imaterial do Estado do Rio. É o que prevê o Projeto de Lei 5.493/22, de autoria dos deputados Mônica Francisco (PSol) e Waldeck Carneiro (PSB), que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em segunda discussão, nesta quarta-feira (01/06). O texto segue para o governador Cláudio Castro, que tem até 15 dias úteis para sancioná-lo ou vetá-lo.

A Rádio Nacional é uma emissora pública pertencente à Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Inaugurada no dia 12 de setembro de 1936, a Nacional é responsável pela Época de Ouro do Rádio e pelo início da cultura de massa no país. No Portal Institucional da EBC, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro (1.130 kHz AM e 87.1 MHz FM) é descrita como “presente na memória afetiva da população, como a emissora que mostrou o Brasil aos brasileiros e reconhecida como referência de programação plural e popular”.

“É preciso defender este patrimônio, sobretudo no contexto de privatização da EBC. É importante destacar que um em cada quatro brasileiros (25,3%) não tem acesso à internet: são 46 milhões de pessoas. Diante desse quadro, observamos que, em vez de ampliar o debate com atores que dão suporte ao sistema da comunicação do país, o Governo Federal vai na contramão e decide acabar com a EBA e não evidencia como ficarão as emissoras históricas”, declarou Waldeck.

Rádio Nacional estreia programa É Tudo Brasil

A partir desta segunda-feira (9), a Rádio Nacional leva ao ar o novo programa de música e entretenimento É Tudo Brasil. Apresentada por Marcelo Ferreira, Alê Bastos e Ana Pimenta, a atração inédita da emissora pública tem transmissão de segunda a sexta, às 16h.

Com participação do jornalista Victor Ribeiro todas às quintas-feiras, a produção radiofônica  traz uma seleção musical com vasto repertório de qualidade, além de entrevistas com artistas e profissionais da cadeia produtiva da música. O programa apresenta, ainda, um quadro com casos polêmicos de artistas, debates sobre temas relacionados à música brasileira, enquetes diárias direcionadas aos ouvintes, lançamentos e efemérides musicais.

Notícias do mundo da música, agenda de shows e festivais nas praças, e também um giro cultural – no Rio de Janeiro e em São Paulo com equipes da Nacional, e nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste com correspondentes parceiros – completam a pauta diária do É Tudo Brasil. A atração que estreia na emissora pública tem duas horas de duração de segunda a quinta, e uma hora às sextas.


Ficha técnica
Apresentação: Marcelo Ferreira, Alê Bastos e Ana Pimenta (participação, às quintas, de Victor Ribeiro)

Produção e produção de estúdio: Denise Oliveira
Operação técnica: Andrew Wallace

Serviço
Estreia É Tudo Brasil – segunda-feira, dia 09/05, às 16h, na Rádio Nacional 
É Tudo Brasil – de segunda a sexta-feira, às 16h, na Rádio Nacional
 
Como sintonizar o programa É Tudo Brasil
Nacional FM 96.1 em Brasília
Nacional FM 87.1 São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ)
Nacional FM 93.7 em São Luís (MA)
Nacional AM de Brasília 980 khz
Nacional do Rio de Janeiro 1.130 khz
Aplicativo Rádios EBC e portal rádios.ebc.com.br

 
Rádio Nacional na internet e nas redes sociais
Site: https://radios.ebc.com.br/nacionalrioam
Instagram: https://www.instagram.com/radionacionalbr
Spotify: https://open.spotify.com/user/vpj3k8ogjwf1nkv4nap3tlruv
YouTube: http://youtube.com/radionacionalbr
Facebook: https://www.facebook.com/radionacionalbr
Twitter: https://twitter.com/radionacionalbr
WhatsApp – (21) 97119-9966

“Eu de cá, você de lá”, da Nacional, ganha transmissão no YouTube

Querido pelo público e considerado um dos programas mais populares da Rádio Nacional, o “Eu de cá, você de lá” estreia em novo estúdio. A atração apresentada pelo radialista Maurício Rabelo também passa a ter a sua primeira hora transmitida pelo perfil da Rádio no YouTube. As novidades podem ser conferidas a partir de 02 de maio.


De segunda a sexta, ao vivo, com três horas no ar entre 20h e 23h, a produção embala a noite com um bate-papo informal. A interação com o público é sempre garantida, que pode participar por mensagem de texto ou de voz pelo WhatsApp para o número (61) 99674-1536 ou ainda pelo chat no canal da Rádio Nacional no YouTube durante a exibição do programa.

A primeira hora (20h às 21h) do “Eu de cá, você de lá” prioriza essa relação com o ouvinte. Cativada pelo carisma e linguagem descontraída do apresentador, a audiência tem espaço para contar histórias do dia a dia e trocar recados. Informações de utilidade pública e prestação de serviço também pautam o conteúdo.

A transmissão de produções por streaming pelo YouTube da Nacional é mais uma etapa na consolidação do projeto digital que a Rádio está desenvolvendo. Com nova identidade visual, o programa pode ser visto em alta resolução, com três câmeras e iluminação apropriada, direto do estúdio na sede da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) em Brasília.

A estratégia fortalece a presença digital da emissora, incrementa o relacionamento com seus públicos e ajuda a alcançar novos ouvintes. Os locutores estimulam a participação que é assegurada através das redes sociais (Instagram e Facebook) e pelo WhatsApp. Essa proximidade e integração fomenta o engajamento da audiência.

Depois das 21h, o ouvinte pode ficar ligado no programa pelo dial, site ou aplicativo Rádios EBC. A atração segue repleta de conversa boa e entretenimento com repertório de sucessos do cancioneiro popular e pedidos musicais dos fãs.

A produção também está no perfil da Rádio Nacional no Spotify com uma playlist que reúne as músicas mais tocadas nas suas edições. A seleção combina gêneros brasileiros, do sertanejo raiz ao atual, passando por pisadinha e modão.

Os pedidos dos ouvintes durante a atração radiofônica também podem entrar na playlist. Com uma legião de interlocutores que o acompanha há décadas, o “Eu de cá, você de lá” se reinventa com a presença nas plataformas digitais e assegura sua relevância e tradição no rádio brasileiro.

O programa é transmitido em rede pela Rádio Nacional pela Nacional AM BSB, Nacional da Amazônia, Nacional do Alto Solimões, Nacional FM (87.1) em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e pela Nacional FM em São Luís (93.7). 

Rádio Nacional estreia programação em rede com perfil musical moderno

Com um repertório que privilegia os talentos da moderna música brasileira e a interação com o ouvinte, a Rádio Nacional estreou nova programação em rede nessa segunda (6/12). A emissora pública que faz parte da Empresa Brasil de Comunicação busca alcançar um público maior com o crescimento de sua presença digital.

#VemOuvir

De segunda a sexta, música e informação de qualidade se combinam com entradas jornalísticas a cada 10 minutos. Destaques para faixas musicais com um perfil que valoriza gêneros nacionais e artistas da nova MPB e do pop brasileiro contemporâneo.

O resgate das radionovelas é outra atração especial. A primeira será “A Vidente e o Vigarista”, na faixa de 21h. O futebol também tem vez nas transmissões das jornadas esportivas e em programas tradicionais como o Bate Bola Nacional e o No Mundo da Bola.

A participação pelo WhatsApp, a presença em plataformas digitais de streaming como o Spotify, as transmissões no YouTube e o lançamento do perfil da rádio no Instagram buscam contribuir na conquista de ouvintes.

“O objetivo é explorar uma audiência nova para as emissoras públicas da EBC” explica o gerente-executivo de rádios, Luciano Seixas. O conteúdo ainda pode ser conferido no aplicativo Rádios EBC, disponível gratuitamente nas versões Android e iOS.

Rede da Rádio Nacional

A consolidação da rede da Rádio Nacional é uma das conquistas deste ano. Além da tradicional frequência FM 96,1 MHz em Brasília, a emissora ganhou, em maio, presença em outras quatro capitais brasileiras, na chamada banda estendida, em 87,1 FM, no Rio de Janeiro, que se mantem ainda no AM, e em São Paulo, Belo Horizonte e Recife. Agora, os conteúdos entram no ar em rede.

Luciano Seixas conta que uma das metas para 2022 é ampliar o alcance da rede com a expansão para novas capitais. O gerente-executivo ainda ressalta que a Nacional prepara mais novidades para o próximo ano com a estreia de atrações humorísticas, o fortalecimento da radiodramaturgia com obras inéditas, a oferta de mais espaço para produções regionais e a nova programação para os fins de semana.

Apesar da transmissão em rede, a nova programação da Nacional respeita aspectos locais do seu público. Por essa razão, a emissora mantém as transmissões de produções das praças em determinados horários paralelos ao conteúdo da rede.

Atrações conhecidas do ouvinte carioca como o Painel Nacional, o Revista Rio e o Musishow seguem no ar para o Rio de Janeiro, enquanto programas como Templo do Rock, Projeto Brasília, Na Trilha da História e Alma Blues têm vez na capital federal.

Conteúdo musical

Em relação ao perfil musical, astros da nova geração que agitam as plataformas de streaming ganham espaço na emissora com sucessos de artistas como Melim, Anavitória, Vitor Kley, Tiago Iorc e Duda Beat. Para o gerente da Rádio Nacional, Daniel Henrique, a proposta é oferecer o melhor para o ouvinte.

“A Nacional pretende embalar a história da música brasileira a partir da evolução e das transformações musicais no país. Mostrar a essência aliando jovens aos consagrados que construíram essa trajetória”, afirma ao citar personalidades de diferentes épocas como Elis Regina, Roberta Campos e o duo Anavitória.

Daniel Henrique aponta o incentivo à interação dos locutores com os ouvintes na faixa de 6h às 22h como uma das principais contribuições da nova grade da estação. Durante o dia, a Nacional vai apresentar a transmissão de diversos segmentos de música, entradas pontuais do jornalismo e conteúdos esportivos.

O gerente da emissora indica ainda a repercussão do programa “Eu de Cá, Você de Lá”, transmitido para parte da rede, a partir das 20h. A produção traz uma conversa descontraída com o ouvinte, histórias do cotidiano, reportagens, notícias de utilidade pública e troca de recados. A seleção musical engloba clássicos da música popular.

Resgate de radionovelas

A partir de material histórico preservado no acervo da EBC, a Rádio Nacional transmite tramas da radiodramaturgia que marcaram época. Entre as produções recuperadas estão “Francisco Alves, o Rei da Voz”, de Nilton Valério, e “A Vidente e o Vigarista” de Amaral Gurgel, radionovela escolhida para a estreia da faixa que vai ao ar de segunda a sexta, às 21h, com cerca de 15 minutos de duração.

De acordo com Luciano Seixas, a iniciativa reconhece a relevância desse patrimônio da empresa. “Às vésperas dos 100 anos da primeira transmissão radiofônica no país, em 2022, a Nacional resgata obras históricas de seu riquíssimo acervo para valorizar ainda mais a programação da emissora”, define o gerente-executivo.

Lançada há mais de quatro décadas, em 11 de dezembro de 1980, a radionovela “A Vidente e o Vigarista” reúne os elementos essenciais para uma boa trama. Com 186 capítulos, a história envolve triângulo amoroso e dramas sociais, além de uma pitada de eventos inusitados. O elenco incluí artistas como Domicio Costa, Maralise, Carmem Dolores, Amélia Ferreira e Carlos Leão.

O enredo acompanha a jovem e ingênua Nadir que sai do interior para estudar balé em São Paulo onde se apaixona pelo pianista Ernesto. O mau-caráter desaparece e deixa a moça grávida. Após o parto, ela viaja para a Europa em busca do amado, mas conhece Alex e uma nova paixão se inicia. Nadir se transforma na vidente Nadja e várias intrigas surgem a partir do triângulo amoroso que se forma.

A gerente de Acervo da EBC, Maria Carnevale, assinala a importância da radionovela na nova programação da Nacional. “O resgate de um programa dessa natureza permite que os ouvintes tenham contato, novamente, com um gênero de radiodramaturgia que marcou época e sobreviveu ao advento da televisão no Brasil até meados da década de 1980”, recorda.

Ela destaca aspectos que sobressaem na obra. “Essa radionovela tem 40 anos e vai tocar a memória afetiva de boa parte do público da Rádio Nacional. Além de resgatar uma forma de entretenimento e aguçar o imaginário dos ouvintes com a trama, serve como fonte de pesquisa de um gênero que brilhou no Brasil nas décadas de 1940 a 1970”, completa.

Nova programação da Nacional *

06h00 Programação Musical – Rede

07h00 Painel Nacional – Rio

07h00 Programação Musical – Rede

07h30 Repórter Nacional – Rede

08h00 Programação Musical – Rede

11h00 Revista Rio – Rio, São Paulo e São Luís

11h00 Programação Musical – Rede

12h00 Repórter Nacional – Rede

12h40 Bate-Bola Nacional – Rede

13h00 Expresso Nacional – Rede

14h00 Programação Musical – Rede

18h00 Repórter Nacional – Rede

18h40 No Mundo da Bola – Rede

19h00 A Voz do Brasil – Rede

20h00 Eu de Cá, Você de Lá – Rede

20h00 Programação Musical – Brasília

20h00 Musishow – Rio

21h00 Radionovela A Vidente e o Vigarista – Rede

21h15 Eu de Cá, Você de Lá – Rede

23h00 Programação Musical – Rede

* Produções semanais

22h00 Templo do Rock (segunda-feira) – Brasília

22h00 Projeto Brasília (terça-feira) – Brasília

21h15 Futebol Nacional (quarta-feira) – Rede

22h00 Na Trilha da História (quinta-feira) – Brasília

22h00 Alma Blues (sexta-feira) – Brasília

Serviço

Estreia da nova programação em rede da Rádio Nacional

Data: 6 de dezembro de 2021

Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz

Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz

São Paulo: FM 87,1 MHz

Belo Horizonte: FM 87,1 MHz

Recife: FM 87,1 MHz

Site: https://radios.ebc.com.br/radionacional

Spotify: https://open.spotify.com/user/vpj3k8ogjwf1nkv4nap3tlruv

YouTube – http://youtube.com/radionacionalbr

Facebook: https://www.facebook.com/radionacionalbr

Twitter – https://twitter.com/RadioNacionalBR

Rádio Nacional reune entrevistas em podcast

O melhor da Rádio Nacional agora também está disponível no podcast Entrevista É Nacional. A cada episódio, uma entrevista selecionada dentre as várias participações diárias veiculadas ao vivo nas rádios ganha versão editada para o formato, traduzindo para o ouvinte a informação que faz diferença no dia a dia.

Comportamento, efeitos da pandemia na sociedade, mudanças climáticas e economia são alguns dos temas abordados por autoridades e especialistas nos programas Revista Brasil e Tarde Nacional e agora também no podcast Entrevista É Nacional, que divide com o público conteúdos de qualidade com a marca Nacional.

Criado com a proposta de levar mais informação aos ouvintes, educar o público e também apresentar, de forma leve, assuntos do cotidiano e que entretenham, o Entrevista É Nacional aproxima ainda mais a emissora dos ouvintes.

Para o gerente da Rádio Nacional, Daniel Costa, o novo formato é estratégico e confere modernidade às emissoras de rádio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). “A Nacional necessitava acompanhar esse novo momento do áudio, ocupando espaço também no on-demand, quando o ouvinte pode ouvir as melhores entrevistas quando quiser.” Ele destaca que seleção das entrevistas que vão para o podcast é realizada com foco no cidadão. “Nos pautamos em assuntos do momento voltados para a prestação de serviço, políticas públicas e de acesso à cultura.”

As entrevistas do É Nacional têm cerca de 20 minutos de duração e estão disponíveis na plataforma de streaming Spotify e no canal do Youtube da Rádio Nacional como áudio-card. Em breve novas produções das emissoras devem ampliar o conteúdo compartilhado, com os programas Na Trilha da História, Nossos Bichos e Memória Musical.

Ouça o episódio mais recente:

https://open.spotify.com/embed/show/2TJ8bixKvsGV1VFQLT4fur?utm_source=generatorhttps://www.youtube.com/embed/jl2aJsJc9e0

Serviço
Rádio Nacional de Brasília – AM 980 Khz (Brasília), São Paulo – FM 87,1 MHz, Belo Horizonte – FM 87,1 MHz, Recife – FM 87,1 MHz
Rádio Nacional da Amazônia – OC 11.780KHz, 6.180KHz
Rádio Nacional do Alto Solimões FM 96.1 MHz
Rádio Nacional do Rio AM 1130 KHz

Youtube – http://youtube.com/radionacionalbr
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Twitter – @RadioNacionalBR

Programação especial comemora os 85 anos da Rádio Nacional (RJ)

Presente na memória afetiva da população como “a mais querida do Brasil”, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro comemora 85 anos no próximo domingo, dia 12. Para festejar a data, a emissora preparou uma programação especial para todo o mês de setembro.

Além da divulgação de depoimentos de artistas e personalidades de diversas gerações parabenizando a Nacional, as atrações diárias também vão trazer pautas e entrevistas temáticas sobre a história da Rádio. Os grandes destaques comemorativos serão exibidos no final de semana do aniversário.

No sábado (11), as homenagens pontuam as transmissões do Alô Rio, com Waldir Luiz, das 8h às 10h, do Ponto do Samba, apresentado por Rubem Confete, de 11h a 12h, e do Musishow, exibido de 20h à meia-noite.

Já no domingo (12), a comemoração está garantida pela manhã com Histórias do Frazão, de 8h a 10h, e Painel Nacional, com Dylan Araújo, ao vivo, das 10h às 12h. Na parte da tarde, de 12h a 13h, será transmitido um programa especial sobre cantores do rádio, com Astrid Nick. E das 13h às 14h, vai ao ar uma edição festiva do Ponto do Samba.

Museu da Rádio eterniza relevância da emissora na história do país

Como parte das celebrações de 85 anos da emissora que conquistou os brasileiros na década de 1930 e marcou a Era de Ouro do Rádio, foi inaugurado em agosto o Museu da Rádio Nacional, nas instalações da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) no Rio de Janeiro. O evento de abertura contou com a presença do Ministro das Comunicações, Fábio Faria, e do diretor-presidente da EBC, Glen Valente.

O museu reúne itens usados por atores e locutores que fizeram história na Nacional, além de  fotos, prêmios, roteiros e revistas da época. Um dos destaques é a réplica do estúdio onde foram gravadas as principais radionovelas da emissora, como “Direito de Nascer” e “Em Busca da Felicidade” – a primeira do país. Lá também são relembrados os programas de auditório que abriram espaço para artistas como Orlando Silva, Ataulfo Alves, Dalva de Oliveira, Nelson Gonçalves, Cauby Peixoto e Luiz Gonzaga.

Em razão da pandemia, ainda não há previsão de data para abertura do museu ao público.

Referência de programação plural e popular

Inaugurada em 12 de setembro de 1936 ao som de “Luar do Sertão”, de João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense, a Nacional do Rio de Janeiro é responsável pelas matrizes que formam hoje o rádio brasileiro: a música, a informação, o humor, a dramaturgia, o esporte e os programas de auditório.

Na chamada “época de ouro do rádio”, a emissora levou os melhores programas de variedades e radionovelas a ouvintes de todo o país e de parte do mundo. Pelas ondas da Nacional, os maiores nomes da Música Popular Brasileira se consagraram.

Historicamente reconhecida como referência de programação plural e popular, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro foi ainda pioneira no radiojornalismo com o programa O Repórter Esso, no ar entre os anos de 1941 e 1968. O slogan “a testemunha ocular da história” serviu de modelo para outras atrações jornalísticas do país.

Do surgimento até os anos 1960, a Nacional se firmou como grande fenômeno de expressão da cultura popular brasileira, tornando-se uma das cinco maiores rádios do mundo. A emissora criou formatos que passariam a se estabelecer como padrões comerciais para a comunicação de massa, como os programas de auditório, que contavam com presença do público no histórico Edifício A Noite – primeiro arranha-céu da América Latina, instalado na Praça Mauá, centro do Rio de Janeiro. Grandes maestros, músicos, cantores, cantoras, locutores, radioatores, radioatrizes, apresentadores e repórteres fizeram a história da Rádio.

Em 2008, a emissora passou a ser integrante da EBC e teve uma ampla reformulação estrutural, técnica e de programação. Ajustes feitos com os olhos no futuro, porém sem esquecer as suas características históricas. Se antes a Nacional tinha como filosofia uma programação patrocinada e comercial, atualmente, ela tem caráter cidadão, musical, cultural, noticioso e esportivo.
 

Serviço

85 Anos Rádio Nacional do Rio de Janeiro – Programação especial

Alô Rio – sábado, dia 11/09, às 8h, na Rádio Nacional do Rio

Musishow – sábado, dia 11/09, às 20h, na Rádio Nacional do Rio

Histórias do Frazão – domingo, dia 12/09, às 8h, na Rádio Nacional do Rio

Painel Nacional – domingo, dia 12/09, ao vivo, às 10h, na Rádio Nacional do Rio

Especial sobre cantores do rádio – domingo, dia 12/09, às 12h, na Rádio Nacional do Rio

Ponto do Samba – domingo, dia 12/09, às 13h, na Rádio Nacional do Rio

Rádio Nacional do Rio de Janeiro

Sintonize FM 87,1 MHz | AM 1130 kHz

Ouça também pela internet em https://radios.ebc.com.br/nacionalrioam ou no aplicativo ‘Rádios EBC’.

Brasília: Rádio Nacional FM celebra aniversário de 45 anos

A primeira rádio FM de Brasília, a Rádio Nacional FM, completa 45 anos no dia 29 de agosto. Para a comemoração, os ouvintes poderão conferir mensagens de artistas e de ouvintes durante a programação. O Memória Musical do dia também será especial. Às 11h, o programa conversará com o fundador da rádio, Eduardo Fajardo, sobre músicas que o marcaram ao longo da vida. 

Essencialmente musical, há 45 anos a programação da Nacional FM é sinônimo de música brasileira de qualidade. MPB tradicional e contemporânea, música instrumental, novos talentos e a música de artistas de Brasília. A rádio também mistura informação e cultura do mundo à suas atrações, como em Na Trilha da História, Templo do Rock, Tanto Mar e Nossa América.

O Gerente Executivo de Rádios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Luciano Seixas, destaca a importância e a representatividade da Nacional FM nestes 45 anos.  “A Rádio Nacional FM é a primeira FM de Brasília e desde os anos 1970 tem identidade e proximidade com o público ouvinte, sendo referência nas pautas culturais e musicais da capital do Brasil. Festejamos seu aniversário no momento em que retomamos diversos programas e preparamos novidades na programação”.

Festival de Música

A história musical de Brasília passa pela Nacional. Desde 2009, a emissora realiza o Festival de Música da Rádio Nacional, um dos mais importantes eventos para a promoção da cultura local. Em 2021, foram 445 inscrições de compositores de Brasília e entorno que serão premiados nas seguintes categorias: Melhor Música com Letra, Melhor Música Instrumental, Melhor Intérprete Vocal, Melhor Intérprete Instrumental, Melhor Letra, Melhor Arranjo e as premiações de Música Mais Votada na Internet e Melhor Torcida.

E de 23 de setembro a 27 de novembro, você poderá votar nas músicas classificadas do Festival! As músicas selecionadas serão executadas na programação da Nacional FM.

Acesse https://radios.ebc.com.br/nacionalfmbrasilia e vote na sua preferida! A música mais votada na internet já estará classificada entre as 12 finalistas do Festival.

Rádio Nacional no Spotify 

Confira o melhor da música brasileira em onze playlists para você ouvir onde e quando quiser: MPB, pop, sertanejo raiz ou universitário, forró, rock, samba, pagode e a canções originais dos vencedores das quatro últimas edições do Festival de Música Nacional. Acesse o perfil da Rádio Nacional no Spotify para escutar a seleção de ritmos e sons que tocam na Nacional FM:

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Ouça também pela internet em radios.ebc.com.br/nacionalfmbrasilia ou no aplicativo Rádios EBC.

Logo versão negativa da Empresa Brasil de Comunicação

Rádio Nacional entra em rede com TV Brasil na cobertura dos Jogos Paralímpicos

Por Rodney Brocanelli

A Rádio Nacional vai entrar em rede com a TV Brasil para levar aos seus ouvintes as provas e competições dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, que começam no próximo dia De 24 de agosto e vão até 5 de setembro. Voltado a participantes com deficiências físicas (de mobilidade, amputações, cegueira ou paralisia cerebral) e mentais, o evento terá atletas de diversas nações competindo na busca pelas medalhas. As transmisões conjuntar vão acontecer entre 05h30 e 07h30 da manhã. Além disso, boletins diários na Nacional vão informar os resultados do Brasil em todas as modalidades.

A EBC (Empresa Brasileira de Comunicação) promete uma cobertura ampla em seus veículos das principais competições nas diferentes modalidades, com destaque para a participação dos atletas brasileiros em esportes coletivos e individuais.

Os Jogos Paralímpicos são o primeiro evento de fôlego da Rádio Nacional após a sua estreia no FM estendido. Desde maio, a emissora pode ser sintionizada em 87,1Mhz nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Recife. Ainda no Rio, a Nacional mantém a sua tradicional frequência em AM nos 113Khz. Em Brasília, ela é sintonizada nos 980Khz, tambem em amplitude modulada.

EBC divulga nota de pesar pela morte do radialista Luiz Alberto de Oliveira

A Empresa Brasil de Comunicação lamenta a morte do radialista Luiz Alberto de Oliveira na madrugada desta terça-feira (17), aos 69 anos, vítima de complicações decorrentes da Covid – 19.

 Conhecido pelo bordão “Cai n’água, Jiribita”, Luiz Alberto iniciou suas atividades como locutor na Empresa em junho de 1985, tendo ancorado o programa “Eu de cá, você de lá”, da Rádio Nacional de Brasília, por mais de 25 anos. 

Foi como apresentador de programas da emissora que se tornou conhecido e querido pelos ouvintes. Foram eles que o batizaram carinhosamente de Luiz Alberto Jiribita. 

Também foi locutor das rádios JK FM, Globo Nacional e OK FM e vice-prefeito de Águas Lindas de Goiás, cargo que ocupou até 2020. A Prefeitura do Município declarou luto oficial de três dias pelo falecimento. 

Colegas de trabalho da EBC lembram de Luiz Alberto como alguém de alto astral e divertido, além de um profissional competente, que envolvia o público graças ao seu dom de comunicar. 
 

O velório será realizado hoje (17), a partir das 18h, na Câmara dos Vereadores de Águas Lindas, em Goiás. O enterro está previsto para as 9h desta quarta (18), no cemitério de Águas Lindas. 
 

A EBC e todo o corpo funcional se solidarizam com os familiares e amigos neste momento de dor e tristeza.

A Rádio Nacional está de cara nova no Spotify

Imagine um perfil com o melhor da música brasileira para você? Nem precisa mais imaginar, ele existe: Rádio Nacional no Spotify.

O perfil está no ar fevereiro de 2021 e, como tudo que é bom, está sempre se reinventando! Recentemente passou por uma renovação, tanto nas playlists quanto no visual, apostando em uma identidade vibrante e em músicas de qualidade para conquistar o público.

O objetivo é dar o alcance que o streaming oferece à expertise dos ouvidos apurados da equipe da Rádio Nacional, especialmente entre o público jovem.  

Você pode ouvir do pop ao sertanejo raiz, do samba ao forró, da MPB tradicional ao rock, da Nova MPB ao sertanejo e axé, os mais variados ritmos para não ficar parado e se divertir onde quer que você esteja.

Siga, ouça e divirta-se!

Morre Januário de Oliveira

Por Rodney Brocanellli

Taí o que não queríamos. Morreu nesta segunda (31) o narrador esportivo Januário de Oliveira. Conforme informaçoes do site GE, ele estava internado em um hospital particular de Natal (RN) quando sofreu uma parada cardíaca. Até o momento não foram divulgadas informações sobre velório e enterro. Ele tinha 81 anos.

Nascido em Alegrete (RS), Januário começou no rádio em seu estado natal. Passou pela Rádio Cultura, de Bagé e pela Rádio Farroupilha, de Porto Alegre. No Rio de Janeiro, ainda no veículo, trabalhou na Rádio Mauá e na Rádio Nacional irradiando jogos de futebol. Nos anos 1980 migrou para a televisão e foi narrador da antiga TVE, hoje TV Brasil. Na década de 1990 teve sucesso e reconhecimento após se transferir para a TV Bandeirantes, emissora na qual ficou responsável por transmitir as partidas dos times cariocas.

Mesmo não tendo o mesmo nível de exposição de outros nomes da narração esportiva, Januário de Oliveira foi um nome influente. Ele ficou conhecido do grande público por seus bordões marcantes e por apelidar jogadores. Alguns deles marcaram até hoje: Super Ézio, Túlio Maravilha e Charles Anjo 45, Valdeir The Flash e Sávio, o Anjo Loiro. Ou então quem nunca, de brincadeira, usou no dia-a-dia “Tá lá um corpo estendido no chão”, “Cruel, muito cruel” ou “Sinistro, mas muito sinistro”?

Ouça abaixo Januário de Oliveira narrando pela Rádio Nacional.

Nacional transmite futebol e programação de Brasília no primeiro final de semana do FM estendido

Por Rodney Brocanelli

Neste primeiro final de semana operando no FM estendido, os ouvintes de São Paulo, Belo Horizonte e Recife puderam ter contato com a tradição da cobertura de futebol da Rádio Nacional. A emissora transmitiu a partida Flamengo 4 x 1 Volta Redonda, válida pela semifinal do campeonato carioca. A narração desta partida foi de André Luiz Mendes e com os comentários de Mario Silva. Desde a última sexta-feira (07), a marca Rádio Nacional pode ser ouvida pelo público dessas três localidades em 87,1Mhz.

Não é exagero falar em marca Nacional, uma vez que em audição feita durante vários momentos do sábado (08) e domingo (09). Na verdade a programação que está entrando no novo canal é a da Rádio Nacional FM, que opera em 96,1Mhz, em Brasília. Em nota divulgada pela Agência Brasil, foi informado que “a nossa Nacional AM pode ser sintonizada na faixa FM, em quatro capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife. Para isso, basta sintonizar o número 87.1” (clique aqui para ver).

Não se sabe se isso vale apenas para este final de semana. Vale destacar que a Nacional, de Brasília, tem uma excelente programação musical, voltada à música brasileira.

Ainda sobre a transmissão do futebol, o jogador Michel, do Flamengo, talvez nem faça ideia, mas seu gol, o primeiro da vitória do seu time, sobre o Volta Redonda, marcado aos 11 minutos da primeira etapa, entrou para a história. Foi o primeiro transmitido pela Rádio Nacional na nova faixa do FM estendido, em caráter oficial. Houve até um antes, do adversário, feito por João Carlos, mas invalidado devido à um impedimento do atacante João Carlos. O que fica para o registro mesmo é o tento de Michel (ouça abaixo).

Espera-se que os cabeças da EBC pensem em aumentar a oferta de futebol nacional nessa nova fase da Rádio Nacional, mais abrangente.

Atenção: não confundam a Rádio Nacional (SP) com a Rádio Globo (SP)

Por Rodney Brocanelli

Com a recente notícia de que a Rádio Globo vai abandonar São Paulo, muita gente boa tem feito uma enorme confusão envolvendo a história da Rádio Nacional, de São Paulo, com a Rádio Globo, de São Paulo. De certa forma, isso é normal porque uma é sucessora da outra na hoje extinta frequência dos 1100Khz. Eu fiz uma thread no Twitter (chique, não) para procurar esclarecer essas diferenças (clique aqui). Trago essas informações aqui para o Radioamantes para obter maior alcance.

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Bom, tem muita gente confundindo a história da Rádio Globo (SP) com a história da Rádio Nacional (SP), que a antecedeu…li uma manchete ontem que me deixou de queixo caído.

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A Rádio Nacional (SP), era uma emissora das Organizações Victor Costa, que também era dona da antiga TV Paulista, canal 5. Em 1965, essas emissoras, mais a Rádio Excelsior, foram vendidas para Roberto Marinho/Globo.

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Mesmo depois da venda, o nome Nacional foi mantido pelo novo dono, sabe-se lá o porquê. Isso durou até 1977 quando o governo da época pediu para que houvesse uma troca de nome. Isso devido ao fato de que já existia a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro.

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Aquela mesma Rádio Nacional, de tanta tradição e história, que já foi uma maiores rádios do país, na época em que o veículo era forte. Aliás, muita gente também confunde as rádios Nacional do Rio e de São Paulo. Elas não tem nada a ver uma com a outra.

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Em 1977, a Nacional, de São Paulo, adotou o nome Globo-Nacional. Naquela transmissão de Corinthians x Ponte Preta, decisão do Paulista, o Osmar Santos fala muito nele. Veja abaixo.

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Acho que no ano seguinte, é que ficou apenas o nome Globo. Tudo isso que eu contei até aqui se refere aos 1100Khz, de São Paulo.

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Vale destacar que o Silvio Santos, de fato, foi comunicador da Rádio Nacional, mesmo depois da venda ao Roberto Marinho, conciliando com o programa na incipiente Globo. Mas o comunicador saiu em 1976, antes do começo da transição Nacional-Globo.

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Até faria sentido fazer essa relação, quando a Globo decidiu abrir mão dos 1100Khz. Essa frequência, sim, digamos, revelou Silvio Santos, ainda como Nacional, mas não a Rádio Globo.

radiogloboantiga

Memória: paulistas ouviram narração de Pedro Carneiro Pereira na Copa de 1970

Por Rodney Brocanelli

Neste final de semana, a Rádio Guaíba colocou no ar mais dois jogos históricos de seu arquivo, desta vez, envolvendo a seleção brasileira de futebol. No sábado (9), a emissora rodou a gravação de Brasil x Zaire, partida válida pela Copa do Mundo de 1974, na Alemanha, com narração  de Armindo Antonio Ranzolin, Neste domingo (10), foi veiculada a reprise de Brasil x Tchecoslováquia, estreia das duas seleções na Copa de 1970, no México. É desse segundo jogo, que o Radioamantes vai destacar algumas curiosidades.

Primeiro que a transmissão partida disputada no Estádio Jalisco, em Guadalajara foi transmitida em pool. Diferente do que ocorreu na Copa seguinte, quando cobriu aquela competição sozinha, a Guaíba se uniu à extinta Rádio Continental para a transmissão dos jogos daquela competição. Profissionais das duas emissoras se dividiram  para irradiar emoção aos rádios tanto de Porto Alegre, como do Rio de Janeiro.

Pela Guaíba, estiveram transmitiram os jogos Pedro Carneiro Pereira (narrador), Ruy Carlos Ostermann (comentarista) e João Carlos Belmonte (repórter). Pela Continental, Clóvis Filho (narrador), Carlos Marcondes (comentarista) e Luís Fernando (repórter). Cada narrador comandava a transmissão em um tempo da partida. Os outros profissionais participavam juntos e intervinham sempre que necessário.

Pedro Carneiro Pereira narrou a primeira etapa de Brasil x Tchecoslováquia. E justamente aqui que temos as curiosidades mais saborosas. Como se sabe, a transmissão da Copa do México foi dividida em diversos pools (entenda mais aqui). Um deles, o de São Paulo, que envolveu as rádios Jovem Pan, Bandeirantes e Nacional (hoje Globo) enfrentou dificuldades técnicas logo de cara. A saída para essas emissoras foi usar o áudio da Guaíba-Continental, que chegava sem problemas ao Brasil. Com isso a transmissão  de Pedro Carneiro, um dos maiores narradores do Rio Grande do Sul, foi ouvida pelos paulistanos. Em vários trechos de sua narração, ele informa os problemas técnicos vividos pelos paulistanos e anuncia o nome das rádios.

O pool de São Paulo só conseguiu entrar no ar aos 8 minutos do segundo tempo, com  Joseval Peixoto, representando a Jovem Pan, saudando os ouvintes e passando o comando para Fiori Giglotti, da Bandeirantes. “Ninguém pode imaginar o drama e o sacrifício que vivemos, que experimentamos até agora para que nosso som chegasse ao Brasil”, disse o locutor da torcida brasileira. Fiori e Joseval fatiaram a transmissão do que restou daquele segundo tempo (ouça aqui o áudio disponibilizado pelo jornalista Thiago Uberreich).

A transmissão do pool Guaíba-Continental seguiu normal para as duas rádios, com Clóvis Filho assumindo a narração. Aliás, essa reprise veiculada pela rádio porto-alegrense serviu também para resgatar um a memória da  Continental, que operava nos 1030Khz no Rio de Janeiro e era uma das grandes audiências locais durante o futebol.

Pedro Carneiro Pereira foi diretor do departamento de esportes da Rádio Guaíba. Além disso, sua outra paixão era pela pilotagem. Ele morreu em 1973, aos 35 anos, em um acidente durante a 4ª etapa do campeonato gaúcho de carros turismo, no autódromo de Tarumã, em Porto Alegre.

Ouça no link abaixo a íntegra de Brasil x Tchecoslováquia.

https://www.facebook.com/613005798713948/videos/853548625138549/

Pedro Carneiro Pereira

Morre Daisy Lúcidi

Por Rodney Brocanelli

Morreu nesta quinta (07), a atriz a radialista Daisy Lúcidi, infelizmente mais uma vítima do Covid-19, mais conhecida como Coronavírus. Desde o dia 25 de abril, ela estava internada no CTI do Hospital São Lucas. Daisy tinha 90 anos, completados em agosto de 2019.

No rádio, seu nome esteve ligado à Rádio Nacional, do Rio de Janeiro. Foi radioatriz e apresentadora de programas tanto de auditório, como de estúdio. Em 1971, ela teve uma atração solo na grade de programação chamado “Alô Daisy”. Ela ficou na Nacional, até 2018, quando aderiu ao Programa de Demissão Voluntária da Empresa Brasileira de Comunicação, que controla a emissora. O site da Agência Brasil, que também está sob o guarda-chuva da EBC, fez um bom apanhado de sua carreira no rádio (clique aqui).

Em televisão, atuou em diversas novelas da Rede Globo, entre as quais, podem ser destacadas Bravo!, O Casarão, Babilônia, Paraíso Tropical, Passione, Geração Brasil e do seriado Tapas e Beijos.

Daisy Lúcidi foi casada com Luiz Mendes, nome histórico da crônica esportiva brasileira.

A EBC divulgou uma nota de pesar: “A Direção da EBC e todos os nossos profissionais se solidarizam e transmitem seus mais sinceros sentimentos aos familiares neste momento de perda e dor.” Na nota, a empresa destaca o papel de Daisy Lúcidi para a comunicação brasileira, assim como a “duradoura e brilhante trajetória da apresentadora na Rádio Nacional”.

Veja abaixo um depoimento de Daisy sobre o aperto vivido pelos antigos funcionários da Rádio Nacional durante a ditadura militar.

Veja também um vídeo gravado pelo jornalista Sergio Du Bocage quando Daisy comemorou 66 anos de trabalho na Rádio Nacional.

Daisy Lúcidi