José Carlos Araújo fala sobre saída da TV Bandeirantes, do Rio de Janeiro

Por Rodney Brocanelli

Atendendo ao pedido de vários ouvintes, o narrador José Carlos Araújo usou neste domingo seu espaço na Transamérica FM para falar sobre sua saída da TV Bandeirantes, do Rio de Janeiro. Ele se mostrou muito grato por poder dar uma cara local a uma emissora cuja cabeça de rede é em São Paulo. O contrato terminaria em agosto de 2015. No entanto, a direção da emissora achou melhor voltar, segundo suas palavras, a um “modelo de São Paulo”. O Garotinho promete voltar à tv ainda neste mês de agosto. Ouça mais no player abaixo. Cortesia do blog Rádio Esportivo.

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Helio Ribeiro, 79

Por Rodney Brocanelli

24 de julho é o dia de se relembrar Helio Ribeiro. Se estivesse vivo, ele completaria hoje 79 anos. Ouça abaixo mais um de seus grandes improvisos transmitidos pelo rádio, em áudio que foi cedido por Celso Casemiro, do Memorial Helio Ribeiro.

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“Vem Comigo”, com Goulart de Andrade, aborda o rádio

Por Rodney Brocanelli

Dando um tempinho na pauta sobre Copa do Mundo, deixamos aqui a indicação de dois vídeos do programa Vem Comigo, apresentado por Goulart de Andrade na TV Gazeta. A última edição, veiculada no domingo passado (22) teve como tema principal o rádio. No começo, foram reprisados trechos de uma reportagem que Goulart fez para o “Comando da Madrugada”, ainda na Rede Globo, na qual ele visitou os estúdios da antiga Rádio Excelsior (hoje CBN) e da Rádio Globo, no ano de 1982. Dois dados curiosos. O primeiro: ele mostra vários aparelhos telefônicos, com linhas diretas para pontos estratégicos, como Assembléia Legilativa, entre outros. A certa altura, Goulart pergunta por que aquele tipo de linha se chama LP. É a abreviatura para Linha Privada. No mundo das telecomunicações de hoje, a LP se modernizou e hoje ela trafega até dados, mas esse é um outro papo. A outra curiosidade: em um dos trechos da reportagem, Goulart está no estúdio da Globo acompanhando uma das atrações de então: o “Patrulha da Cidade”. Notem que o apresentador é mostrado de costas o tempo todo. Na verdade, ele é Afanásio Jazadi. Na ocasião, o então apresentador e repórter policial ainda cultivava uma aura de mistério em torno de sua imagem. Na seqüência, entram em ação os alunos da Cásper Líbero, responsáveis por atualizar o assunto. Eles visitaram os estúdios da CBN, que substituiu a Excelsior e foram também em uma web rádio, a Best Rádio Brazil. Assista a tudo nos players abaixo.

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Reportagem mostra rádio uruguaia transmitindo partidas do Centro de Imprensa da Copa

Por Rodney Brocanelli

Nessa época de Copa, o rádio esportivo sempre vira tema de reportagem em emissoras de televisão da Europa. Em alguns lugares daquele continente, eles se impressionam com a paixão empregada pelos narradores sul-americanos. No vídeo abaixo, destacamos uma reportagem produzida por uma emissora de televisão da Holanda enfocando o trabalho de profissionais de uma rádio do Uruguai. Notem que a transmissão de Uruguai x Inglaterra não foi feita das posições disponíveis no estádio, mas sim do centro de imprensa. O repórter holandês tenta abordar isso, mas o narrador uruguaio desconversa, falando em “requisitos da Fifa”. No entanto, sabe-se que a entidade cobra para que uma emissora de rádio ou tv tenha a sua posição no estádio.

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Radioamantes no Ar fala sobre a cobertura da Copa do Mundo pelo rádio

O Radioamantes no Ar desta semana abordou sobre alguns aspectos da cobertura da Copa do Mundo pelo rádio. Um deles: rádios de alguns países estão inserindo anúncios de seus patrocinadores durante a transmissão com bola rolando. Isso não é permitido às emissoras de rádio e televisão do Brasil, país organizador da competição. Além disso, estações de rádio daqui estão apelando para as transmissões off-tube, em vez de estar nos estádios. Entretanto, isso se deve a uma taxa cobrada pela Fifa O Radioamantes no Ar é veiculado todos os sábados entre 09h e 09h30 pela web rádio Showtime (http://www.showtimeradio.com.br/). Apresentação de Rodney Brocanelli e participação de João Alkmin e Flávio Ashcar.

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Radioamantes no Ar fala sobre os números da audiência de São Paulo e homenageia Max Nunes e Marlene

Nesta semana, o Radioamantes no Ar falou sobre o projeto Garota da Copa, da Rádio Globo, que visa dar chance a um talento feminino na narração esportiva. O programa também abordou os dados de mais uma pesquisa de audiência de rádio (AM e FM) na Grande São Paulo. E ainda registrou as perdas de Max Nunes e Marlene, dois nomes da história do rádio. O Radioamantes no Ar é veiculado todos os sábados, entre 09h e 09h30 pela web rádio Showtime (http://www.showtimeradio.com.br/). Com Rodney Brocanelli e participação de João Alkmin e Flavio Ashcar.

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A Era do Pós-Rádio

Por Marcos Lauro

Se o Brasil teve sua Era do Rádio a partir de 1936 até a metade da década de 1950, hoje vivemos o que podemos chamar de Era do Pós-Rádio. As preocupações dessas duas ”eras” são bem diferentes: enquanto a primeira tinha a massa como objetivo, a segunda se preocupa (ou pelos menos deveria se preocupar) com a forma, o meio e a linguagem. Nesse artigo, pretendo explicar um pouco mais essa teoria mas sem comparar os dois períodos, que são distintos e não têm nenhuma ligação entre si. E deixo claro também que essas observações são válidas para emissoras instaladas nas grandes cidades. O interior do Brasil, além de grande, é muito rico culturalmente e a dinâmica das rádios e da relação delas com o ouvinte é completamente diferente de uma metrópole.

A culpada pelas grandes transformações no ato de fazer rádio é a internet, sem dúvidas. Na segunda metade da década de 1990, quando houve uma primeira fase de popularização da internet no Brasil, os produtores radiofônicos viram que precisavam se adaptar. Inicialmente, nessa época, essa adaptação se restringia à criação de web-sites e endereços de e-mail das emissoras. Até então, surgia apenas mais um canal de comunicação por onde as demandas dos ouvintes chegavam. E as rádios mais antenadas às novidades já arriscavam as transmissões online, por streaming. Isso era luxo.

Mas defendo aqui um marco, que pode ser totalmente discutível e contestado: o ano de 2000.

Neste ano nascia a web-rádio Radioficina @Jato, uma parceria entre a Radioficina Qualificação Profissional, escola que forma locutores e sonoplastas em São Paulo, e o extinto provedor @jato, que pertencia à também extinta operadora de TV a cabo TVA.

Foi a primeira web-rádio brasileira a transmitir ao vivo com locutores – até então existiam somente os chamados “vitrolões”, apenas com músicas e sem vinhetas ou qualquer intervenção de locutores.

Além do locutor ao vivo, o detalhe que se mostra mais importante: havia uma sala de bate-papo online para interação e, principalmente, pedidos de músicas. Além disso, o chat virava uma atração da própria rádio, pois podia ser comentado no ar. Até esse ponto não há novidades: em vez da carta chegando com o pedido musical, uma frase na tela do chat já resolvia a questão. A diferença é que, nesse momento, o produtor/locutor passava a produzir conteúdo para outro meio que não o radiofônico. O chat precisava ser alimentado com informações ou, pelo menos, respostas para as perguntas dos ouvintes/internautas. Aí é que está a mudança e a chegada do “pós-rádio”.

Transferindo a experiência para os dias de hoje, quando há mídias sociais, aplicativos e sites para serem abastecidos com música ou informação: um produtor não pensa apenas no que vai ao ar mas também em como esse conteúdo vai se transformar num post do Twitter ou do Facebook ou ainda uma matéria no site da emissora.

Desde o marco, em 2000, um produtor/locutor de rádio vai além do estúdio e do microfone e pensa nas possibilidades que aquele conteúdo pode ter em outros meios, com outras linguagens e atingindo outros públicos que não aqueles que estão sintonizados/conectados à emissora.

Vale lembrar que essa característica não é influenciada pelo público alvo da emissora. As rádios voltadas para um público mais velho e menos ativo em mídias sociais também usam as ferramentas que a web oferece hoje. Talvez o que mude seja a freqüência ou a intensidade. Uma rádio jovem precisa dialogar mais com seu público, já que ele “é” (e não “está”) online.

A Era do Rádio, no Brasil, terminou na década de 1950 com a criação e o aumento do interessa pela TV. Já a Era do Pós-Rádio não tem data para terminar. Caso o rádio queira sobreviver, ele terá que sempre pensar nos outros meios e transformá-los em aliados e agregadores de conteúdo e audiência. Essa solução, que vem sendo utilizada de forma bastante criativa em diversas emissoras, cria uma parceria entre o rádio e outros meios, e não um combate.

O bom filho à casa torna?

Por Rodney Brocanelli

Pode ser que sim, pode ser que não. O fato é que as mudanças no rádio de Porto Alegre não vão parar na ida de Nando Gross para a Rádio Guaíba. Enquanto nada é confirmado, que tal ouvir Fabiano Baldasso, hoje na Band/RS, cantando Dazaranha?

Rádio de Goiás é destaque no Radioamantes no Ar, que entrevistou Auvaro Maia

O Radioamantes no Ar, veiculado todos os sábados pela web rádio Show Time,( http://www.showtimeradio.com.br/) teve como convidado o radialista Auvaro Maia. Dono de um blog que traz as principais notícias do rádio no estadio de Goiás, ele falou sobre a situação do rádio daquela localidade que corre o risco de não ter emissora local transmitindo a Copa do Mundo de 2014. A Rádio 730 abriu mão dos direitos devido a problemas financeiros. Esse e outros assuntos foram discutidos durante a conversa. Participação de João Alkmin e Flavio Ashcar.

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Radioamantes no Ar fala do Prêmio Aceesp e da audiência do rádio pela Internet

Ouça mais uma edição do Radioamantes no Ar, veiculada todos os sábados na web rádio Showtime (http://www.showtimeradio.com.br/). Entre outros temas, Rodney Brocanelli falou dos indicados da categoria rádio do Prêmio Aceesp 2013. Além disso, estranhou a ausência das emissoras do Grupo Bandeirantes do ranking da ComScore, que mede a audiência na internet de emissoras do dial. Com João Alkmin e Flavio Ashcar.

 

 

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Radioamantes no Ar entrevista Odinei Edson

O Radioamantes no ar, veiculado todos os sábados, a partir das 09h, pela web rádio Showtime (http://www.showtimeradio.com.br/) levou ao ar nesta semana uma entrevista com  Odinei Edson. O tema central da entrevista foi a cobertura da Fórmula 1 pelo rádio. O narrador informou que mesmo sem a possível presença de um piloto brasileiro no grid de largada em 2014, o Grupo Bandeirantes já havia renovado o contrato para a transmissão da próxima temporada. Além disso, Odinei falou sobre outros aspectos e curiosidades sobre a transmissão de uma das maiores categorias do automobilismo mundial pelo veículo. Apresentação de Rodney Brocanelli, com participação de João Alkmin e Flavio Ashcar.

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Rádio: no princípio, eram a fumaça e os tambores

Por Flávio Araújo
do Ribeirão Preto On Line

A não ser pelos relatos de estudiosos e principalmente de saudosistas o rádio viveu mais um de seus aniversários na controversa data em que se comemora sua introdução no Brasil.  

 

O rádio em seus primórdios foi um dos grandes passos da humanidade na sequência de feitos que no campo das comunicações entre os povos encontra-se hoje num estágio bastante avançado e prometendo inovações quase que diuturnas. 

Falei em comunicações e não especificamente no rádio, esse que comemorou sem festas e sem alardes o seu aniversário, mas como em tudo na vida o primeiro passo dá o ritmo do futuro.  

 

Também me referi à confusão de datas já que essa, 25 de setembro, foi fixada em lei e se refere ao dia em que nasceu o Professor Edgar Roquette-Pinto, o fundador da primeira emissora brasileira. 

 

Também ai existe controvérsia e por que não, injustiça. 

 

Roquette-Pinto, cientista, antropólogo, intelectual de grande prestígio não fundou emissora sozinho e teve um sócio, o Engenheiro Henri Charles  Morize, francês de nascimento e que no documento em que se naturalizou brasileiro teve o nome traduzido para Henrique. 

 

Foi quem cuidou do lado técnico do empreendimento e foi ainda o fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Ciências. 

 

A Rádio Sociedade do Rio de Janeiro foi inaugurada em 4 de abril de 1923 e pouco depois se transformaria em Rádio Ministério da Educação e se houvesse um aniversário de verdade da introdução do rádio no Brasil essa deveria ser a data. 

 

Mas, até ai também existem controvérsias que narraremos depois.  

   

O professor Roquette-Pinto pretendia fazer do rádio uma ferramenta exclusiva para difundir cultura, transmissão de música clássica, eventos cívicos e absolutamente sem publicidade. 

 

Um grupo de sócios cobriria os gastos, dai o nome de Sociedade e que se expandiu pelo país nas primeiras emissoras que surgiram prevalecendo até que se aceitasse a cobertura financeira da publicidade. 

 

Outra controvérsia e que remete ao comentário lá do início com respeito à data em que o rádio ganhou vida no país: segundo dados não oficiais a Rádio Clube (outro nome para Sociedade) de Pernambuco já operava sem nenhum processo formal de autorização num tempo bastante anterior. 

 

O RÁDIO NO MUNDO 

 

Quando a humanidade se une para um objetivo que poderá, ou não, se tornar de grande importância em seus futuros passos forma-se uma mentalidade coletiva e aleatória a trabalhar para o feito. 

 

Desde a produção de medicamentos até inventos da engenharia nas suas diversas formas uma espécie de corrente universal une espíritos a trabalhar sem nenhum entendimento prévio e formal em prol de empreendimentos comuns.  

 

Creio nisso. 

 

Assim, embora se credite ao italiano Guglielmo Marconi o título oficial de inventor do rádio sabemos que muitas mentes privilegiadas trabalharam para que a descoberta se completasse. 

 

Foi a partir de uma série de detalhes que Marconi chegou ao ponto de conseguir a primeira patente como inventor do rádio. 

 

No Brasil muitos defendem a posição de que o Padre gaúcho Roberto Landell de Moura seja o verdadeiro inventor do rádio e só não conseguiu patentear seu invento pelas dificuldades da burocracia brasileira, algo que persiste até nos dias atuais a entravar feitos de nossos cientistas. 

 

É possível, muito possível mesmo, que tenha sido o Padre Landell de Moura o verdadeiro inventor do rádio, mas, tanto ele como Marconi seguiram trilhas que foram sendo abertas por antecessores que buscavam o aprimoramento da comunicação entre os homens. 

 

São, entretanto, os próprios brasileiros que oficializam a crença do quem é quem na origem do rádio já que existem, ou existiram, emissoras com nomes de cientistas estrangeiros como a Rádio Hertz de Franca ou a Rádio Marconi, de Paraguaçu Paulista, no oeste do Estado. 

 

Não é do meu conhecimento que nenhuma tenha o nome de Landell de Moura e sim a homenagem à políticos que deram rádios à colegas como entre outras a Rádio Nereu Ramos de Blumenau. 

 

Ai já não é homenagem e sim puxa-saquismo explícito.   

 

Voltando ao pensamento comum que une mentes em busca de grandes inventos julgo ser algo semelhante ao acontecido com nosso patrício Alberto Santos Dumont e os norte-americanos irmãos Wright com respeito ao avião. 

 

Antecedendo Landell de Moura e Marconi existiram os estudos dos ingleses Michael Faraday e James C. Maxwell; do próprio Thomas Edison, pois sem a corrente elétrica como poderia existir o rádio? 

 

Alexander Graham Bell também colaborou com sua descoberta e produção do primeiro telefone. 

 

O alemão Henrich Rudolph Hertz foi de importância excepcional no processo com seus estudos sobre ondas eletromagnéticas. 

 

A importância de Hertz pode ser medida na colocação de seu nome numa das primeiras emissoras brasileiras, a então Rádio Clube Hertz, da cidade de Franca, no interior de São Paulo, uma das pioneiras.  

 

Além de outros também o iugoslavo Nicolau Tesla foi importante com suas descobertas e houve até um aparelho de rádio no Brasil que levava seu nome.  

 

Em termos de Brasil e para completar a controvérsia até a data tem interpretações distintas: durante muito tempo o dia do rádio, 25 de setembro, aniversário de Roquette-Pinto, era comemorado junto ao dia do Radialista, 21 de setembro, a chegada da Primavera no hemisfério sul. 

 

No governo Lula, em 2006 foi alterada a lei que o instituíra e o dia do Radialista passou a ser lembrado (não comemorado já que não há nada a comemorar) no dia 7 de novembro. 

 

Isso em homenagem à data de nascimento de Ary Barroso, grande nome do mundo das comunicações, mas que se destacou muito mais como compositor do que como radialista. 

 

O RÁDIO NOS DIAS ATUAIS 

 

Em certa época escrevi que o rádio se parecia a esses bichinhos de praia que jamais deixam de se mostrar. 

 

Quando socam um punhado de areia e obstruem sua caminhada abrem novas vias e aparecem adiante. 

 

Quando assim me pronunciei o rádio vivia o período de difícil manutenção com a arrancada da televisão no país. 

 

Assim tem sido o rádio brasileiro nas diversas crises que atravessa, aquela foi uma delas, e a que vive atualmente faz com que tenha de mudar meus conceitos. 

 

Pelo menos na forma tradicional em que viveu desde Roquette-Pinto até recentemente o chamado “broadcasting”, o rádio dinâmico como entretenimento e prestador de serviços demonstra estar muito cansado. 

 

Já se somam muitos anos que as velhas emissoras de AM tornaram-se obsoletas em sua qualidade técnica, em seu som de há muito superado pelas transmissões em FM, quase todas obedecendo a programações segmentadas e muito diferentes do conceito que se tinha do verdadeiro rádio. 

 

De uma qualidade imensa e da qual a televisão jamais se libertou, pois em todos os sentidos nada mais faz do que colocar imagens naquilo que o rádio criou e fazia há dezenas e dezenas de anos. 

 

Algumas rádios, raras na verdade e misturando até AM com FM, buscam imitar a programação do velho AM, mas não se sustentam.   

 

Permanece a melhor condição de penetração dos prefixos de AM, mas hoje, pelo custo e praticamente extinção das Ondas Curtas, as redes dominaram o país e já não existe mais, com exceções é preciso dizer, aquelas emissoras que refletiam e divulgavam a vida de suas cidades e conseguiam até conquistas básicas para os munícipes.  

 

Existem exceções de emissoras que permanecem fieis às suas origens e mantém suas equipes de profissionais e suas programações de bom nível. 

 

Muitas, porém, sobrevivem entregando-se ao leque de grandes emissoras da Capital transmitindo o som que dali se origina em quase todas as horas do dia. 

 

Pela frouxidão de nossos governos enquanto políticos são proprietários de centenas de emissoras a defender seus interesses eleitorais outras vendem seus horários quase que integralmente à religiões, principalmente as evangélicas e não guardam nenhuma identificação com a cidade onde estão sediadas. 

 

Perdem totalmente o próprio requisito de prestar serviços à sua comunidade. 

Enquanto isso cresce a cada dia o número de novos endereços eletrônicos de televisão e um dos pontos fortes das emissoras do país, a formação de novos profissionais, retrocedeu a um estágio muito perigoso para a classe. 

 

No meu principal campo de atividade, o narrador esportivo, o rádio interiorano foi sempre o berço da grande maioria o que se tornou praticamente impossível nos dias atuais. 

 

Agregue-se a tudo isso a presença da Internet funcionando como uma faca de dois ou mais gumes no processo. 

 

Sem depender de autorizações oficiais como funciona o rádio convencional que é propriedade do Estado e trabalha sempre em caráter de concessão provisória a cada dia existe um novo local a ser acessado com transmissões radiofônicas e televisivas. 

 

Em geral compartimentados, transmitindo temas de interesses específicos, mas formando uma imensa plêiade de concorrência que reduz a possibilidade de interesse comercial dos anunciantes que sempre foram o sustentáculo do rádio honesto e verdadeiro. 

 

As emissoras de AM, que resistiram ao assédio do FM vivem seus estertores. 

Tentando suprir o processo de superação de suas condições técnicas foram testados dois tipos de digitalização, mas tanto nos Estados Unidos quanto no Japão, locais mais adiantados nessas buscas não se encontrou  solução adequada. 

 

Além do espaço no dial tornar-se insuficiente para abrigar tantas emissoras há a indesejável interferência da eletrônica nas transmissões dos velhos sistemas. 

Desde os motores de automóveis que passam roncando nas cercanias às ondas de celulares e toda a parafernália que ronda nossas cabeças indo e vindo dos satélites que cobrem o firmamento.  

 

Um plano do governo prometeu aos proprietários de emissoras de AM a concessão de prefixos em FM, o que seria uma espécie de salvação temporária da lavoura radiofônica para aquilo que sabemos é o rádio de verdade. 

 

A promessa do Ministério das Comunicações foi feita, mas quando e se será executada ninguém sabe, ninguém viu. 

 

Na situação atual das mais antigas emissoras do país, algumas já próximas ao centenário, mesmo daquelas que se mantém fieis aos princípios éticos e ideais do grande rádio parece que desta feita o bichinho de praia está tendo dificuldades intransponíveis para encontrar novos caminhos.

rádio

 

Memória: Falando abertamente de jabá

Retirado do link:  http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/?p=4553

26/07/2009

Escrevi na última sexta-feira que a prática do jabá nas rádios brasileiras “é uma espécie de caixa-preta, muito bem protegida e imune, inclusive, à investigação jornalística”.  Comentava um texto do músico Tico Santa Cruz, publicado em seu blog, no qual ele afirma que o seu grupo, o Detonautas, está sendo boicotado pela rádio Mix FM. O músico contou que, certa vez, a rádio exigiu dos Detonautas que alterassem uma música já gravada para se adequar aos padrões da emissora.  O jornalista Rodney Brocanelli, que mantém o blog Rádio Base, escreveu para me alertar que a “caixa preta” do jabá não é tão fechada assim. Ele me enviou trechos de uma entrevista de Antonio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, à revista Playboy, em 2006, na qual o empresário fala abertamente do assunto. Eis o trecho:

PLAYBOY: Muita gente diz que você é jabazeiro [que cobra jabá]. TUTINHA: Me chamem do que quiser. Na minha rádio tem nota fiscal, tô pouco me danando. O cara para entrar no Fantástico também paga. Jabá é quando você faz ilegalmente na empresa. O que eu faço são acordos comerciais. PLAYBOY: Que tipo de acordo?

TUTINHA: Por exemplo: hoje chegam 30 artistas novos por dia na rádio. Por que eu vou tocar? Eu seleciono dez, mas não tenho espaço para tocar os dez. Aí eu vou nas gravadoras e para aquela que me dá alguma vantagem eu dou preferência.

PLAYBOY: Que vantagem?

TUTINHA: Se você tem um produto novo, você paga pra lançar. Era isso o que eu fazia. Eu tocava, mas queria alguma coisa. Promoção, dinheiro. Ah, bota aí 100 mil reais de anúncio na rádio. Me dá um carro pra sortear para o ouvinte. Mas hoje não tem mais isso. As gravadoras não têm mais dinheiro. O que pode existir é o empresário fazer acordo. Ah, toca aí meu artista e eu te dou três shows. Ou uma porcentagem da venda dos discos.

Brocanelli também publica em seu blog trechos de uma entrevista que fez com Roberto Miller Maia, ex-diretor da rádio Brasil 2000, na qual ele também fala abertamente do assunto. Eis o trecho selecionado:

Não existe o estar pagando para tocar, mas existe um acordo de cavalheiros. Como o U2 está dando ao ouvinte da rádio uma oportunidade de uma promoção que leva o sujeito para Miami, em contrapartida tem que se mostrar o trabalho dos caras. Por que uma banda fica famosa? Tem sempre aquele trabalho de marketing. Por mais que uma banda seja brilhante ou excelente alguém precisou falar sobre ela, instigar as pessoas a gostarem daquilo. E também existem as armações, que não duram nada. Se a banda for ruim, não vai adiantar. Tem que existir um mínimo de talento, de empatia com aquele grupo de pessoas a quem você vai oferecer esse produto. Isso tudo deveria ser uma coisa mais clara, ficou uma coisa obscura durante todos esses anos. Se tudo fosse às claras, não existiria corrupção.

Eis, portanto, duas manifestações que mostram que o jabá não é, como eu disse, uma caixa-preta sem chave.

“O rádio AM é o Orkut. O rádio FM é o Facebook”, diz Anderson Cheni em entrevista ao Radioamantes no Ar

O Radioamantes no Ar deste último sábado, veiculado pela web rádio Showtime (http://www.showtimeradio.com.br/), recebeu o jornalista Anderson Cheni. Ele é dono de um dos blogs mais bem informados sobre rádio, o Cheni no Campo (http://cheninocampo.blogspot.com.br/). Na entrevista, foram abordados vários temas ligados ao veículo, entre eles a questão da pesquisas de audiência. Até que ponto elas são confiáveis? Além disso, Cheni falou também sobre a rotina de atualizações de seu blog, do panorama atual do rádio esportivo, e da possível migração do AM para uma faixa de FM. “O rádio AM é o Orkut. O rádio FM é o Facebook”, diz ele. Ouça no player abaixo.

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Radioamantes no Ar entrevista o narrador esportivo Hugo Sergio

Neste sábado, o Radioamantes no Ar, veiculado pela web rádio Showtime (http://www.showtimeradio.com.br/), entrevistou o narrador Hugo Sergio, da Rádio Bandeirantes, de Goiânia. Ele falou sem rodeios sobre o atual panorama do rádio goiano, que vive momentos de incerteza com terceirização de departamentos esportivos, extinção de equipes esportivas e até mesmo ameaça de venda de grandes emissoras de rádio. Oriundo do rádio de Belo Horizonte, ele também fez uma breve análise sobre as rádios daquela capital que cobrem o futebol. Apresentação de Rodney Brocanelli e participação de João Alkmin.

Relembre o episódio envolvendo Hugo Sergio e a torcida do Atlético-MG clicando no link abaixo:

https://radioamantes.wordpress.com/2012/05/05/narrador-da-radio-jornal-am-820-pede-desculpas-aos-torcedores-do-atletico-mg/

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