Memória: um registro da estreia de Oscar Ulisses na Rádio Bandeirantes, em 1979

Por Rodney Brocanelli

Nesta semana, fez bastante sucesso no perfil do blog Radioamantes no Twitter a reprodução de um anúncio publicado em O Estado de S. Paulo referente a estreia de um então jovem narrador Oscar Ulisses na Rádio Bandeirantes, em 29 de setembro 1979 (clique aqui para ver).

O texto diz “Oscar Ulisses é mais uma grande contratação da Rádio Bandeirantes. Com este novo craque o escrete da vitória fica mais forte ainda. Imbatível como sempre foi nos últimos 25 anos. Ganhando todos os índices de audiência. Porque informa melhor, tem tradição, se renova, conta a história do futebol brasileiro. E conquista a Torcida Amiga vibrando com as grandes vitórias que fazem alegria do povo. Vibre hoje com Oscar Ulisses”.

Além de Oscar, foram escalados para aquela transmissão, o comentarista Luis Augusto Maltoni e os repórteres João Zanforlin e Eduardo Luis. Nas ocorrências (o famoso “outro lado do jogo), Pedro Luis. Desconfia-se que seja o Pedro Luiz Ronco, hoje uma celebridade da Band FM. No QG dos Esportes estava Ruy de Moura, além da participação de Walter Fonseca.

No dia marcado,  Oscar narrou a vitória do Corinthians sobre o Botafogo-RP pelo placar de 2 a 0. A partida era válida pelo campeonato paulista de futebol, que foi conquistado pelo mesmo timão. Geraldão fez os dois gols da vitória corinthiana, enquanto que Paulo Cesar fez os gol da equipe visitante. Segundo os jornais da época, estavam presentes 14.238 pagantes e 1569 menores (que na época não pagavam ingresso)..

Voltando à postagem no Twitter, alguns internautas demonstraram curiosidade para ouvir essa narração de Oscar. Pelo menos um registro foi encontrado na Internet. Pouco depois que o Corinthians faturou o Paulistão de 1979, a Rádio Bandeirantes lançou em parceria com a gravadora K-tel (saiba mais sobre ela aqui – a locução é de Fernando Solera) um disco com o registro dos gols mais importantes daquela campanha (ouça aqui). Nele, foi incluído a narração de Oscar para o segundo gol marcado pelo artilheiro Geraldão (ouça abaixo).

Oscar ficou na Bandeirantes até 1986, quando se transferiu para a Rádio Globo e nela está firme e forte até hoje.

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Memória: em 1979, Telê Santana diz à Jovem Pan que treinar seleção brasileira não era seu objetivo final

Por Rodney Brocanelli

1979. Telê Santana era o nome da vez no futebol brasileiro. Graças ao trabalho desenvolvido no Palmeiras, ele começou a ser bastante elogiado pela imprensa especializada da época e passou a ser um nome cotadíssimo para assumir a seleção brasileiro. Porém, em dezembro daquele ano, em meio as fases decisivas do campeonato brasileiro, Telê concedeu uma longa entrevista ao Jornal dos Esportes, da Rádio Jovem Pan, dizendo que esse não era seu objetivo final. “Muitos vão para a seleção mais por vaidade, sabendo que vão encontrar uma dificuldade muito grande para começar um trabalho. A vaidade as vezes é maior que o próprio interesse de cada um. Talvez nem seja pelo que vão ganhar, mas sim pela vaidade de dizer que foi técnico da seleção brasileira. Honestamente, eu não tenho essa vontade e nem essa vaidade”.

Ainda nessa mesma entrevista, José Silvério, então narrador principal da Jovem Pan questionou a Telê se ele aceitaria um convite da então CBD. “É quase certo uma recusa. Eu acho que não se tem um bom clima para trabalhar na seleção”. Telê prosseguiu: “Isso envelhece demais, desgasta, acaba, não só com o profissional como também com toda sua família”.

Outro motivo alegado por Telê nessa mesma entrevista é o fato de que muitos jogadores ditos”de cartaz” não aceitariam seus métodos de trabalho. Em seguida, Silvério perguntou se o treinador não gostava de trabalhar com estrelas. “Infelizmente, nossas estrelas não gostam de trabalhar e quando sentem que o técnico é um pouco mais duro reclamam para o dirigente e o que quase sempre acontece é o técnico espirrar, sair de seu caminho porque entre um técnico e um jogador, eles (os dirigentes) dão preferência ao jogador”, respondeu.

Apesar de todas essas justificativas dadas nessa entrevista à Jovem Pan, Telê Santana aceitou o convite para dirigir a seleção brasileira. Aparentemente, a maioria dos nomes “de cartaz”  do futebol na época aceitaram seus métodos de trabalho. Esteve em duas Copas do Mundo: 1982 e 1986. Na primeira, montou um time que, apesar das falhas, encantou o planeta. Sofreu as pressões inerentes ao cargo e saiu dele com a fama de fracassado. Teve sua redenção como treinador de clube no começo da década de 1990, quando passou a dirigir o São Paulo. Ouça abaixo esse registro histórico.

Telê Santana & José Silvério

 

Memória: José Silvério narrando gols do Brasil em Wembley

Por Rodney Brocanelli

Ao longo de sua carreira como narrador esportivo, José Silvério esteve algumas vezes no mitológico estádio de Wembley para transmitir partidas entre as seleções de Brasil e Inglaterra. Vamos destacar aqui duas delas. A primeira é de um amistoso de 1987, com empate pelo placar final em 1 a 1. Lineker abriu o placar para o English Team e Mirandinha (ex-Palmeiras) logo empatou. A outra é a final da Copa Umbro, torneio amistoso que envolveu também as seleções da Suécia e Japão. Os brasileiros conquistaram a taça, ao bater os ingleses pelo placar de 3 a 1, de virada. Le Saux marcou para a seleção da casa, enquanto que Juninho Paulista, Ronaldo e Edmundo fizeram os gols da vitória brasileira. Silvério esteve presente nesses  jogos empunhando o microfone da Rádio Jovem Pan. Outra coisa em comum é que, pelo menos, dois jogadores brasileiros acabaram se transferindo para clubes ingleses pouco depois. Em 1987, Mirandinha se transferiu para o Newcastle. Por outro lado, quase oito anos depois, Juninho Paulista acertaria com o Middlesbrough. Ouça abaixo, os gols de Mirandinha, Ronaldo e Edmundo na voz de Silvério.

Silvério

Memória: Haroldo de Souza recria narração história de título intercontinental do Grêmio

Por Rodney Brocanelli

Em 2012, o Grêmio inaugurou sua nova arena, localizada no bairro Humaitá, em Porto Alegre. Na partida inaugural, um amistoso contra o Hamburgo. O convite teve total sentido. O clube alemão foi o adversário do tricolor na final da Copa Intercontinental (também conhecida como Copa Toyota, Copa Europeia/Sul-Americana e até mesmo Mundial de Clubes), disputada em Tóquio no ano de 1983. Saiba mais detalhes sobre o amistoso de 2012 clicando neste link.

Para divulgar o amistoso em sua programação, a Rádio Grenal preparou uma chamada toda especial em que Haroldo de Souza recriou especialmente para a ocasião a narração do gol marcado por Renato Gaúcho, que garantiu o título em 1983.  Ouça abaixo.

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Memória: Januário de Oliveira narrando na Rádio Nacional

Por Rodney Brocanelli

Nome conhecido da televisão, Januário de Oliveira teve longa carreira no rádio. Seu início foi na Rádio Cultura, de Bagé (RS), onde começou como ator de rádio novela. Ainda no Rio Grande do Sul, esteve na Rádio Farroupilha, de Porto Alegre. Mudou-se para o Rio de Janeiro e lá trabalhou nas rádios Mauáe  Nacional  Atendendo a um convite de Sergio Noronha, passou a trabalhar em televisão, tornando-se mais conhecido do grande público. Seu auge foi na TV Bandeirantes, no começo da década de 1990, quando passou a ser o narrador titular das partidas dos clubes cariocas. Abandonou a carreira devido a problemas de saúde. Vamos recuperar aqui uma narração sua para a Rádio Nacional de uma partida entre Flamengo x Americano de 1976. No detalhe, está o repórter Marcio de Souza. Ouça abaixo.

Januário de Oliveira

 

Osmar Santos, 70

Por Rodney Brocanelli

Osmar Santos comemora 70 anos  neste 28 de julho. Ele é um dos grandes nomes do rádio esportivo em todos os tempos. Vamos relembrar alguns de seus momentos mais marcantes no rádio e na televisão.

A seguir, um especial em duas partes produzido e apresentado por André York, então na Rádio Banda B, de Curitiba.

Abaixo, Osmar saúda a volta de José Carlos Araújo à Rádio Globo, do Rio, no final de 1984.

A imagem não está boa, mas o que importa é o som. Osmar Santos narrando pela TV Globo um gol do Brasil no torneio olímpico de futebol em Los Angeles, também em 1984.

Osmar Santos já narrou Fórmula 1 pela Rádio Globo. Ouça um trecho da transmissão do GP da Argentina de 1978.

Em São Paulo, Osmar Santos começou a escrever seu nome na história do rádio esportivo na Jovem Pan. Abaixo, o registro da primeiro jogo da grande final do Paulistão de 1974, reunindo Palmeiras e Corinthians. O primeiro jogo, no Pacaembu terminou empatado em 1 a 1.

Poucos dias depois, o Palmeiras iria surpreender e bater o favorito Corinthians no Morumbi. Osmar transmitiu as emoções dessa partida também pela Pan.

Uma das maiores homenagens recentes a Osmar Santos é a bola Gorduchinha. A intenção era que ela fosse a bola da Copa aqui no Brasil. No entanto, a empresa de material esportivo oficial preferiu utilizar uma outra opção. Mesmo assim, o sonho virou realidade, graças a uma grande fabricante de material esportivo aqui do Brasil. Ao Radioamantes no Ar, o pai da ideia, Delen Bueno, contou um pouco mais da história.

Em 1983, a Rádio Globo liderava a audiência nas transmissões de futebol com a equipe esportiva comandada por Osmar Santos. A segunda colocada da ocasião, a Rádio Bandeirantes, tentava de todas as formas recuperar o terreno perdido. E o sistema de auto falantes do estádio do Morumbi à época foi usado como parte dessa estratégia. Em dias de jogos, sempre quando o serviço iria divulgar alguma informação relevante para os espectadores, uma vinheta era executada antes: uma variação do logotom do Escrete do Rádio. Aquilo procurava funcionar como uma mensagem subliminar para fazer com que o ouvinte se lembrasse da Bandeirantes e mudasse de estação. Isso irritava Osmar, que sempre dava um jeito de alfinetar a estratégia do concorrente. Isto aconteceu na final do campeonato paulista de 1983, disputada por Corinthians x São Paulo.

No último dia 12 de julho de 2017, pouco antes da partida entre Palmeiras x Corinthians, válida pelo campeonato brasileiro de futebol, foi inaugurado oficialmente as novas instalações para a imprensa no Allianz Parque. O nome oficial será Centro de Imprensa Osmar Santos, uma homenagem mais do que justa a um dos grandes nomes da imprensa esportiva. Osmar ganhou uma camiseta do Palmeiras personalizada e uma placa. Depois, ele descerrou uma outra placa que encerrou a solenidade

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Zé Nogueira, o contador de histórias

Por Marcos Lauro

O produtor Zé Nogueira como Einstein - Foto: Reprodução/Facebook
O produtor Zé Nogueira como Einstein – Foto: Reprodução/Facebook

Faleceu no inicio desta quinta-feira (30), aos 89 anos, o produtor José Nogueira Neto. Zé Nogueira, como era conhecido, trabalhou na Rádio Eldorado por cerca de 40 anos e acompanhou as mudanças da emissora – de local e de estilo. Além disso, foi também produtor de shows e eventos e trabalhou com gente como Adoniran Barbosa, Chico Buarque, Elis Regina, Toquinho, João Donato, Paulinho da Viola e Frank Sinatra – este último, quando coordenava os shows do night club do Maksoud Plaza e o hotel estava no seu auge em termos de programação e requinte. Era um luxo! Também acompanhou Ella Fitzgerald em sua passagem por São Paulo, usando seu fusquinha como meio de locomoção da cantora.

Trabalhar com Zé Nogueira na redação da rádio era uma festa. Aos 80 e tantos anos, ainda produzia (e muito bem) alguns programas como “A Cara do Jazz” (com apresentação de Paulo Caruso) e o “Adega Musical”, do sommelier Manoel Beato. História de bastidores: era tradição beber vinho durante as gravações desse programa, até que a direção baixou uma ordem que proibia alimentos e líquidos dentro dos estúdios. Zé Nogueira bateu o pé e argumentou que não fazia sentido fazer um programa sobre vinhos e afins sem beber. Conquistou o direito de serem os únicos com essa permissão e a tradição seguiu.

Estar com Zé Nogueira no dia a dia era ver, do nada, ele te trazendo uma carta carinhosa que a Elis Regina escreveu pra ele logo depois de dar um esporro no velhinho – Zé já tinha cabelos grisalhos há muito tempo. O causo: Depois de um show, Elis foi comer com os músicos e Bôscoli estava cansado, resolveu voltar para o hotel. Zé resolveu acompanha-lo. Os dois foram para o quarto do casal Bôscoli-Elis e resolveram dar uma encostadinha pra descansar… pegaram no sono. Eis que Elis chega, pega aqueles dois homens deitados em sua cama e começa a berrar, expulsando Zé do quarto. Depois veio a cartinha, com direito a coração desenhado. Essa carta ainda existe, foi guardada por Zé Nogueira assim como muitos outros itens – a exposição sobre Adoniran no Farol Santander, em São Paulo, contou com itens cedidos pelo produtor, assim como uma exposição anterior sobre Elis, organizada pelos herdeiros.

Sem querer, Zé já me abriu portas e suavizou caminhos com pelo menos dois artistas famosos por serem avessos a entrevistas: um porque tinha Zé como um padrinho e outro porque foi apresentado a Chico Buarque pelo Zé. É um nome que abre corações e mentes.

A redação com Zé tinha trabalho, mas também tinhas essas histórias que beiravam o surreal e um espírito jovem, quase de criança – como quando Zé se candidatou a um cargo na Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) do Grupo estado e saiu pelo prédio com um cartaz todo improvisado escrito “VOTEM EM MIM”. Ganhou, claro E depois ficava tirando sarro dele mesmo: “Se esse prédio pegar fogo, fiquem tranquilos que esse velhinho aqui é o brigadista”.

Zé me ensinou até que o grito de “chupa!” nos estádios de futebol não tem conotação sexual alguma. Quando jovem, ele se lembra que provocavam outras torcidas de times que não saíram vencedores com gritos de “Perderam! Fiquem aí chupando o dedo!”. Nessa mania que a gente tem de ficar diminuindo as coisas, virou o “chupa!” de hoje. E, me desculpe, mas eu acredito num senhor que nadou num rio Tietê limpo com os amigos.

Zé Nogueira se foi, mas as histórias ficam, vivíssimas. Amigos têm horas e horas de áudios com entrevistas com o Zé contando dezenas dessas histórias do universo da música e do rádio. Ainda não sabem o que fazer com esse material, mas pode ser que tudo fique imortalizado em breve. Vamos torcer.

Memória: sete anos sem Cláudio Cabral

Por Rodney Brocanelli

Na madrugada do dia 14 de abril de 2012, um sábado, morria Cláudio Cabral, comentarista esportivo da Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre. Ele havia dado entrada no Instituto de Cardiologia de Porto Alegre durante a madrugada. Não resistiu a uma parada cardíaca. Nesse dia, Cabral estava escalado para a transmissão de Internacional x Cerâmica, partida válida pelo campeonato gaúcho daquele ano, ao lado de Daniel Oliveira. A dupla de cabine acabou substituída por Marcos Couto e João Garcia.

A Radio Bandeirantes, de Porto Alegre, derrubou toda a sua programação daquela tarde e passou a falar de Cláudio Cabral. Personalidades esportivas, jornalistas e companheiros entraram no ar para relembrar fatos, convivência, manifestar pesar e saudades. Além disso, a emissora escalou o repórter Fabiano Brasil na capela do Cemitério São Miguel e Almas para o acompanhamento in loco do velório e enterro. Carlos Guimarães foi o âncora daquela inesperada cobertura

O narrador Marcos Couto teve a primeira oportunidade no rádio de Porto Alegre dada por Cláudio Cabral na Rádio Bandeirantes, na metade dos anos 1990. Cabral, por muitos anos, foi o gestor do departamento de esportes da emissora, ainda na fase tercerizada. Marcão contou na ocasião que as primeiras viagens para fora do estado e para fora do país como narrador foram proporcionadas por escalas feitas por Cláudio Cabral.

Quem também falou sobre Claudio Cabral nessa cobertura da Bandeirantes foi Lauro Quadros, que na época era apresentador da Rádio Gaúcha. Ambos trabalharam em rádios como Guaíba e Gaúcha. Lauro contou histórias sobre a família de Cabral (Cid, o pai, também foi jornalista, e Efraim, o tio, presidiu o Internacional e teve atuação na política de Porto Alegre), e sobre a participação de Claudio como dirigente de futebol no Internacional, nos anos 1970.

Wianey Carlet, então comentarista da Rádio Gaúcha, participou por telefone. Disse que costumava conversar com Cabral nas cabines dos estádios de futebol e, na ocasião, manifestou muita tristeza por não poder mais ouvir a sua voz miúda, mas transmissora de muito conhecimento. Falou que sempre procurava por Cabral nas cabines dos estádios de futebol. Fez questão de dizer que seus colegas de Bandeirantes prestaram a maior homenagem que ele poderia ter ao chamá-lo de Mestre Cabral.

No trecho abaixo, destacamos os depoimentos de Débora de Oliveira (hoje no SBT) e Paulo Pires (histórico nome da Bandeirantes) ao repórter Fabiano Brasil. Carlos Guimarães e João Garcia, então na equipe esportiva da emissora, aproveitaram para também falar dele.

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Musical FM poderá ser comprada por Ratinho nos 20 anos de virada que marcou sua história

Por Rodney Brocanelli

O site Tudo Rádio publicou nesta terça uma notícia a respeito do interesse de Carlos Massa, o Ratinho da televisão, na Musical FM (105,7Mhz). A frequência onde opera hoje a rádio de orientação evangélica seria o porto seguro para entrada da Massa FM em São Paulo, sonho antigo do empresário. Luiz Benite, diretor executivo da Massa FM, confirmou que Ratinho manifestou interesse na Musical FM, mas sem entrar em outros detalhes (clique aqui para ler a reportagem complete e aproveite para prestigiar o Tudo Rádio).

Talvez Ratinho não saiba, mas ele poderá (repetindo: poderá) fechar negócio para a aquisição da frequência dos 105,7Mhz bem no ano em que se completam 20 anos da virada que marcou a história da Musical FM. Em 1999, ela deixou de ser uma rádio dedicada à MPB e passou a abrigar uma programação 100% evangélica. Na ocasião, essa mudança de perfil causou grande comoção entre os tradicionais ouvintes da emissora. Em 2009, ano que marcou os dez anos da mudança, publiquei um texto em outro blog relembrando esse fato. Clique no link abaixo para ler.

https://radiobaseurgente.blogspot.com/2009/02/ha-10-anos-musical-fm-abandonava-mpb.html

Ratinho

Memória: Hélio Ribeiro e Flávio Araújo batem bola no ar sobre o GP de Monza de 1976

Por Rodney Brocanelli

Graças a uma colaboração de Celso Casemiro, do Memorial Hélio Ribeiro, o Radioamantes recupera o trecho de um programa do apresentador veículado em 1976, as vésperas do GP de Monza de Fórmula 1, que seria disputado em 12 de setembro daquele ano. Para lá, a Rádio Bandeirantes enviou o narrador Flávio Araújo, que iria transmitir a corrida ao lado do comentarista Edgard Mello Filho. Neste áudio, Flávio Araújo inicia fazendo seu boletim com informações acerca do clima em Monza. Logo em seguida Hélio começa a fazer perguntas sobre o calor, sobre o câmbio, diárias de hotel, as músicas que tocavam nas emissoras locais de rádio e do desempenho dos pilotos brasileiros da época: Émerson Fittipaldi e José Carlos Pace. Ouça abaixo.

helio ribeiro flavio araújo

 

Super RNVW de Viamão Sara Brasil FM 95.5 e Web Radio Ouvinte comandam um pool de emissoras para o futebol

Por essa ninguém esperava: uma bomba sacode o radio gaúcho. A Super RNVW de Viamão e a Web Radio Ouvinte vão se unir à Radio Sara Brasil FM 95.5Mhz,  emissora da Rede Sara Brasil de Radio,  ligada à igreja Sara Nossa Terra para as transmissões de futebol.
Para que esta operação fosse colocada em pratica, a equipe da Web Radio Ouvinte terá que fazer a migração para o FM 95.5Mhz.
Paulo Cesar Carvalho vai liderar esta operação potencializada nessa nova fase com as transmissões em FM.
A Super RNVW e a  Web Radio Ouvinte comandam as operações, enquanto que a Radio Sara Brasil FM 95.5Mhz  vai retransmitir o conteúdo no dial e na web.
O início desta parceria será em janeiro, com a cobertura do campeonato gaúcho.
Em fevereiro, haverá o acompanhamento  da dupla Grenal na Copa Libertadores da América.
Para essa cobertura intensiva, a equipe esportiva está em processo de montagem.

Salomão Ésper faz aniversário e é festejado por colegas da Rádio Bandeirantes

Por Rodney Brocanelli

Salomão Ésper, um dos apresentadores do Jornal Gente, completou 89 anos de vida. A data não passou em branco entre seus colegas de Rádio Bandeirantes que compararam um bolo e cantaram parabéns. (Veja abaixo. Vídeo postado pelo perfil da Bandeirantes no Twitter).

Salomão Ésper

Programa Paixão Lusa relembra a última participação regular de Gil Gomes no rádio

Por Rodney Brocanelli

Gil Gomes foi homenageado nesta terça-feira pelo programa Paixão Lusa, veiculado pela Rádio Trianon. O comunicador era um apaixonadíssimo torcedor da Associação Portuguesa de Desportos, e sempre fez questão de demonstrar isso de forma pública. A ultima atividade de Gil no rádio foi como colunista do programa, no qual entrava de duas a três vezes por semana, fazendo comentários sobre as coisas relacionadas ao atual momento de seu time de coração.

Antonio Quintal, um dos apresentadores do Paixão Lusa, contou que esteve no dia anterior com Gil Gomes, que estava sob os cuidados de Vilma, uma de suas filhas. “Só mesmo um milagre mudaria a ordem das coisas”, disse.  Quintal contou que a participação do comunicador no programa foi uma sugestão de Vital Vieira Curto, que é administrador atual do Museu Histórico da Lusa. A proposta foi aceita e Gil participava às segundas, quartas e sextas, desde dezembro de 2016.

Durante um período, o Paixão Lusa passou a ser veiculado apenas de terça à sexta. Ainda assim, Gil Gomes não interrompeu sua colaboração, falando apenas às quartas e às sextas. Mesmo depois que a atração voltou a ter uma edição às segundas, ele manteve suas entradas nesses dois dias da semana.

O comentário de Gil Gomes era sempre feito ao vivo. No entanto, como sua voz ficava debilitada, consequência da enfermidade que enfrentava, ele deixava de participar do programa. Por sugestão dele próprio, as entradas passariam a ser gravadas, sempre que a saúde permitisse, e assim foi feito. A última participação ocorreu no dia 19 de setembro deste ano.

Quintal aproveitou também para falar do primeiro jogo da Portuguesa que o então menino Gil Gomes foi assistir: Portuguesa 6 x 5 Fluminense, disputado em 18 de dezembro de 1949, partida válida do Torneio Rio-São Paulo de 1950. A Lusa abriu uma vantagem de 5 a 1, mas uma má atuação do goleiro Bolivar, segundo o relato, permitiu que o clube cariosa chegasse à igualdade. Nininho acabou fazendo o gol de desempate, garantindo assim a vitória da Portuguesa. Bolivar foi substituído por Caxambu.

Ouça abaixo a fala de Antonio Quintal sobre Gil Gomes.

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Zé Bettio hits

Por Marcos Lauro

Conforme noticiado neste blog, o rádio perdeu uma das suas figuras mais folclóricas. Aos 92 anos, Zé Bettio morreu da forma simples como sempre viveu: dormindo e sendo enterrado no mesmo dia, sem alarde.

Durante sua carreira, lançou mais de 20 álbuns por gravadoras como Chantecler, Copacabana, Beverly e CBS. Discos como “A Charanga do Zé”, de 1981, e “O Bailão do Mexe-Mexe”, de 1994, ressaltam a sanfona como seu instrumento preferido e, assim como seus programas de rádio, trazem o ar do campo e do sertão para quem ouve.

Além disso, Zé Bettio também colaborou para a discografia de muitos artistas de peso. Milionário e José Rico, Waldick Soriano, Tonico e Tinoco e Trio Parada Dura, entre outros, gravaram composições do radialista. Revezando canções tristes de amor com outras que carregam aquele bom humor característico do sertanejo, Zé Bettio colaborou também com a carreira de artistas que carregam aqueles nomes que vez ou outra pintam pela internet em formato de meme e a gente pensa que é mentira. Entre eles tem Poeta e Trovador, Solevante e Soleny, Felizardo e Vitorioso, Canário e Passarinho e Sagitário e Capricórnio.

Clique na imagem abaixo, da estilosa dupla Leo Canhoto e Robertinho, e ouça a playlist com 33 músicas compostas por Zé Bettio:

Zé Bettio hits
Zé Bettio hits

 

Memória: O Mundo Inteiro e Você, da Rádio Bandeirantes

Por Rodney Brocanelli

Ouça abaixo uma edição de O Mundo Inteiro e Você, boletim jornalístico da Rádio Bandeirantes, veiculado sempre a cada meia hora na programação da emissora. Notas curtas lidas pela locutora ou locutor de plantão. Este registro veio sem indicação de data ou de qual foi seu apresentador  (provavelmente, é da primeira metade dos anos 1970). Informações são bem-vindas. Nessa época, o boletim tinha o patrocínio de uma famosa marca de cigarro. Vale aqui então a advertência do Ministério da Saúde: fumar causa diversos males à sua saúde.

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