“Silvio Caldas do rádio”, Joseval Peixoto retorna ao veículo em jornalístico da Rádio Capital

Por Rodney Brocanelli

A Rádio Capital deverá estrear nos próximos dias um novo programa jornalístico que irá ao ar nos finais de tarde, no período das 17h30 às 19h. O título já está definido: Conexão Nacional. Dele participarão muitos profissionais que já empunharam o microfone da Rádio Jovem Pan: Antônio Freitas, Roberto Müller, Anchieta Filho, Denise Campos de Toledo, Luís Carlos Quartarollo, Leonardo Müller, Maria Paula, Paulo Pontes, Fernando Martins, Fátima Belesso, Bruno Müller e Décio Clemente. As informações são de Flavio Ricco, do R7.

Chama a atenção um outro nome que integra este projeto: Joseval Peixoto. Em 2018, ele se despediu da Jovem Pan com toda a pompa e circunstância para curtir uma aposentadoria. Porém, ele não consegue ficar de fora do veículo que o consagrou. Em janeiro de 2022, durante uma entrevista ao Domingo Esportivo Bandeirantes, comandado por Milton Neves, Joseval declarou que gostaria de se transferir para a emissora concorrente.

“Eu tive uma grande frustração porque eu parei com rádio, me aposentei, porque eu queria, sei lá, ler meus livros, eu não vou ter vida pra ler tudo. Só que eu fiquei dois meses aqui, eu não aguentei e falei ‘puta que pariu, e agora? Eu me despedi da Pan, como é que eu faço?'”, disse ele.

No entanto, ele não contava com o fato de que um contato que ele tinha na Bandeirantes já havia pendurado o microfone: Salomão Ésper. “Eu falei: ‘vou ligar pro Salomão para ele me ajudar a volta pra Bandeirantes’. Quando eu pensei isso você (Salomão) tinha encerrado (risos). Eu ia lá pedir emprego”, afirmou Joseval (ouça abaixo).

No começo deste século, Joseval Peixoto já havia ensaiado uma outra aposentadora, que não durou muito tempo.

A Rádio Capital só tem a ganhar com a presença de um grandioso nome do rádio, como o dele com toda sua vivência e conhecimento.

Vale a observação: Joseval Peixoto é o Silvio Caldas do rádio. Para quem não entendeu, Caldas é um cantor e compositor da Era do Rádio que a partir dos anos 1960 anunciou por diversas vezes a sua aposentadoria, mas que prosseguiu gravando e cantando até meados dos anos 1990.

ATUALIZAÇÃO (24/09 – 13h00) – A estreia será no dia 02 de outubro conforme chamadas em áudio divulgadas pelo site da emissora. Ouça no link abaxo.

José Alberto Andrade será o enviado especial da Gaúcha e Grupo RBS para os amistosos da Seleção na França

O repórter especial da Gaúcha José Alberto Andrade embarca para França neste domingo (18) para cobrir os dois últimos amistosos da Seleção Brasileira antes da Copa do Catar. Veterano na cobertura da Seleção, o jornalista vai acompanhar os jogos contra Gana, dia 23, no estádio Océane, em Le Havre (a cerca de 200 quilômetros da capital francesa), e contra Tunísia, dia 27, em Paris, no Parque dos Príncipes, do PSG. 

As partidas serão disputadas às 15h30 (horário de Brasília) e terão transmissão da Gaúcha e da RBS TV. A preparação da Seleção se inicia em Le Havre, com treinos nos dias 19, 20, 21 e 22 de setembro. Em solo francês, Zé Alberto trará todas as informações para os gaúchos sobre a organização do Brasil antes do início do mundial.  

– A Copa do Mundo começa na França para o Brasil.  Será a hora de uma confirmação de desenho do time que estreará no Catar, bem como da inserção no grupo de peças recentes e importantes. Vamos conferir tudo, “vivendo a Seleção junto” – destaca Zé Alberto.   

Única rádio do sul do país detentora dos direitos de transmissão da Copa do Mundo, a Gaúcha prepara ampla cobertura editorial. Com a tradição de cobrir em profundidade grandes eventos esportivos, a RBS trará conteúdos sobre a competição em todos os canais e com ações multiplataforma para ampliar a conexão com o público.   

– A presença da Gaúcha na França para acompanhar o Brasil é mais uma ação que confirma que a Gaúcha e o Grupo RBS estão onde a notícia está para contar as histórias do mundo aos gaúchos e gaúchas. É mais um passo do nosso projeto que aproxima o Rio Grande do Sul do Catar para viver as emoções da busca pela sexta estrela – salienta Tiago Cirqueira, gerente-executivo de Esportes do Grupo RBS.

Rádio Nacional apresenta radionovela “A Corrida do Ouro”

Para comemorar o centenário da primeira transmissão de rádio no Brasil, celebrada em 7 de setembro de 2022, a Rádio Nacional resgata a emoção das radionovelas e presenteia, na data, os ouvintes com uma obra original da emissora pública preservada em seu valioso acervo: “A Corrida do Ouro”.

A produção de radiodramaturgia entra no ar às 21h. Além de curtir os episódios na programação de segunda a sexta, a audiência tem a oportunidade de escutar a história em formato de podcast nas plataformas digitais. O clássico fica disponível no Spotify, no YouTube e no site da Rádio Nacional.

Com 72 capítulos e apresentada originalmente em 1985, a trama acompanha uma história de amor marcada pela disputa por uma possível herança milionária. Romance, mentiras, ambição e assassinato são alguns dos elementos presentes no enredo.

A ficção escrita por Rodrigues Aguiar tem cerca de 20 minutos por episódio. Narrada por Aurélio de Andrade, a radionovela “A Corrida do Ouro” revela os conflitos pela herança que o moribundo Osmar (Nilton Narros) deve deixar para a filha Lídia (Maralize), situação que divide a família.

Criada em colégio interno, a ingênua jovem será uma presa fácil para homens inescrupulosos que se aproximam com o objetivo de conquistá-la para dar um golpe do baú. Personagens fortes lidam com os desafios de suas trajetórias em uma obra que o amor pode surgir mesmo diante de tanta confusão.


Valorização de conteúdos históricos

Recuperada da mídia original no formato das fitas de áudio em rolo, a obra “A Corrida do Ouro” integra o patrimônio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) que faz a gestão da Rádio Nacional. O raro e exclusivo conteúdo preservado foi digitalizado pelos profissionais do corpo técnico da empresa.

A iniciativa reconhece a importância do veículo na semana em que se completam os cem anos da primeira transmissão de rádio no país. Para valorizar a data histórica e reverenciar a era de ouro do rádio, a Nacional leva ao ar todo o encanto das radionovelas conservadas em seu precioso acervo.

Em dezembro de 2021, a emissora reformulou a programação e lançou uma faixa voltada às radionovelas com a reestreia do clássico “A Vidente e o Vigarista” (1980), em horário nobre, às 21h. A obra de Amaral Gurgel está disponível nas plataformas digitais da Rádio NacionalOuça aqui.

Desde agosto, outra produção do mesmo autor abre uma nova sessão dedicada à radiodramaturgia. A histórica trama “Poronga, Terçado e Coragem” (1979) está no ar de segunda a sexta, às 18h, pela Nacional. Além da programação, o conteúdo ainda pode ser conferido nas redes da emissora. Ouça aqui.

Serviço

Radionovela “A Corrida do Ouro”, na Rádio Nacional

Transmissão: segunda a sexta, às 21h

Rádio Nacional na internet e nas redes sociais

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Saiba como sintonizar a Rádio Nacional

Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz

Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz

São Paulo: FM 87,1 MHz

Recife: FM 87,1 MHz

São Luís: FM 93,7 MHz

Amazonas: 11.780KHz e 6.180KHz OC

Alto Solimões: FM 96,1 MHz

Boletim do SBT usa trilha sonora do Repórter Esso, um clássico do rádio

Por Rodney Brocanelli

Estreou nesta segunda-feira (12) o Repórter SBT, um boletim de notícias que será exibido seis edições por dia, entre a meia noite e 22h. Esse jornalístico terá só imagens, com narração em off e duração aproximada de três minutos. Agora, o leitor do Radioamantes deve estar se perguntando: o que uma notícia sobre televisão está fazendo em um blog sobre rádio?

Eis a resposta: a trilha de abertura do jornalístico é a mesma do Repórter Esso (veja abaixo), um programa que começou no rádio dos Estados Unidos, foi exportado para o Brasil, fez sucesso e história e muito depois migrou para televisão.

O novo arranjo do clássico tema do Repórter Esso poderia ser mais imponente. Do jeito que ficou, lembra uma paródia.

Conforme informações dos sites sobre televisão, toda a concepção do Repórter SBT vem do proprietário da emissora. Silvio Santos é mesmo uma pessoa do século passado.

Série sobre rádio dos canais ESPN faz rir, faz chorar e faz pensar sobre o futuro do veículo

Por Rodney Brocanelli

Graças a um acaso e a uma dica do Milton Neves via Twitter (a melhor dica que ele deu em anos), pude assistir a série de documentários dos canais ESPN sobre os 100 anos do rádio no Brasil. No último sábado (10), o ESPN Extra exibiu os cinco episódios em sequência, a partir das 14h30. Todos eles já estão disponíveis no Star+, a plataforma de vídeos oficial da Disney.

A série aborda o rádio esportivo (ou futebolístico – acho que já está na hora de debater esse termo) e cinco grandes nomes foram escolhidos para que suas histórias, que se confundem com o próprio veículo, fossem contadas: Milton Neves, José Silvério, Osmar Santos, Pedro Ernesto Denardin e José Carlos Araújo).

Um dos inúmeros pontos positivos dessa série é o fato de que eles não são louvatórios. Por exemplo, todas as qualidades, defeitos e contradições (dentro e fora do ar) de personagens como Milton Neves e José Silvério foram abordadas. No caso de Milton, a questão dos merchans não foi deixada de lado, com pelo menos um depoimento fazendo um contraponto a essa prática.

No caso de Silvério, o fato de vetar a participação de repórteres nas jornadas esportivas por episódios que ele considerava como falta de profissionalismo foi devidamente destacado, com um breve momento de autocrítica do próprio narrador.

Um dos grandes momentos do episódio com Osmar Santos foi quando lhe perguntaram se o rádio continuava a exercer o papel de informar ou se o veículo estava mais “fraquinho” no que diz respeito à informação. Em uma palavra só, um gênio definiu o estado de coisas: “fraquinho”.

Ainda sobre Osmar, todo o seu exemplo de vida é devidamente exaltado no documentário, mas há um breve espaço falar sobre o próprio rádio. Odinei Edson aparece como uma voz crítica à onda de “rádio com imagem”.

Não deixa de ser curioso ver a Rádio Guaíba e sua logomarca aparecer com tanto destaque em um programa dedicado a Pedro Ernesto, astro da Rádio Gaúcha. Explica-se: José Aldo Pinheiro e Carlos Guimarães, profissionais da concorrente deram seus depoimentos. Zé Aldo deu um depoimento pessoal e Guimarães deu uma aula sobre rádio esportivo (ou futebolístico) gaúcho para não iniciados. O amigo Marcos Garcia aponta um erro de legenda: o nome de Armindo Antonio Ranzolin foi grafado como Antonio Armindo. Falha que deveria ser sanada em uma revisão.

Pedro Ernesto, em dado momento, diz que talvez não fizesse sucesso em praças como Rio de Janeiro e São Paulo. Este radioamante discorda respeitosamente.

Além de falar da extensa carreira de José Carlos Araújo, o Garotinho, o documentário sobre ele tem o mérito de apresentar um contraponto ao tom oficialesco da comemoração dos 100 anos de rádio do Brasil. O depoimento do radialista e professor Marcus Aurélio cita as primeiras transmissões feitas antes do 7 de setembro de 1922, na cidade do Recife.

A série da ESPN traz imagens inesquecíveis, como o encontro de Osmar Santos e Milton Neves ou então o reencontro de Silvério com seus irmãos de leite. Sobre Neves, não deixa de ser inquietante ver como ele está fragilizado, especialmente depois da morte de Lenice, sua esposa. Além disso, a obra faz rir, faz chorar e faz pensar sobre o futuro do rádio.

Uma pena só que o rádio esportivo de Belo Horizonte e de cidades da região Nordeste foram deixados de lado. Há muita história para contar e personagens carismáticos para focalizar.

A série foi criada pelo núcleo de produções especiais da ESPN, com roteiro de Marcelo Gomes e Rafael Valente. 

Silvério para o rádio: “eu te decifrei e você não me devorou”

Rádio Guaíba estreia programa dedicado ao futebol europeu

Por Rodney Brocanelli

A Rádio Guaíba, de Porto Alegre, estreou neste sábado (10) uma nova atração futebolística. Comandada por Paulo Nunes, o Zona do Euro, vai falar sobre futebol europeu. Segundo Cristiano Oliveira, comentarista e coordenador de esportes da emissora, disse que a proposta é levar ao ouvinte curiosidades sobre o futebol do Velho Continente de forma descontraída e informal e agregar conhecimento a quem gosta de futebol internacional.

O Zona do Euro pretende também fugir da fórmula do “tablão”, com a simples divulgação dos jogos e os resultados. “Isso qualquer site faz, qualquer busca rápida no Google te dá”, disse Oliveira em manifestação divulgada logo no início do programa (ouça abaixo).

Outro ingrediente na fórmula para agradar a audiência será jogar luz nos clubes europeus que não são gigantes. “Real Madrid, Barcelona, Milan, esses times todo mundo conhece. Agora, o Braga, de Portugal, por exemplo, a rivalidade dos escoceses Glasgow Rangers e Celic, uma rivalidade que envolve religião e futebol, católicos e protestantes, sabe?”, disse Oliveira.

A proposta é mais que bem-vinda. No entanto, a grade de final de semana da Rádio Guaíba é bem flutuante, devido aos jogos da dupla Grenal. Portanto, quem não conseguir ouvir a exibição original do Zona do Euro, terá uma alternativa no perfil que a emissora no Spotify.

Angelo Afonso vai narrar Inter x Cuiabá na Rádio Bandeirantes/RS

Por Rodney Brocanelli

Nome importante da nova geração de narradores esportivos do Rio Grande do Sul, Angelo Afonso vai comandar neste próximo sábado (10) a transmissão da partida Internacional x Cuiabá, pela Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre. A partida está programada para iniciar às 16h30, horário de Brasília.

Além desse jogo, Angelo deverá narrar outro pela Bandeirantes, ainda a ser divulgado. Ele já integrou a equipe da Rádio Grenal e integrou algumas transmissões pela Rádio ABC, de Novo Hamburgo.

Ele chega para cobrir, ao menos por agora, a saída de Marco Antônio Pereira. O veterano narrador deixou a Bandeirantes depois de duas passagens recentes (ele teve outras no século passado – de 1986 a 1987 e de 1995 a 1996), uma delas que durou de março a outubro de 2018 e a outra, mais duradoura de 2020 até o final de agosto de 2022.

Memória: o dia em que Seu Tuta, da Jovem Pan, falou na Rádio Bandeirantes

Por Rodney Brocanelli

Em março de 2011, Antônio Augusto Amaral de Carvalho, o seu Tuta, concedeu uma entrevista, mas em outra emissora que não a Rádio Jovem Pan. Ele foi o convidado especial do Jornal Gente, da concorrente Rádio Bandeirantes. “O senhor vai ser usado para combater a audiência da sua própria rádio, o senhor concorda?”, perguntou José Paulo de Andrade logo no início da conversa. “Eu concordo porque sexta-feira é um dia fraco para nós”, respondeu Tuta, provocando algumas risadas ouvidas no estúdio em que ocorreu a gravação.

Além do já citado Zé Paulo, participaram da entrevista Salomão Ésper, Joelmir Beting e Rafael Colombo. Ela foi dividida em dois blocos, totalizando pouco mais de meia hora. Para um convidado tão ilustre e em circunstâncias especiais, o tempo poderia ter sido bem maior.

Na pauta, temas como futebol, e o são-paulino Zé Paulo é surpreendido com a revelação de que Tuta torce pelo Santos, muito por causa de Pelé e também devido às cobranças a seu pai, Paulo Machado de Carvalho, por um título paulista perdido pelo São Paulo (é citado o ano 1949, mas nesse ano, o tricolor foi campeão, assim como em 1948; talvez, repetindo talvez, o ano seja 1950, em que o Palmeiras foi campeão e Tuta falou em um tricampeonato).

E por falar em craques, o homem que foi responsável pelos destinos da Pan por muitos anos contou que já jogou ao lado de Leônidas da Silva nos históricos campeonatos internos das Emissoras Unidas (da qual a Jovem Pan fez parte).

Outro assunto foi a questão do off tube nas transmissões esportivas. No ano de 2011, a Jovem Pan tinha por política realmente não mandar profissionais para jogos em locais distantes da capital. No entanto, ela compensava isso de outra forma, contratando um repórter local. “A gente pega o repórter lá, que é mais barato”, afirmou.

Outra pergunta de Zé Paulo foi sobre se houve algum tipo de mágoa de Tuta por ter saído do primeiro projeto de televisão, a Jovem Pan TV, que operou no canal 16 UHF, em grande parte da década de 1990. “Ele (citando o sócio ou um dos sócios naquela empreitada), não sei porquê até hoje, encrencou comigo, não queria, então ele fez de tudo para enterrar a televisão. Ficou uma mágoa da pessoa, mas com certeza a televisão daria certo”, falou.

Houve tempo para histórias de bastidores sobre sociedade entre Paulo Machado de Carvalho e Silvio Santos, na TV Record.

Tuta Carvalho passou a ser o dono da Jovem Pan, após a emissora receber uma sondagem de compra de um emissário do Diário Popular. O valor apresentado na época foi de 12 milhões, que assustou o comprador. Como a TV Record não estava em um bom momento, Tuta decidiu ele mesmo adquirir a rádio e negociou com os irmãos, com sucesso. “Quando saí da tv, eu fui trabalhar numa coisa que é só minha”, falou.

A última pergunta, de Rafael Colombo, foi sobre o futuro do rádio. Naquela época, ainda não era uma realidade o uso da Internet como uma linha auxiliar de transmissão de programas e eventos. Tuta falou que o FM iria substituir o AM, no que ele estava certo, de certa forma. Nos últimos meses, o FM estendido (saiba mais aqui) já é uma realidade e só falta ser popularizado.

No entanto, ele não acreditava no rádio digital, uma solução que já foi pensada para dar uma sobrevida a faixa de amplitude modulada. “o rádio digital que existe hoje não pega, é péssimo. Pro AM. Pro FM, ele funciona(…) Tem 15.000 emissoras nos Estados Unidos. Só 100 fazem rádio digital”, disse.

Tuta deixou o comando da Rádio Jovem Pan, em 2014. Ouça sua entrevista à Rádio Bandeirantes no player abaixo.

Play FM chega a Capão Bonito, no sudoeste paulista

A Play FM segue expandindo sua rede e chega a Capão Bonito (SP) com a afiliada Sudoeste Paulista, que poderá ser sintonizada em FM 90,7 a partir de 7 de setembro. O lançamento será às 12h30, durante o programa Café com Bobagem.

Com programação popular adulta, a emissora reúne o melhor da música nacional e internacional dos anos 80, 90 e 2000 e tem o compromisso de tocar a maior sequência de sucessos, com comunicação descontraída e informação.

A rádio está presente em São Paulo (FM 92.1), Araçatuba (FM 90.1), Porto Alegre (AM 640), Maringá (FM 105.7), Mogi Mirim (AM 610) e no Triângulo Mineiro (FM 99.9).

Entre os destaques da programação estão o humorístico Café com Bobagem, exibido de segunda a sexta das 12h às 14h, e o Replay, apresentado pelo jornalista Zeca Camargo, toda quinta-feira, a partir das 18h.

No ar em São Paulo desde 31 de julho de 2020, a Play FM também pode ser ouvida no aplicativo BandPlay para smartphones. 

Há 40 anos, o Show de Rádio, de Estevam Sangirardi, estreava na Rádio Bandeirantes

Por Rodney Brocanelli

Ninguém lembrou (e quase que este blog deixa passar em branco – antes tarde que nunca), mas no último dia 1º de agosto completou-se 40 anos de um marco histórico do rádio: a estreia do Show de Rádio, genial criação de Estevam Sangirardi na Rádio Bandeirantes.

O livro “Um Show de Rádio – a vida de Estevam Sangirardi”, de Carlos Couraúcci, conta que a relação de Sangirardi com a Rádio Jovem Pan, onde o Show de Rádio nasceu em 1969, já estava desgastada. A obra, infelizmente não traz muitos detalhes sobre os problemas do comunicador com a Pan e bastidores de negociações com a nova casa. O texto se perde em longas contextualizações e divagações do autor.

Além do mais, o livro traz um erro grave de informação. A data de estreia do Show de Rádio na Bandeirantes não foi em 1º de setembro como está registrado. O primeiro programa dessa nova fase foi ao ar um mês antes, em 1º de agosto de 1982, depois de um clássico entre Corinthians x Palmeiras, cuja vitória foi corintiana pelo placar de 5 a 1, com direito a “hat-trick” de Casagrande.

O que dá para saber da leitura é que Sangirardi deixou a Pan “contrariado e muito triste”. Segundo a obra, na Bandeirantes, a interpretação para seus personagens clássicos mudara: “Didu Morumbi mais triste e desanimado, um Joca sem inspiração e fora de ritmo e uma Noninha muito aquém de suas possibilidades”. As conjunturas da época (perda da Copa de 1982 e a crise econômica) mexeram muito com ele, segundo o autor do livro. “O ‘Show de Rádio já não era mais o mesmo”, escreveu.

Logo na estreia, uma frase do radialista, ao saudar os novos ouvintes, chama a atenção: “talvez não seja tempo de graça”.

Além do tradicional espaço radiofônico, o Show de Rádio foi parar na tevê, no ano seguinte. Os personagens do programa foram transformados em bonecos para, com isso, serem inseridos nas transmissões do campeonato paulista. Eles interagiam com os narradores da época: Edgard Melo Filho e Alexandre Santos. Uma pena que o livro não traz maiores detalhes deste processo. Conforme Couraúcci, “a tentativa até que surpreendeu, mas com o passar do tempo, foi caindo no marasmo”.

Uma pena que não existam registros mais precisos de quanto tempo durou a passagem de Sangirardi e seu Show de Rádio pela Bandeirantes. O livro, infelizmente, não traz essa informação. Só diz que em 1987, quando ele foi agraciado com a Medalha Anchieta, da Câmara dos Vereadores de São Paulo, o programa já não estava mais no ar pela emissora.

Depois dessa passagem pela Bandeirantes, o Show de Rádio ficou um bom tempo fora do ar. Retornou de forma breve na Rádio Gazeta, em 1992. Estevam Sangirardi morreu no dia 27 de setembro de 1994.

Ouça abaixo os primeiros instantes da estreia do Show de Rádio na Bandeirantes, em 1982.

Daniel Scola retorna à redação integrada do Grupo RBS

Após mais de um ano afastado das funções no Grupo RBS, o jornalista Daniel Scola retornou para a redação integrada de GZH e Zero Hora na manhã desta terça-feira (6). O comunicador foi recebido pelos colegas com uma salva de palmas, balões escritos “Decola Scola” e salgadinhos para comemorar o momento. Scola foi liberado pelos médicos para um retorno gradual na produção dos textos. 

Na última sexta-feira (26), o jornalista retomou sua coluna com o texto intitulado “Um novo começo em uma nova coluna”, onde fez uma breve recapitulação do período em que esteve afastado para o tratamento de um câncer. À frente da coluna, Scola irá abastecer os conteúdos duas vezes por semana, levando um olhar pessoal às pautas do cotidiano político, social e econômico.  

Por ora, Scola não irá reassumir o microfone da Gaúcha. Em razão do seu afastamento desde 2021 por conta de seu tratamento de saúde, Andressa Xavier comanda interinamente o Atualidade – programa da rádio que vai ao ar de segunda a sexta-feira –, ao lado de Rosane de Oliveira e Giane Guerra.  

O Grupo RBS deseja a Scola um bom retorno e rápida e efetiva recuperação para a retomada das demais atividades.  

Morre Roberto Carmona

Por Rodney Brocanelli

Morreu na madrugada deste domingo (04) o repórter esportivo Roberto Carmona. Conforme informações de familiares, ele estava internado em um hospital de São Paulo após apresentar um quadro infeccioso logo após uma cirurgia de coluna. O velório será amanhã (05), das 8:00 às 10:00 horas e o sepultamento às 10:00 no cemitério do Araçá. Tinha 86 anos.

Carmona começou sua carreira profissional em São Paulo exatamente no dia 31 de outubro de 1963, na Rádio Record, em um Palmeiras x Guarani, jogo diurno disputado no, Pacaembu, a convite de Joseval Peixoto, que havia deixado a Rádio Bandeirantes, ao lado de outros companheiros, como Darcy Reis, Orlando Duatre e Braga Júnior. Como Luiz Augusto Maltoni, então repórter da Bandeirantes, não pode se transferir, Peixoto, que já conhecia Carmona da cidade de Arapongas, fez o convite.

Na quinta seguinte, uma nova transmissão, desta vez de São Paulo x Comercial, e Carmona foi chamado novamente para atuar na reportagem. Depois, ofereceram um contrato de experiência de 90 dias. Ali começava uma trajetória de rádio que durou 58 anos ininterruptos.

Trabalhou nas rádios  Jovem Pan, Gazeta, Bandeirantes. Esteve na antiga Rádio Nacional, de São Paulo, e nela permaneceu durante a sua transição para Rádio Globo, marcando época na equipe de Osmar Santos, a partir da segunda metade da década de 1970. Desde 1995, passou a trabalhar na equipe esportiva de Éder Luiz, que passou pela Capital AM, Band FM e desde o ano 2000, na Transamérica FM.

Devido a uma irritação de pele, o radialista sempre trabalhou nos estádios usando bermuda. Para isso, teve de conseguir uma autorização especial das associações dos cronistas esportivos, que ao lado das federações e confederações não permitem o uso do traje para profissionais de imprensa.

Em uma entrevista ao programa Radioamantes no Ar, Carmona falou de dois feitos jornalísticos. Um deles, uma entrevista importante com Pelé, feita na casa dele, ao lado da então esposa Rose Arantes do Nascimento, em que um dos temas foi o racismo. O outro foi praticamente antecipar o resultado de uma eleição para presidente do Corinthians, em 1984, conversando com os conselheiros do clube e perguntando em quem iriam votar.

Adilson Monteiro Alves e Vicente Matheus eram os candidatos. Havia uma simpatia por parte da Rádio Globo, de Osmar Santos, para com o primeiro. Com a sua intuição de repórter, Carmona chamou Osmar para um almoço e disse que a tendência do eleitorado pendia para o segundo. Diante da incredulidade do chefe, o repórter se prontificou a fazer a pesquisa eleitoral e, com isso, conseguiu confirmar o que sabia.

No dia da eleição, a Globo mandou quatro repórteres para a cobertura da eleição corintiana. No principal programa de esportes da emissora, o Globo Esportivo, Carmona deu a manchete: “A eleição do Corinthians já está decida. Vicente Matheus será o próximo presidente com uma vantagem de 3 por 1”. Claro que a informação não agradou a chapa adversária. Alguns familiares do candidato foram tirar satisfações com Carmona e a coisa só não evoluiu para a pancadaria, graças a intervenção de José Eduardo Savóia, então repórter do Jornal da Tarde, que pediu para o fotógrafo da publicação ficar de prontidão afim de registrar possíveis cenas de pugilato.

Em 2021, sua trajetória profissional foi contada no livro “O Senhor do Rádio: A Fantástica História de Roberto Carmona, o Repórter que Viveu os Anos Dourados”, do autor Cristiano Silva.

Ouça abaixo uma entrevista de Carmona ao programa Radioamantes no Ar, realizada em 2014, pouco depois dele completar 50 anos de carreira. Ele deu um show a respeito de temas relacionados ao rádio esportivo.

Gaúcha Serra celebra 10 anos de história

A rádio Gaúcha Serra completa 10 anos de história neste sábado (3). Carregando diariamente o nome da região na frequência 102.7 FM, a emissora tem sido a voz da Serra Gaúcha no Estado desde a sua fundação em 3 de setembro de 2012.  

– Há 10 anos temos a honra de ampliar a voz da Serra, não só para toda a região, mas para todo o Rio Grande do Sul, levando o que é notícia e os feitos desta terra e da nossa gente, que tanto nos orgulham. Estamos sempre de ouvidos abertos e nos transformando para sermos cada vez mais a voz dessa comunidade, que nos faz companhia e nos ajuda a construir essa bela história – comemora a gerente de jornalismo da RBS na Serra, Andreia Fontana. 

Diretamente de seus dois estúdios em Caxias do Sul, a Gaúcha Serra conta com atrações locais na grade de programação. O ouvinte pode se manter informado sobre os principais acontecimentos do dia na região de segunda a sábado, com o Gaúcha Hoje, das 6h30min às 8h, e com o Chamada Geral 1ª Edição, das 11h às 12h. Já o Show dos Esportes é transmitido de segunda a sexta-feira, das 20h às 22h, trazendo os destaques do dia a dia da dupla Ca-Ju e de outros esportes da região. 

A programação completa pode ser encontrada na frequência 102.7 FM ou no aplicativo e site de GZH

Papo de Música agora está na Nova Brasil FM e recebe Martinho da Vila

No próximo domingo (4) as entrevistas do canal Papo de Música passam a ser veiculadas também na Nova Brasil FM. A emissora abriu espaço aos domingos, sempre a partir das 07h, para que as entrevistas conduzidas por Fabiane Pereira, que já fazem sucesso na Internet, sejam veiculadas também no rádio.

“É a primeira vez que a rede de rádios Nova Brasil FM aceita veicular um produto no formato crossmedia, em parceria com um canal de YouTube independente. Isso é inédito e abre um precedente para outros criadores de conteúdo apresentarem seus projetos na maior rede de rádios do país”, diz Fabi, como é conhecida.

Para a estreia, Fabi tem um convidado muito especial: Martinho da Vila. A primeira veiculação vai ao ar em toda a rede de rádios Nova Brasil FM no dia 4 de setembro, às 7h. O registro áudio visual desta entrevista entrará, com exclusividade, no canal Papo de Música, na terça, dia 6, ao meio dia.

“Martinho da Vila é o artista da estreia por sua extensa obra dedicada à música, por sua imensa contribuição ao samba, por sua verve literária, pela alegria de ver um artista de 84 anos em cima dos palcos e pela sua contribuição de entendimento da música afro-brasileira”, diz a apresentadora. Partido alto, samba enredo, técnica de composição, planos futuros e lembranças foram tópicos da entrevista de Fabi com Martinho. 

“Neste ano, todas as entrevistas serão com artistas pretos. Esta temporada é em homenagem a Letieres Leite, músico e maestro, criador da maravilhosa Orquestra Rumpilezz, que nos deixou no ano passado, vítima de Covid. Letieres dizia que ‘toda música brasileira é afro-brasileira’ e foi a partir dessa frase que idealizei essa temporada de entrevistas do canal”, afirmou Fabi.

Jorge Aragão, Djavan, Xênia França, Luedji Luna, Liniker, Leci Brandão, Alaíde Costa, Sandra de Sá, Chico Brown, Russo Passapusso e Teresa Cristina são alguns dos artistas que estarão presentes nesta temporada.

As entrevistas vão ao ar todo domingo, às 7h, na rede Nova Brasil FM. Já às segundas, as entrevistas inéditas e sem edição ganham as plataformas de streaming de áudio no formato podcast no perfis da Nova Brasil FM e às terças, meio dia, um registro audiovisual da conversa entra com exclusividade no canal Papo de Música.

Acompanhe o canal Papo de Música aqui:
Instagram: www.instagram.com/canalpapodemusica 
Instagram: www.instagram.com/afabianepereira 

CBF libera até dois repórteres por cada emissora de rádio nos campos de futebol

Por Rodney Brocanelli

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) publicou no último dia 31 de agosto uma nova resolução dentro do seu pacote de diretrizes técnicas operacionais que vai favorecer os repórteres de rádio. A partir de agora, cada emissora poderá colocar dois profissionais em campo. Com isso, o limite sobe para 24 repórteres liberados. Até então, apenas 1 repórter por emissora poderia ficar atrás dos gols, totalizando um limite de 12.

Conforme a nova regra, os repórteres poderão ficar atrás das placas de publicidade, mas não poderão ir até as laterais e o centro do gramado. A CBF deixa claro que os pedidos serão atendidos até o esgotamento do número total de permissões.

Essa medida da CBF atende a uma solicitação da Associação de Cronistas Esportivos do Brasil (ACEB). No último dia 30 de agosto, dirigentes da entidade de cronistas foram recebidos por Rodrigo Paiva, diretor de comunicação da CBF. No encontro, essa e outras solicitações foram colocadas em pauta, especialmente no que diz respeito ao credenciamento e protocolo de imprensa.

Participaram do encontro o presidente Erick Castelhero, o vice-presidente Rogério Amaral, o diretor de credenciamento Greyson Assunção e o diretor financeiro Eraldo Leite, que formaram a comitiva da ACEB recebida por Rodrigo Paiva e Sérgio Rangel, representando a CBF.

“É um sinal de que a CBF está atenta às melhorias necessárias para o trabalho dos jornalistas. Agradecemos ao presidente Ednaldo Rodrigues e ao diretor de comunicação Rodrigo Paiva pela decisão rápida à nossa principal solicitação, e ficamos na expectativa para que os outros pedidos também sejam atendidos”, disse Erick Castelhero, presidente da ACEB.

Saiba mais sobre as demandas da ACEB clicando no link abaixo, publicado pela Aceesp:

Dirigentes da ACEB em encontro na CBF com Rodrigo Paiva e Sergio Rangel