Narrador desabafa contra o fato de repórteres não poderem fazer entrevistas durante os intervalos dos jogos

Por Rodney Brocanelli

No último sábado, durante a transmissão de São Paulo x Santos pela Super Rádio, o narrador Helio Claudino colocou o dedo na ferida. Logo após o apito final da primeira etapa, jogadores dos dois times correram para os vestiários sem falar com os profissionais de rádio. Restou aos repórteres Lucas Basílio e Jota Sampaio informar os respectivos jogadores que estavam à disposição dos técnicos nos bancos de reservas. Claudino então perguntou: “ninguém fala nesse intervalo? Não tem ninguém para falar aí?

Claudino seguiu questionando: “Jogador eu sei que não fala, mas tem para caramba aí, não tem não?” O repórter Jota Sampaio respondeu: “É proibido, Helio. Ninguém pode falar. Nem comissão técnica, nem árbitro, ninguém”. Helio seguiu em frente, fazendo uma réplica: “Não tem presidente, não tem roupeiro?”. Jota fez a tréplica: “A gente não pode entrevistar nem o roupeiro”.

Depois do diálogo, Helio Claudino desabafou: “Eu não acredito. Eu vou perguntar na federação. Não é possível aos repórteres de rádio só darem relação de jogadores e todo mundo correr para o vestiário, tomar café…tem gente para se falar, tem alguém aí para falar. Hoje, por exemplo, do São Paulo , deve ter tanto são-paulino famoso aí para assistir o jogo, tá lá na tribuna e desce para tomar café. Precisamos acabar com isso aí. A Aceesp precisa entrar nessa parada. Ou ela, ou sei lá quem, para poder colocar ordem na casa. Todo mundo manda, menos a nossa associação. Ou então, para que tem associação?”.

Esse diálogo e o posterior desabafo, que é possível ouvir no player abaixo, é o registro da situação que os repórteres de rádio vivem há pouco mais de dois anos, especialmente em competições geridas pela CBF. Os profissionais não podem entrevistas jogadores na saída para o vestiário, no intervalo de jogo. Somente após o apito final, eles podem tentar fazer entrevistas, sem poder entrar em campo, sempre esperando os jogadores nos túneis com microfone em punho. Alguns atletas param para falar. Outros preferem seguir direto.

Com tantas limitações, é de se admirar que nenhum “jestor jênio” ainda tenha se atentado para o fato de que o investimento de se colocar o repórter no campo de jogo não traz um retorno muito grande, artisticamente falando. Quem vai para lá, apenas detalha os lances de jogo, dá o banco de reservas no intervalo, e com um pouco de sorte, consegue algum depoimento de jogador.

Helio_Claudino

Memória: em 1982, Ataliba, então no Corinhtians, é entrevistado por João Zanforlin

Por Rodney Brocanelli

Ataliba foi um dos grandes jogadores do futebol paulista. Começou sua carreira pelo Juventus e foi um dos destaques do Moleque Travesso no final da década de 1970. Depois, se transferiu para o Corinthians, clube com o qual foi bicampeão paulista em 1982 e 1983. No ano seguinte, foi para o Santos e, mesmo na reserva, conquistou mais um título paulista, coincidentemente numa final contra o Corinthians. Suas qualidades como ponta direita eram inquestionáveis. Aliás, Ataliba teria um grande espaço no futebol de hoje, atuando pelo lado do campo. No entanto, ele tinha um problema, nada grave, mas um problema: era gago. Isso fazia com que não fosse procurado pelos repórteres de rádio antes ou depois dos jogos. Porém, em 1982, João Zanforlin, então no Escrete do Rádio, da Bandeirantes, quebrou essa regra e chamou o então jogador para uma entrevista, antes de uma decisão contra o São Paulo. Ataliba não fugiu do microfone e em pouco mais de um minuto deu seu recado da maneira que pode. Ao final, Fiori Gigliotti não se conteve: “entrevistar o Ataliba é sadismo”. Hoje, o ex-atleta trabalha como treinador e volta e meia é convidado para participar dos Donos da Bola, na TV Bandeirantes. João Zanforlin exerce a carreira de advogado, por vezes defendendo clubes de futebol ou jogadores nos tribunais de Justiça Esportiva. Ouça abaixo.

Ataliba e João Zanforlin

Marcelinho Carioca revela como foi convite a Juarez Soares: “você é o camisa 10 do meu time”

Por Rodney Brocanelli

Ainda cabe o registro das homenagens e lembranças feitas a Juarez Soares, morto no último dia 23 de julho, vítima de uma parada cardíaca. Eli Corrêa, durante seu programa na Rádio Capital, abriu espaço para que Marcelinho Carioca, apresentador do Capital da Bola, falasse do ex-companheiro. O ex-jogador e lembrou que Juarez foi determinante para sua graduação como jornalista. “Menino, você tem que ter seu canudo na mão”, disse Juarez quando encontrou Marcelinho nos bastidores de outra emissora em que ambos trabalharam. “Ele foi duro, foi forte. Mas orientação de pai”, disse Marcelinho no microfone da Rádio Capital. “O saudoso Juarez para mim foi um pai, um amigo e um irmão”, acrescentou.

Marcelinho falou ainda que Juarez Soares foi a primeira pessoa em que pensou quando estava formando a equipe do Capital da Bola. “Juarez, você é o camisa 10 do meu time”, disse. A convivência de ambos no programa durou sete meses, até a morte do comentarista. Ouça abaixo.

No quadro “Pequenas Histórias de Vida, da Rádio Capital, Eli Corrêa relembra a carreira de Juarez Soares.

Outra homenagem foi da equipe Cheni no Campo RFO, comandada por Anderson Cheni. Ele foi um dos primeiros integrantes do programa Capital da Bola. Veja abaixo

Juarez Marcelinho

Carlos Andreazza estreia na BandNews FM nesta sexta-feira

O jornalista Carlos Andreazza estreia nesta sexta-feira (9) como âncora do noticiário local da BandNews FM 90.3 no Rio de Janeiro. Ele estará no ar de segunda a sexta-feira, entre 9h e 11h, ao lado de Rodolfo Schneider, Thais Dias e Marcelo Madureira. “Estou louco para começar. É um programa excepcional, de muito sucesso. O Rodolfo é um monstro, a Thais é craque e o Madureira, com quem já trabalhei, é um grande parceiro. É o paraíso para quem chega, estou muito feliz”, afirma o jornalista.  

 Além da atuação no Rio de Janeiro, Carlos Andreazza também estará na programação em rede da BandNews FM. A partir da próxima segunda-feira (12), ele participará do “Jornal BandNews”, de segunda a sexta-feira, em dois momentos. A partir das 7h20, com um comentário de abertura e, às 7h45, fazendo parte da conexão dos estúdios da BandNews FM em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília conversando com os jornalistas Eduardo Barão, na capital paulista, e Rodrigo Orengo, na capital federal. 

Jornalista formado pela PUC-Rio, Carlos Andreazza é colunista do jornal O Globo e editor-executivo do Grupo Editorial Record.

Carlos Andreazza na Band News FM

Rony Magrini troca Capital pela Massa FM

Por Rodney Brocanelli

Nesta última segunda-feira (05), o apresentador Rony Magrini se despediu dos ouvintes da Rádio Capital (ouça abaixo). No comunicado, ele relembrou , a chegada à Capital, passagens importantes de sua carreira no rádio,  e ainda teve a oportunidade de revelar que está se transferindo para a Massa FM, que está prestes a estrear em São Paulo. Magrini estreou na Capital em setembro de 2017, comandando horários ao finais de semana. Assumiu a programação matinal da segunda a sexta quando Eli Corrêa teve uma breve passagem pela Top FM. Quando Eli retornou, Rony passou a comandar o Tamo Junto. “Saio com o coração dividido, entre a alegria e a tristeza”, disse.  João Ferreira assume o antigo programa de Rony.

rony magrini capital

Carlos Andreazza se despede do “3 em 1”, da Jovem Pan

Por Rodney Brocanelli

A edição desta terça-feira (06) marcou a despedida de Carlos Andreazza da equipe do programa “3 em 1”, da Rádio Jovem Pan. Andreazza fez parte da atração desde sua estreia, em 26/09/2016. Durante sua despedida, ele disse que pediu o desligamento por motivos absolutamente pessoais. “Foram três anos de muita felicidade”, disse. “Quero terminar contra as narrativas maledicentes, contra a sacanagem que existe, dizendo o seguinte: ao longo desses anos (…) eu jamais recebi qualquer tipo de tutela nesta casa. Nunca ninguém me disse o que eu poderia ou não falar. Jamais. Sempre tive total liberdade”, acrescentou.

Veja a despedida de Andreazza no link abaixo

Carlos Andreazza

Pedro Trucão estreia na Transamérica

Por Rodney Brocanelli

Teve gente que duvidou quando divulgamos aqui, mas hoje (05) aconteceu a estreia do programa “Trucão com Pé na Estrada”, apresentado por Pedro Trucão e Paula Tocco, sua filha. “Agora vamos falar muito sobre mobilidade”, disse ele em sua primeira manifestação ao microfone da nova casa. Ouça abaixo os primeiros instantes do programa de Trucão na Transamérica.

Pedro Trucão - Foto: Pietralcantara/Wiki
Pedro Trucão – Foto: Pietralcantara/Wiki

Altieris Barbiero e Adriano Barbiero, pai e filho, deixam Rádio 9 de Julho

Por Rodney Brocanelli

Altieris Barbiero e Adriano Barbiero, pai e filho respectivamente, foram dispensados do quadro de comunicadores da Rádio 9 de Julho. Segundo  comunicado (leia aqui) divulgado por Adriano no Facebook, a decisão partiu da nova direção da emissora que decidiu comercializar os horários da grade de programação. Altieris comandava o tradicional “A Volta do Sucesso”, entre 12h30 e 14h, havia aproximadamente 16 anos. Por sua vez, Adriano ocupava um horário pela manhã, de com o Acorda Brasil, sempre a partir das 06h. Ele estava na emissora desde 2013.

Adriano e Altieris Barbieiro

Cabeças de rede poderiam ceder seus astros da narração para afiliadas

Por Rodney Brocanelli

No último sábado, José Carlos Araújo narrou Ceará x Fortaleza, clássico do Ceara, pela Rádio Clube, de Fortaleza, emissora dos Diários Associados (conglomerado a qual pertence a Super Rádio Tupi). Esse evento fez parte do aniversário de 85 anos da emissora cearense. Ocorreram algumas falhas técnicas, especialmente de áudio, que não chegaram a comprometer a iniciativa como um todo (saiba mais aqui).

A partir dessa iniciativa, cabe a pergunta: por que outras emissoras, cabeças de rede, não fazem o mesmo de ceder seus astros da narração para suas principais afiliadas? Já pensaram no José Silvério narrando Vila Nova x Atlético-GO, clássico goiano da série B (vai acontecer em 11/10) pela Rádio Bandeirantes, de Goiânia? Ou então, que tal o Nilson Cesar narrando o Fortaleza x Ceará do returno (no mesmo 11/10) pela Jovem Pan News, de Fortaleza?

Sabe-se que a rede da Gaúcha é mais restrita ao Rio Grande do Sul, mas por que não a Rádio Globo, de São Paulo, por uma afinidade entre os grupos RBS e Globo, importar o Pedro Ernesto para fazer um clássico paulistano? Seria enorme o burburinho. Oscar Ulisses e Luiz Penido, por sua vez, poderiam fazer um América x ABC pela Globo Natal. Situações como essas, colocadas em prática, atrairiam grande atenção não apenas do público, mas da mídia (não só a especializada) também. Para pensar.

Nilson Silvério Pedro Oscar

José Carlos Araújo narra vitória do Ceará sobre o Fortaleza pela Rádio Clube

Por Rodney Brocanelli

José Carlos Araújo transmitiu neste sábado (03) a vitória do Ceará sobre o Fortaleza pelo placar de 2 a 1, pela Rádio Clube, de Fortaleza, em partida válida pelo campeonato brasileiro de futebol. A emissora está comemorando 85 anos de existência e pertence aos Diários Associados. Isto facilitou o convite a um dos astros da Super Rádio Tupi, que esteve no Castelão.

A transmissão teve algumas falhas técnicas. Exemplo : o áudio do plantão esportivo Renato Wanderley entrou saturado em todas suas intervenções durante a bola rolando. No entanto, estes problemas não tiraram o brilho total da iniciativa. Ouça abaixo a narração dos gols.

JCA em Fortaleza

 

Esporte de Primeira se despede da Transamérica

Por Rodney Brocanelli

Hoje (02) foi ao ar a última edição do Esporte de Primeira, na Rádio Transamérica (SP). A atração sai do ar no pacote de alterações que a emissora vem fazendo em sua programação. Isso não significa que o esporte, comandado por Éder Luiz, perdeu espaço nessa nova filosofia. O Papo de Craque – 2ª edição ganhará mais uma hora, começando a partir das 16h.

Ne despedida, o apresentador Guilherme Lage, listou todos os apresentadores do Esporte de Primeira (e não foram poucos; até Flavio Gomes, um dos astros da Fox Sports hoje, já esteve à frente da atração). Além disso, ele explicou as mudanças aos ouvintes. Ouça abaixo. Agradecimentos ao leitor Carlos Augusto Ramos pelo registro.

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Conmebol proíbe “lives” com imagem dos profissionais transmitindo jogos; emissoras reagem

Por Rodney Brocanelli

Nesta semana, a Conmebol reiterou a proibição para as “lives” (ou transmissões) de futebol das emissoras de rádios nas redes sociais. Explicando: para garantir presença em sites como o Facebook e sites como o YouTube, muitas estações de rádio adotaram o recurso de colocar o áudio das narrações nestes espaços, com a imagem dos profissionais que transmitem os mais importantes jogos de futebol. Como as rádio não detêm os diretos de imagem da bola rolando, elas instalam suas câmeras nas respectivas cabines, mas viram suas câmeras para narrador e repórter. Mesmo assim, a entidade máxima do futebol sul-americano está com uma fiscalização bem rígida e notificando as rádios para que elas tirem essas “lives” do ar, caso tenham imagens em movimento. A saída é colocar apenas uma arte, com o logo da emissora e os distintivos da equipe. Assim pode, segundo a Conmebol.

As reações a essa determinação já começaram a acontecer. A Rádio Jovem Pan, de São Paulo,  durante a edição do Esporte em Discussão do último dia 31 de julho, dedicou quase nove minutos ao assunto. Wanderley Nogueira leu um editorial  (veja abaixo) informando aos ouvintes que estranharam o corte abrupto na tranmissão de Palmeiras x Godoy Cruz, na última terça-feira (30). “Determinação lamentável”, disse ele. “Não estávamos mostrando o campo, e muito menos o jogo, evidentemente. A Jovem Pan mostrava pelo seu canal a emoção de uma narração de futebol. A expressão nos comentários, do Mauro Beting, por exemplo. A explosão do gol do Nilson Cesar(….). Mais uma atração, diferente. E a Conmebol, insensível, impediu isso”.

A Aceg (Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos) emitiu uma nota no mesmo dia 30 de julho, informando as limitações impostas pela Conmebol, com uma advertência: “O descumprimento da norma pode acarretar em sanções tanto para o veículos, como para o cronista esportivo”. Até o momento em que publicamos esta nota, a Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo) não havia soltado qualquer tipo de comunicado sobre o tema.

Pouco depois, a Rádio Inferno, emissora ligada a profissionais que torcem pelo Internacional, de Porto Alegre, publicou uma nota oficial informando sobre o veto da Conmebol. “É inconcebível que, em pleno 2019, a Conmebol esteja restringindo a veiculação de jornadas esportivas que exibem os comunicadores em plataformas digitais. Entendemos e respeitamos a decisão de não veicular imagens de jogo por compreendermos que sim, é direito restrito aos veículos que compram dada concessão acerca da partida e da competição. No entanto, nos indigna que essa arbitrariedade  venha a tolir nosso (e de demais colegas) o direito de veiculação da imagem dos comunicadores, uma vez que não somos integrantes da competição, mas sim instrumentos jornalísticos que estão atuando na cobertura do evento, além de, este fato, consistir, segundo nosso entendimento em nossa própria imagem, ou seja sobre o que a instituição não detém direitos ou monetização, muito menos interesses capitais”, diz um trecho (leia a íntegra aqui).

Essa atitude da Conmebol é apenas uma prévia do que poderá vir por aí.  Na sexta retrasada (26), o repórter Cristiano Silva, da Rádio Guaíba, informou dentro do programa Ganhando o Jogo, que a entidade poderá cobrar direitos das rádios para a transmissão das partidas tanto da Libertadores, como da Sul-americana (saiba mais aqui).

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José Silvério confunde texto e pede para ouvintes lerem a Bíblia

Por Rodney Brocanelli, com a colaboração de Edu Cesar

Um ato falho cometido por José Silvério durante a transmissão de Palmeiras x Godoy Cruz, na Rádio Bandeirantes, deverá agradar a uma grande parcela de religiosos. Ao ler um texto comercial de uma marca de remédios, em vez dele arrematar com a frase “leia a bula”, ele trocou para “leia a Bíblia”. A partida foi válida pela Copa Libertadores, com vitória palmeirense pelo placar de 4 a 0. Aliás, o equívoco aconteceu antes do segundo gol do Verdão. Ouça abaixo.

Silvério

Morre Odayr Baptista

Por Rodney Brocanelli

Morreu nesta última terça-feira (31), o locutor, apresentador, ator, humorista e desenhista Odayr Baptista.  A causa da morte não foi divulgada. Ele tinha 83 anos. O enterro aconteceu nesta quarta-feira no cemitério do Araçá, em São Paulo.

Nos últimos anos,  Odayr esteve mais diretamente ligado à locução publicitária, emprestando sua voz a comerciais bastante conhecidos. Quem clicar nesse link e colocar o player para rodar, certamente irá reconhecer a sua voz.

Sua carreira foi iniciada no rádio, em Poços de Caldas, sua terra natal. Durante alguns anos, foi locutor da Rádio Cultura local. No fim da década de 1950,  ganhou uma chance de vir para São Paulo a fim de trabalhar na Rádio Record. Conseguiu uma vaga de locutor comercial.

Dois anos depois,  Odayr Baptista se transferiu para a Rádio Bandeirantes, emissora na qual teve a incumbência de apresentar uma atração que estava prestes a estrear: o Arquivo Musical. Driblando as determinações da direção da época, ele conseguiu colocar o estilo que desejava na condução do programa. Com isso, passou a receber muitas cartas de ouvintes.

Com a inauguração da TV Bandeirantes, foi convidado para convidar o elenco da novela “Ricardinho, sou criança e quero viver”. A carreira de ator não seguiu adiante devido a pressões familiares. Sua esposa e filhos viram chamadas nos intervalos em que ele aparecia em cenas românticas. Nos últimos tempos, ele contava essa história com bom humor, mas na época ele não ficou nada satisfeito com o responsável por editar e colocar as tais chamadas no ar (saiba mais aqui).

No começo da década de 1970, ele foi para a Rádio Jovem Pan. Lá, ele integrou a equipe do Show de Rádio, programa humorístico comandado por Estevam Sanrgirardi, e deu vida a um quatro que iria torná-lo bastante conhecido: a Rádio Camanducaia.

A emissora metalinguística era uma paródia a muitas emissoras de rádio do interior e as dificuldades que elas enfrentam para sobreviver. Outra característica marcante eram os trocadilhos referentes aos fictícios estabelecimentos comerciais que são os patrocinadores da emissora. Talvez não fosse algo consciente, mas a Camanducaia também era um retrato bem-humorado da vida do interior.

Um dos principais nomes da Camanducaia era o locutor Alberto Júnior, que com sua voz grave lia os testemunhais e anúncios e era um pouco atrapalhado. A estação tinha um narrador esportivo chamado Alberto Neto, que sempre iria para o estádio errado a fim de irradiar uma partida de futebol.

Nos anos 1980, Odayr mudava para a Rádio Globo e lá criou o Largo da Matriz 54, programa humorístico que era a Rádio Camanducaia, mas sem poder usar o nome dela. Essa experiência não durou muito e ele se afastou do rádio. Voltou na segunda metade da década de 1990 para retomar o Show de Rádio, na Rádio Bandeirantes, ao lado de Serginho Leite, Nélson Tatá Alexandre e Weber Laganá Pinfari.

Nos últimos anos, dedicou-se mais à locução publicitária, as vezes se reunindo com a equipe do Show de Rádio para tentar emplacar o programa em alguma emissora. Há cerca de dez anos, a edição de meio de semana do Terceiro Tempo, apresentado por Milton Neves, passou a colocar no ar áudios antigos do Show de Rádio e da Rádio Camanducaia, o que agradou aos ouvintes. Odayr fez algumas gravações inéditas, que foram veiculadas no ano de 2010.

Veja abaixo alguns momentos de Odayr Bapista.

Em entrevista ao programa Radioamantes no Ar, veiculado pela web rádio Showtime, em 2013, Odayr falou sobre as improvisações no texto do Show de Rádio.

Abaixo, um registro da manutenção técnica da Rádio Camanducaia.

Mais uma da Camanducaia. Ouvem aqui a lista de afiliadas da emissora.

Durante os festejos de 50 anos do Arquivo Musical, Odayr Baptista falou sobre sua passagem pelo comando da atração ao apresentador Ronald Gimenez.

Wanderley Nogueira registrou a perda de Odayr Baptista no Jornal da Manhã, da Jovem Pan.

Odayr Baptista

Em homenagem na Guaíba, João Carlos Belmonte e Lauro Quadros lembram Milton Ferretti Jung

Por Rodney Brocanelli

O rádio de Porto Alegre tem o excelente hábito de homenagear os profissionais que partem. Foi assim com Claudio Cabral (clique aqui) e foi assim também com Wianey Carlet (clique aqui). Não poderia ser diferente no caso de Milton Ferretti Jung. Assim que a notícia de sua morte foi divulgada, no último domingo (28), a Rádio Guaíba passou a dedicar toda sua programação a ele. Profissionais da emissora e ex-companheiros se revezaram em entrevistas e depoimentos para falar sobre a importância de Milton para a história do rádio gaúcho. Nomes como Laiser Martins e Ruy Carlos Ostermann foram acionados para essa homenagem. Vamos destacar aqui o bate-bola entre João Carlos Belmonte e Lauro Quadros, que também falaram bastante de Milton. O apresentador Geison Lisboa, em determinado momento, fez o correto e deixou os dois conversarem no ar. Quem ganhou foi o ouvinte. (Ah, uma pena só que Belmonte não pode falar sobre a criação do bordão “gol, gol, gol”, que consagrou Milton Ferretti Jung). Ouça no player abaixo.

homenagem a milton f jung