Para Wanderley Nogueira, cartolas do futebol querem diminuir tom de críticas ao cobrar das rádios os direitos de transmissão

Por Rodney Brocanelli

Em vídeo postado em suas redes sociais, Wanderley Nogueira afirmou que a questão da venda de direitos de transmissão das partidas de futebol para as emissoras de rádio não é apenas uma questão financeira que vise o lucro para os clubes de futebol.

Para o jornalista da Rádio Jovem Pan, a intenção é outra, no sentido de diminuir o tom e o volume das críticas feitas por parte dos profissionais seja nos programas ou jornadas esportivas. “Tem muito mais atrás da intenção de gerar receitas para os clubes de futebol”, falou.

“O valor que seria arrecadado no volume, no Brasil, é irrisório para os clubes. E para as emissoras, qualquer valor seria relevante. Aliás, muitas não teriam condições de prosseguir com as transmissões. Outras teriam que promover um enxugamento. Aliás, mais um”, disse o jornalista.

Para Wanderley, os dirigentes de futebol entendem que com essa medida, o volume (e mesmo o tom) de críticas por parte dos profissionais de rádio iria diminuir sensivelmente. “Com o temor que o clube, ou clubes decidam não vender para uma emissora considerada, digamos, crítica demais, os cartolas esperam análises mais mansas”, explicou (veja mais aqui).

O jornalista considera que a política de preços possa variar de acordo com o veículo: “Pela linha editorial, para a Rádio A um preço, para a Rádio Z, outro”.

Entenda o caso

Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou a Lei Geral do Esporte, que na prática é uma atualização da antiga Lei Pelé e também serve para consolidar outras leis que tratam do tema esporte.

Entretanto, dois de seus artigos, o 159 e o 160 poderão ser danosos para o rádio esportivo. Em resumo, eles permitem a cobrança de direitos de qualquer evento em caráter nacional, independente da modalidade, para a transmissão em áudio.

O resultado mais prático se dá nas transmissões de futebol, objeto prioritário da cobertura da emissoras. Mas o “pagar para transmitir” poderá se estender a outros esportes como futsal, vôlei e basquete, por exemplo.

Como ocorreram alterações no texto por parte da Câmara, a Lei Geral do Esporte deverá ir para o Senado Federal. Na verdade, trata-se de um retorno, uma vez que o projeto já havia sido discutido por lá. Não há uma previsão de quando os nobres senadores deverão se debruçar novamente sobre o tema.

Associações de cronistas esportivos já se mobilizaram para convencer os senadores a não aprovar a lei com esses dois artigos (saiba mais aqui).

Wanderley Nogueira retorna ao Esporte em Discussão

Por Rodney Brocanelli

Wanderley Nogueira retornou nesta quinta (22) ao comando do Esporte em Discussão, na Jovem Pan. Ele esteve afastado de suas atividades por bom tempo para se submeter a uma cirurgia a fim de resolver um problema que lhe atormentava havia quase três anos: dores fortes nas costas. Conforme ele mesmo relatou nas redes sociais em março último, a medicação receitada a ele já não estava mais surtindo efeito. (clique aqui pra ver mais).

Sua volta ao tradicional programa de debates futebolísticos foi saudada por Flavio Prado e demais colegas de mesa. Veja abaixo.

Wanderley Nogueira recebe a primeira dose da vacina contra o Covid-19

Por Rodney Brocanelli

Wanderley Nogueira tomou nesta sexta (26) a primeira dose da vacina contra a Covid-19. A informação foi divulgada por ele próprio em suas redes sociais. Ele esteve no drive-trhu instalado no Shopping Anália Franco, em São Paulo. O jornalista e radialista da Rádio Jovem Pan, passou toda a manhã na fila de vacinação, mas a espera foi recompensada. “Emoção”, legendou ele em sua postagem no Twitter (veja aqui).

Em novembro de 2020, também via redes sociais, Wanderley revelou que fora infectado por esse vírus (clique aqui pra ver), mas que não apresentou “sintomas preocupantes” na ocasião.

Recentemente, Wanderley passou por uma cirurgia para resolver um problema que lhe atormentava havia quase três anos: dores fortes nas costas. A medicação receitada a ele já não estava mais surtindo efeito. Sob os cuidados do dr. David Del Curto, o procedimento cirúrgico foi bem sucedido e o radialista agora está se dedicando à fisioterapia (clique aqui pra ver mais).

Com a vacina, Wanderley entra para uma galeria de profissionais comunicação de diversos lugares do país (em atividade ou não) que iniciaram o processo de imunização. Entre eles, podemos destacar Alexandre Santos (veja aqui). José Carlos Araújo, Washington Rodrigues, Galvão Bueno, Jô Soares, Cidinha Campos, Prisco Palumbo, Altieris Barbiero, Haroldo de Souza, Pedro Ernesto Denardin, Sidnei Campos, entre outros.

Pelas redes sociais, Wanderley Nogueira informa que está com o Coronavírus

Por Rodney Brocanelli

Na noite desta última quinta-feira (26), em postagem feita em seus perfis nas redes sociais,  Wanderley Nogueira, apresentador da Rádio Jovem Pan anunciou que está com o Covid-19, popularmente conhecido como Coronavírus.

No breve texto, ele informa que não está com “sintomas preocupantes”. Em seu encerramento, ele deixou recomendações aos seus seguidores: “Cuide-se! Use máscara,álcool em Gel, fuja de Aglomerações. Não existe protocolo totalmente seguro,mas isso ajuda“.

Na quarta-feira (25), Wanderley comandou um programa especial, veiculado só a Internet sobre a morte de Diego Maradona. No dia seguinte, ele já não comandou o Esporte em Discussão. Em seu lugar, esteve Flavio Prado. Na edição desta sexta (27), Marcio Spímpolo apresentou o programa.

 

No podcast Nossa Conversa, Wanderley Nogueira entrevista paciente infectado com o Coronavírus

Por Rodney Brocanelli

Muitas emissoras estão deslocando profissionais do departamento de esportes para ajudar na cobertura da pandemia do Covid-19, mais popularmente conhecido como Coronavírus. Na Rádio Jovem Pan, destacamos a entrevista que Wanderley Nogueira fez com o decorador Renato Correa, de 29 anos, infectado com o Coronavirus. Ele esteve internado por vários dias no Hospital Oswaldo Cruz. Devidamente medicado, Correa foi para casa, mas está em regime de isolamento. Tossindo e quase sem fôlego, falou por telefone sobre seu sofrimento. Um impressionante relato. A entrevista está publicada no podcast Nossa Conversa, no qual Wanderley sempre recebe convidados especiais.

Ouça, clicando aqui.

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Rádio: em defesa da isenção dos direitos de transmissão, Jorge Kajuru diz que vai se reunir com Bolsonaro e coletar assinaturas

Por Rodney Brocanelli

Em entrevista concedida neste domingo à Rádio Jovem Pan, o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) prometeu mobilização contra a possível cobrança das emissoras de rádio para que estas transmitam as partidas  de futebol organizadas pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Kajuru disse que já marcou uma audiência o presidente Jair Bolsonaro. Além disso, ele afirmou que está coletando assinaturas de seus colegas e informa já ter um total de 43 delas. O senador declarou também que enviou um requerimento a Paulo Tonet, presidente da ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV) e vice-presidente da Rede Globo, procurando mostrar a importância do rádio para o futebol.

Durante a entrevista concedida a Wanderley Nogueira e Flavio Prado, o senador fez duras criticas aos dirigentes de futebol: Não tem cabimento esse vice-presidente da CBF, que está morrendo de medo da CPI do Esporte e toda hora manda recados para mim, dizendo que ‘essa CBF é diferente da outra’, dizer que é igual Copa do Mundo… Que comparação chumbrega! Querer comparar venda de direitos de transmissão de um evento que ocorre a cada quatro anos no mundo, que movimenta bilhões de dólares, com Campeonato Brasileiro… Querer cobrar Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro e Estaduais com o intuito exclusivo de enriquecer ainda mais as federações em sua maioria corruptas, essas que recebem mensalinho? São elas que estão forçando a CBF para que o rádio pague direitos de transmissão”, disse.

O debate sobre a venda de direitos de transmissões das partidas de futebol organizadas pela CBF ganhou corpo novamente após as declarações de Francisco Novelletto, vice-presidente da entidade ao site GaúchaZH: “Eu estou falando pela minha cabeça e por mim: no ano que vem, só vai transmitir quem pagar, e está absolutamente certo. Tem que ser como na Copa do Mundo. Eu estou acelerando para que isso seja implementado já no ano que vem e posso dizer que o movimento se acelerou após a entrevista do Andrés. Ele que está puxando, mas já existem outros presidentes que são favoráveis”. O cartola cita uma entrevista de Andrés Sanches, presidente do Corinthians, no sábado retrasado, antes de Grêmio x Corinthians, em que questionou a presença de um grande número de veículos de comunicação para a cobertura da partida (saiba mais aqui). O dirigente corinthiano foi duramente criticado pelo senador Jorge Kajuru em sua entrevista à Jovem Pan.

Ouça a entrevista do senador Jorge Kajuru à Rádio Jovem Pan clicando no link abaixo:

https://jovempan.com.br/esportes/futebol/fim-do-futebol-no-radio-kajuru-se-revolta-marca-audiencia-com-bolsonaro-e-detona-andres-e-um-lixo-nao-reciclavel.html

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Joseval Peixoto ganha homenagem da equipe esportiva da Rádio Jovem Pan

Por Rodney Brocanelli

A homenagem a Joseval Peixoto, que se despediu da Rádio Jovem Pan nesta última sexta,  não se limitou apenas ao Jornal da Manhã.  A equipe de esportes da emissora dedicou boa parte do Esporte em Discussão ao agora ex-companheiro, que participou pelo telefone. Sob o comando de Wanderley Nogueira, os participantes do programa passaram a destacar aspectos da carreira de Joseval, especialmente na cobertura esportiva, que não se limitou apenas à Pan. Ele lembrou que fez duplas com grandes narradores, em outras emissoras. Na Bandeirantes, ele formou dupla com Fiori Gigliotti. Já na antiga Tupi, ele esteve ao lado de Haroldo Fernandes, na cobertura da Copa de 1978, na Argentina. Já na Jovem Pan, por algum tempo, ele fez uma parceria de sucesso com Osmar Santos. Wanderley se emocionou ao lembrar também da cobertura da Copa de 2002 na Coréia/Japão, quando entrava no Jornal da Manhã para a transmissão da entrevista coletiva de Luis Felipe Scolari, então técnico da seleção brasileira.  Era Joseval quem fazia a apresentação dessas participações  diretamente dos locais onde aconteciam as entrevistas. Veja a íntegra do vídeo abaixo.

Joseval

 

Wanderley Nogueira escapa de gafe ao vivo no Esporte em Discussão

Por Rodney Brocanelli

Durante a edição desta segunda-feira do Esporte em Discussão, o apresentador Wanderley Nogueira por pouco não entrou para a galeria daqueles que caíram na pegadinha dos nomes com duplo sentido. Será que foi “fogo amigo” do pessoal da FM? Veja no player abaixo.

 

Wanderley Nogueira

Ouça mais uma edição do Radioamantes no Ar

O programa desta semana lembrou os 80 anos do narrador Helio Claudino e os 40 anos de vínculo entre Wanderley Nogueira e Rádio Jovem Pan. Outros assuntos: a experiência em rádio do apresentador Dudu Camargo e a audiência do AM e do FM na Grande São Paulo. O Radioamantes no ar é veiculado todas as sextas, sempre a partir das 09h pela web rádio Showtime (http://showtimeradio.com.br). Com Rodney Brocanelli, João Alckmin e Flavio Ashcar.

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Wanderley Nogueira comemora 40 anos de Rádio Jovem Pan

Por Rodney Brocanelli

O rádio esportivo do Brasil está em festa. O dia 7 de julho marca a comemoração dos 40 anos de vínculo profissional de Wanderley Nogueira com a Rádio Jovem Pan, de São Paulo. Antes de chegar à emissora, Wanderley teve passagens pelas rádios Marconi e Piratininga. No entanto, antes de acertar com a Pan, ele trabalhou por muito tempo no Grupo Silvio Santos, especialmente na área de Propaganda e Marketing. A troca de emprego foi uma decisão muito bem pensada, e que contou com a ajuda de Nilde, sua esposa. Como executivo, ele ganhava muito bem, cinco vezes mais que a proposta salarial da Pan. Mesmo assim, ele optou pela vaga de repórter. O jornalismo saiu ganhando com isso.

Nas transmissões de futebol, Wanderley fazia “o outro lado do jogo”, levando ao ar curiosidades e fatos pitorescos ligados a uma partida de futebol (parêntese aqui: uma pena que isso se perdeu ao longo dos anos). Com o tempo, começou a participar de coberturas internacionais e não perdeu uma Copa do Mundo desde 1978. Mesmo quando a Jovem Pan não teve os direitos de transmissão do Mundial de 2002, lá estava ele participando das coletivas do então técnico Luiz Felipe Scolari. Enfrentando várias limitações, Wanderley contou a cumplicidade dos jogadores que iam até seu quarto para serem entrevistados.

Aliás, uma das qualidades reconhecidas de Wanderley é como entrevistador. Em entrevista à Álvaro Alves de Faria, no livro “Jovem Pan, A Voz do Rádio”, ele conta que não é necessário entrar em rota de colisão com o entrevistado para conseguir o que se deseja: “eu pergunto o que eu quero para quem eu quero perguntar, sem nenhum tipo de censura e o cara me responde porque eu pergunto com respeito. Eu não trato o entrevistado como interrogado. É diferente: as pessoas confundem entrevista com interrogatório. Não existe comigo esse negócio de brigar com entrevistado. E fazer a entrevista se transformar numa discussão. Isso ocorre e dizem que tudo aquilo ficou bonito naqueles trinta segundos no ar. ‘Nossa, que impacto!’ E daí?  Eu não quero brigar com o entrevistado. Quem tem de brigar com o entrevistado é o júri, é o promotor de justiça, não é o repórter. Eu quero perguntar e quero a resposta. A vida é prática assim. Você quer pegar uma formiga, você pega com um pratinho de mel, não pega com pratinho de vinagre. No vinagre, elas desaparecem, no mel, pulam todas. Então, acho que se você souber perceber que essa relação é importante, conversar com pessoas, acho que você cresce todos os dias. Acho que essa é a minha filosofia. Como jornalista, pergunto para todo mundo o que quero e obtenho as respostas sem precisar dar uma bofetada no entrevistado. Mas é uma questão de linha, postura, respeito. As minhas observações fazem com que eu perceba que essa é a linha que funciona”.

Fora do futebol, Wanderley Nogueira já tomou parte em outras coberturas de jornalismo geral pela Jovem Pan. Ele esteve no enterro do presidente eleito, mas não empossado, Tancredo Neves,  em São João Del Rey (MG), além de acompanhar catástrofes naturais na Colômbia e no México.

Atualmente, Wanderley comanda os programas “Jornal dos Esportes” e “Esporte em Discussão” e “Plantão de Domingo” Participa das transmissões esportivas da Pan e ainda comanda a cobertura dos desfiles das escolas de samba do grupo especial de São Paulo.

A seguir, alguns registros de Wanderley Nogueira na Jovem Pan.

De 1979, uma entrevista com Jorge Mendonça, atacante do Palmeiras, que estava as voltas com o nascimento de seu filho e além disso era multado em 20% de seu salário pelo clube.

De 2008, o detalhe no gol de Valdivia que definiu a vitória do Palmeiras sobre o Corinthians em partida válida pelo campeonato paulista.

De 2012, um momento divertido do Esporte em Discussão. Ele passou a ler a súmula do árbitro Elmo Alves Resende Cunha em que ele relata as circunstâncias da expulsão do atacante Luis Fabiano na partida entre São Paulo e Atlético-MG, válida pelo campeonato brasileiro. O relatório do apitador registrou todos os xingamentos do atleta são-paulino de forma literal. Na medida do possível, Wanderley conseguiu driblar os palavrões de maneira inteligente e bem-humorada, provocando risos dos outros participantes do programa.

De 2014, os momentos da última edição de No Pique da Pan, atração que esteve por quase 30 anos na grade da Jovem Pan.

De 1998, a apresentação da retrospectiva do futebol em 1998.

Aqui, ele participa do Intervalo Inteligente e do Terceiro Tempo da partida Brasil 3 x 4 Nigéria, partida válida pela semifinal do torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996). Participam deste registro Israel Gimpel, Milton Neves e Flávio Prado.

E de 1994, Wanderley comanda as entrevistas pós-Brasil x Suécia, semifinal da Copa dos EUA.

Wanderley Nogueira

Memória: a Copa de 2002 nas ondas do rádio

Por Rodney Brocanelli

-A Copa Japão/Coreia de 2002 foi a primeira cuja revenda dos direitos de transmissão ficou a cargo do Grupo Globo. Com isso, muitas emissoras de rádio optaram por não transmitir aquela competição. O valor  (US$ 25 mil) foi  considerado caro demais na ocasião. Segundo a Folha de S. Paulo, apenas 12 rádios toparam desembolsar a quantia pedida. Com isso, a Jovem Pan resolveu fazer uma cobertura alternativa. Ela contratou grandes nomes do futebol (Luxemburgo, Leão, Zagallo, Candinho, Romário, entre outros) para comentar os jogos do Brasil durante o seu desenrolar. Globo e Bandeirantes até chiaram. A segunda colocou seu departamento jurídico de prontidão, segundo a Folha, para tomar qualquer providência se houvesse uma “transmissão mascarada”. Um anúncio foi até publicado pela Band nos jornais: “Atenção. Aviso ao público: faça como as rádios que não compraram e não pagaram os direitos de transmissão da Copa do Mundo. Ouça os jogos pela Bandeirantes”. Em outra frente, a Pan enviou Wanderley Nogueira para a cobertura do dia-a-dia da seleção. O repórter tinha prioridade total para entrar na programação da emissora. O detalhe: Wanderley não tinha credencial. Isso não chegou a ser um impedimento e o fator sorte contou muito. A seleção brasileira não se hospedou no hotel determinado pela Fifa. A delegação foi para um lugar onde estava hospedado Wanderley. Além disso, os jogadores fizeram seus treinos em locais que não foram indicados pela entidade, outro fator que facilitou o trabalho do repórter. Além disso, a cumplicidade dos atletas com Wanderley ajudou bastante. Cafu e Émerson chegaram a ir até o quarto do repórter para conceder entrevistas.

-José Silvério estava na Rádio Bandeirantes havia quase dois anos. Foi sua primeira Copa como titular na emissora. Na época, algo que chamou a atenção foi o fato de que as narrações de Silvério chegavam bem antes dos gols da seleção brasileira na televisão. Isso contou muitos pontos a favor do locutor, que ganhou a admiração de muitos ouvintes por “antever” um gol de Ronaldo ou Rivaldo. A explicação para o fenômeno é bem simples. Tanto a Rádio Bandeirantes como a TV Globo usaram o satélite para as suas transmissões. Porém, o sinal da Globo chegava frações de segundo mais atrasadas por estarem juntos som e imagem. Para a Bandeirantes, só chegava o áudio, por isso a não demora na entrega. Vale lembrar que estamos falando de tv aberta. O Sportv transmitiu também aquela Copa, mas a tv por assinatura ainda não era tão popularizada no país. José Silvério fez narrações memoráveis dos jogos do Brasil. O gol de Ronaldinho contra a Inglaterra ganhou a melhor descrição possível: “ele enganoooou o muunnnndo”. Dunga foi um dos comentaristas daquela Copa na Bandeirantes. O ex-jogador e técnico (ou ex, quem sabe) esteve ao lado de Silvério nos jogos disputados na Coreia (onde o Brasil ficou na primeira fase) e no Japão. Roberto Avallone, do Brasil, também participou daquelas transmissões. Os repórteres eram Leandro Quessada e Eduardo Castro. Curiosidade: as chamadas do evento na emissora tiveram a voz do ator e dublador Francisco Milani (quem aí lembra do Seu Saraiva, do antigo Zorra Total?)

-O Sistema Globo de Rádio decidiu economizar no que diz respeito aos direitos de transmissão da Copa de 2002 e formou uma equipe só para a cobertura do evento. Antes, as rádios do Rio e de São Paulo tinham autonomia para fazer cada uma as suas transmissões. Além disso, estava em prática o projeto de rede da emissora, que naufragou tempos depois. José Carlos Araújo, então na Globo carioca, foi a voz dos jogos do Brasil para todas as emissoras da rede, incluindo São Paulo. E profissionais das emissoras de todas as praças foram unidos para a transmissão dos outros jogos (offtube ou geladão). Um exemplo: a partida entre China e Costa Rica (adversários do do mesmo grupo do Brasil) foi transmitida pelo Edson Mauro e Rui Fernando, dos estúdios no Rio, Luiz Augusto Maltoni e Osmar Garrafa, de São Paulo.  Mauro foi o narrador, com o Maltoni comentando e a dupla Guilherme/Garrafa como os pontas/metas/goleira. A CBN optou por fazer o mesmo tipo de cobertura da Jovem Pan.

– A Transamérica marcou presença nessa cobertura com a equipe liderada por Éder Luiz. Na Grande São Paulo, as rádios América e Difusora, esta de Osasco, também irradiaram a Copa de 2002. A primeira entrou em rede com a Rádio K do Brasil, na época de propriedade de Jorge Kajuru. A segunda entrou em cadeia com a Rádio Sociedade, de Salvador. Da região Nordeste, destacamos a presença da Rádio Jornal, de Recife. A Itatiaia, de Belo Horizonte, Guaíba e Gaúcha, de Porto Alegre marcaram presença. Uma outra rádio de Porto Alegre também esteve presente: a Rádio Pampa. Do Paraná, a única que esteve presente foi a Rádio Paiquerê, de Londrina, como bem lembra Edu Cesar.

Vamos a alguns registros sonoros:

Ronaldo marca o primeiro gol do Brasil na grande final. José Silvério narrou na Rádio Bandeirantes.

Silvério narra o segundo gol de Ronaldo.

Abaixo, é possível ouvir os gols da final entre Brasil x Alemanha com a narração de Haroldo de Souza, então pela Rádio Guaíba.

Ouça a narração de Pedro Ernesto Denardin, da Rádio Gaúcha.

Ouça o gol de Ronaldo (o segundo daquela decisão) narrado por Willy Gonser, da Rádio Itatiaia.

E mais: a narração de Adilson Couto, da Rádio Jornal (PE)

Ouça a narração de José Carlos Araújo, da Rádio Globo.

Rádio: o rigor da CBF é absurdo e total falta de bom senso, por Wanderley Nogueira

Na tarde desta quarta, Wanderley Nogueira, repórter, apresentador e coordenador de esportes da Rádio Jovem Pan publicou em seu perfil no Facebook um texto relatando os problemas que os profissionais de rádio vem enfrentando com a CBF durante a cobertura dos jogos da atual edição do campeonato brasileiro de futebol. Além de relatar as dificuldades, Wanderley propõe soluções. Tomara que as associações de cronistas esportivos possam levar adiante as sugestões de alguém que tem muita vivência na reportagem de grandes eventos. Segue abaixo sua reprodução, com a devida autorização de seu autor (Rodney Brocanelli).

Tem acontecido com frequencia.

Repórteres de outros estados que chegam para trabalhar em jogos aqui em São Paulo, estão enfrentando dificuldades e alguns nem conseguem cumprir a sua missão.

Os fiscais alegam que “a CBF não foi informada sobre a vinda da emissora e seus profissionais” .

Claro que as emissoras informaram.

Nenhum emissora mandaria uma equipe de um estado para outro, sem fazer o processo de credenciamento.

Outro impedimento inaceitável: não permitir a troca do repórter .

Um profissional perdeu a voz…e a empresa mandou outro no lugar.

E não foi credenciado.

Não pode fazer seu trabalho.

Será que ninguem na CBF sabe que quem trabalha em rádio corre o risco de ficar afônico?

E esse tipo de problema não escolhe hora para acontecer.

Observe que é apenas uma troca de profissional.

Sem aumentar o número de credenciados.

Obvio que o correto seria credenciar o número de profissionais por emissora e no momento do credenciamento o profissional seria identificado.

Só isso.

Rádio A : 2 profissionais de campo…e pronto. Simples assim.

Radios de outros estados, de cidades distantes e da própria cidade de São Paulo enfrentam grandes dificuldades.

Contam apenas com o bom senso de alguns fiscais que reconhecem que “as exigências da CBF ” são absurdas, irritantes e criadas por quem não conhece como é desenvolvida a função de quem trabalha em rádio.

Outras inaceitáveis dificuldades serão mostradas oportunamente.

 

UPDATE (23.-6 – 16h20). Wanderley Nogueira voltou ao tema em seu perfil no Facebook. Destacou que entidades como Acessp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo) e Aceb (Associação dos Cronistas Esportivos do Brasil) foram procuradas e levaram as queixas dele e de outros profissionais de imprensa à CBF.  No entanto, “providências não foram tomadas”. Vale destacar que nos sites das referidas entidades não há qualquer informação sobre o andamento das negociações, quem foi procurado, se ocorrerão novas conversas. Segue abaixo o link para a postagem mais recente de Wanderley (Rodney Brocanelli).

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Radioamantes no Ar fala sobre a polêmica da hora certa no rádio e outros assuntos

Nesta semana, o Radioamantes no Ar falou do estado de saúde do jornalista Gilson Ricardo, da Rádio Tupi (RJ), que foi internado no último final de semana , vítima de um AVC. Além disso, o programa abordou a questão da hora certa no rádio. Com tantos dispositivos a informar a hora, ainda é válido anunciá-la minuto a minuto no rádio? Os catedráticos da Showtime respondem. Outros assuntos: o assalto sofrido por Wanderley Nogueira, no começo deste ano, em São Paulo, o estúdio vitrine da Transamérica FM em São Paulo e mais notícias sobre a migração do AM para o FM. O Radioamantes no Ar é veiculado todas as segundas pela web rádio Showtime (http://showtimeradio.com.br). Com Rodney Brocanelli, João Alckmin, Flavio Aschar e Paulo Ramalho.

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Wanderley Nogueira relata assalto sofrido a mão armada e se emociona

Na manhã desta terça-feira, 05/01, o jornalista e Coordenador Esportivo da Jovem Pan, Wanderley Nogueira, falou ao vivo no rádio sobre uma situação horrível que lhe ocorreu nos últimos dias. O jornalista foi assaltado a mão armada e teve seu veículo e pertences roubados em São Paulo. “Sei que não fui o primeiro e nem o último”, refletiu.

 
Com lágrimas nos olhos e bastante emocionado, Wanderley relatou todo o ocorrido ao vivo no programa Pan News e, ao se lembrar do momento em que o assaltante encostou o revólver em sua face, disse: “Você pensa que ‘acabou tudo’!”
 
Felizmente Wanderley conseguiu recuperar a maioria de seu bens, já que os assaltantes abandonaram o veículo, sua bolsa e seu telefone, mas, um sentimento de insegurança o assombra. “Encontrei meu crachá da Jovem Pan dentro de minha caixa de correspondência. Fica fácil dormir sabendo que os ladrões sabem onde eu moro, é muito tranquilizador.”

Veja abaixo o vídeo com o depoimento de Wanderley

Wanderley Nogueira no Congresso Tecnico da Copa Bubbaloo Jovem Pan

Fausto Silva critica dirigentes da Fifa e CBF em depoimento à Jovem Pan

Por Rodney Brocanelli

Mais um golaço do Esporte em Discussão, da Rádio Jovem Pan, comandado por Wanderley Nogueira. O apresentador de tv Fausto Silva participou do programa para falar de sua adesão ao manifesto do movimento Bom Senso FC que defende a saída imediata de Marco Polo del Nero do comando da CBF. ” Ou a sociedade brasileira toma jeito nisso, ou não tem mais o que fazer”, disse Faustão. Ele já foi repórter esportivo da própria Jovem Pan entre 1970 e 1977. Ouça abaixo.

Fausto Silva no Esporte em Discussão