A Rádio Globo vai deixar o dial de São Paulo. Atualmente, sua programação é veiculada nos 94,1Mhz, uma frequência arrendada. Em comunicado interno divulgado na manhã de hoje, o qual o Radiomantes também teve acesso, a emissora informa que vai encerrar a operação paulistana no próximo dia 31 de maio, fechando assim o ciclo de desmobilização do projeto de rede para todo o Brasil.
Segundo o comunicado, a partir de 1º de junho, “a Rádio Globo passa a reproduzir totalmente o comportamento dos jovens do Rio na frequência 98,1 FM”. Essa medida se deve ao que se considera “crescimento expressivo de audiência não só na capital, como na Baixada Fluminense e na região Metropolitana”.
“Para seguir avançando, a Rádio Globo entende que é fundamental fortalecer a sua grade local e apoiar a vibração da cultura carioca para a evolução do atual modelo de negócios”, diz outro trecho do comunicado.
O futebol seguirá presente na Rádio Globo, do Rio de Janeiro. Não se sabe ainda qual será o destino da equipe de São Paulo, comandada por Oscar Ulisses.
Dessa forma, a marca Globo deixa o rádio de São Paulo após aproximadamente 43 anos. Ela começou a ser usada, em 1977, em um processo gradativo de substituição do nome Nacional, que operava nos 1100Khz. A partir de 1979, ficou apenas com o nome Globo. Ela alcançou a liderança no AM na Grande São Paulo nos anos 1980, com comunicadores do porte de Eli Corrêa, Altieris Barbieiro, Franco Carlos, entre outros. A equipe esportiva era comandada por Osmar Santos.
Após algumas mudanças de percurso no início do século XXI, a Globo partiu para um lance mais arrojado quando arrendou o canal dos 94,1Mhz, na Grande São Paulo, de propriedade de parte da família Abreu. A nova programação, com foco no entretenimento e no jornalismo, em detrimento do segmento popular, foi lançada em 2017.
Dois anos depois, uma nova reformulação, com a grade de programação passando a ser apenas musical, com a permanência das transmissões esportivas.
Não se sabe também qual será o futuro dos 94,1Mhz, que já abrigou o projeto da Bradesco Esportes FM, tocado pelo Grupo Bandeirantes, e da Oi FM.
Oswaldo Sargentelli, mulatólogo, como ele próprio se autodefinia, continua vivo no rádio AM da Grande São Paulo. Talvez como uma homenagem, sua voz ainda pode ser ouvida, de forma gravada na abertura do programa É Hora de Esporte, da Rádio Trianon AM, apresentado por Lucas Neto.
A voz de Sargentelli entra sempre por intermédio de uma vinheta (que deve ser bem antiga), sempre depois de uma breve saudação de Lucas Neto aos ouvintes, ficha técnica do programa e canais de veiculação.
Pouca gente talvez saiba, mas Sargentelli começou sua carreira no rádio, iniciada no final da década de 1940. Após tentar ser cantor e ator, logo ele conseguiu uma vaga na Rádio Clube do Brasil. Depois, transferiu-se para a Rádio Mauá, apresentando o programa Viva Meu Samba. Esteve também nas rádios Guanabara e Nacional, esta última, atuando como locutor esportivo. Em São Paulo, trabalhou na Rádio Jovem Pan, participando do Jornal da Manhã.
Depois do golpe militar de 1964, com restrições para trabalhar tanto em rádio como em televisão, Sargentelli decidiu se reinventar, passando a ser produtor de shows, unido samba e a dança das mulatas. Adele Fátima e Solange Couto foram as mais famosas.
Solange Couto virou atriz e um de seus personagens mais conhecidos foi a Dona Jura, da novela O Clone. Seu bar ganhou importância no enredo e passou a receber diversas personalidades que contracenavam com ela. Pelé e Ronaldinho Gaúcho foram algumas delas. Houve a ideia de se chamar Sargentelli para uma participação. No meio da gravação, talvez pela emoção do momento, ele passou mal e foi levado a um hospital. Morreria dois dias depois, em 13 de abril de 2002. No entanto, graças a Lucas Neto, sua voz segue viva nas ondas do rádio.
O É Hora de Esporte sempre vai ao ar a partir das 07h30, de segunda a sexta. Em alguns dias, o programa começa alguns minutos mais cedo.
Ouça abaixo a voz de Sargentelli no programa de Lucas Netto em gravação feita pelo Radioamantes neste dia 12.
Em declarações públicas que deu após o anúncio da rescisão de seu contrato com a Rádio Bandeirantes, o narrador José Silvério tem deixado claro que ele não volta mais a narrar. Ao Na Geral, da Kiss, disse: “Eu acho que encerrou minha carreira, acabou” (veja aqui). Por sua vez, em entrevista concedida ao Domingão Show de Bola, da Rádio Mundial , de Pirassununga (SP), Silvério demonstrou mais certeza: “decisão está tomada e deve prevalecer” (veja aqui).
Caso Silvério não volte mais a narrar, a última transmissão que ele comandou na Rádio Bandeirantes não foi à altura de sua gloriosa carreira, de quase 57 anos. Como bem lembra o camarada e jornalista Gabriel Araújo, sua despedida das narrações aconteceu no último dia 15 de março, na partida Corinthians x Ituano.
Válido pela 10ª rodada do campeonato paulista, esse jogo foi um dos últimos a serem disputados antes da paralisação das atividades futebolísticas devido à pandemia do Covid-19, mais conhecido como Coronavírus. Além disso, a partida foi disputada sem a presença de público e de grande parte da imprensa. Apenas os detentores de direitos tiveram acesso à Arena Corinthians, palco da partida (saiba mais aqui).
Não só a Bandeirantes, mas todas as rádios que fazem futebol nas rádios da Grande São Paulo tiveram de transmitir Corinthians x Ituano (e outros jogos daquela rodada) diretamente dos estúdios.
Era tudo o que José Silvério não precisava para se despedir do rádio esportivo.
A partida entre Corinthians x Ituano terminou empatada pelo placar de 1 a 1. Os visitantes abriram o placar com um gol de Breno Lopes. O Corinthians empatou com Luan. Tudo isso aconteceu ainda na primeira etapa de jogo. Caso não ocorra mudança de planos, o gol do atleta corintiano foi o último narrado por José Silvério antes da aposentadoria forçada
Neste final de semana, a Rádio Guaíba colocou no ar mais dois jogos históricos de seu arquivo, desta vez, envolvendo a seleção brasileira de futebol. No sábado (9), a emissora rodou a gravação de Brasil x Zaire, partida válida pela Copa do Mundo de 1974, na Alemanha, com narração de Armindo Antonio Ranzolin, Neste domingo (10), foi veiculada a reprise de Brasil x Tchecoslováquia, estreia das duas seleções na Copa de 1970, no México. É desse segundo jogo, que o Radioamantes vai destacar algumas curiosidades.
Primeiro que a transmissão partida disputada no Estádio Jalisco, em Guadalajara foi transmitida em pool. Diferente do que ocorreu na Copa seguinte, quando cobriu aquela competição sozinha, a Guaíba se uniu à extinta Rádio Continental para a transmissão dos jogos daquela competição. Profissionais das duas emissoras se dividiram para irradiar emoção aos rádios tanto de Porto Alegre, como do Rio de Janeiro.
Pela Guaíba, estiveram transmitiram os jogos Pedro Carneiro Pereira (narrador), Ruy Carlos Ostermann (comentarista) e João Carlos Belmonte (repórter). Pela Continental, Clóvis Filho (narrador), Carlos Marcondes (comentarista) e Luís Fernando (repórter). Cada narrador comandava a transmissão em um tempo da partida. Os outros profissionais participavam juntos e intervinham sempre que necessário.
Pedro Carneiro Pereira narrou a primeira etapa de Brasil x Tchecoslováquia. E justamente aqui que temos as curiosidades mais saborosas. Como se sabe, a transmissão da Copa do México foi dividida em diversos pools (entenda mais aqui). Um deles, o de São Paulo, que envolveu as rádios Jovem Pan, Bandeirantes e Nacional (hoje Globo) enfrentou dificuldades técnicas logo de cara. A saída para essas emissoras foi usar o áudio da Guaíba-Continental, que chegava sem problemas ao Brasil. Com isso a transmissão de Pedro Carneiro, um dos maiores narradores do Rio Grande do Sul, foi ouvida pelos paulistanos. Em vários trechos de sua narração, ele informa os problemas técnicos vividos pelos paulistanos e anuncia o nome das rádios.
O pool de São Paulo só conseguiu entrar no ar aos 8 minutos do segundo tempo, com Joseval Peixoto, representando a Jovem Pan, saudando os ouvintes e passando o comando para Fiori Giglotti, da Bandeirantes. “Ninguém pode imaginar o drama e o sacrifício que vivemos, que experimentamos até agora para que nosso som chegasse ao Brasil”, disse o locutor da torcida brasileira. Fiori e Joseval fatiaram a transmissão do que restou daquele segundo tempo (ouça aqui o áudio disponibilizado pelo jornalista Thiago Uberreich).
A transmissão do pool Guaíba-Continental seguiu normal para as duas rádios, com Clóvis Filho assumindo a narração. Aliás, essa reprise veiculada pela rádio porto-alegrense serviu também para resgatar um a memória da Continental, que operava nos 1030Khz no Rio de Janeiro e era uma das grandes audiências locais durante o futebol.
Pedro Carneiro Pereira foi diretor do departamento de esportes da Rádio Guaíba. Além disso, sua outra paixão era pela pilotagem. Ele morreu em 1973, aos 35 anos, em um acidente durante a 4ª etapa do campeonato gaúcho de carros turismo, no autódromo de Tarumã, em Porto Alegre.
Ouça no link abaixo a íntegra de Brasil x Tchecoslováquia.
Um dos destaques da blogosfera nacional, Paulo Cezar de Andrade Prado, dono do Blog do Paulinho, agora está no rádio. Desde o dia 2 de maio, ele está comandando o programa Inacreditável, na Rádio Vibe Mundial 95,7Mhz, sintonizável na Grande São Paulo. A atração é veiculada todos os sábados, a partir das 16h, sempre com uma hora de duração. Sua proposta é falar de esportes e dos principais assuntos da semana, também com a presença de entrevistados. Além de Paulinho, estarão no programa Fernando Pereira e Marcelo Santos. O historiador José Renato Santiago participa com uma coluna destacando fatos do futebol.
Paulinho é conhecido pela sua atuação na internet, publicando informações exclusivas que em 99,9% não agradam aos nomes que transitam nos bastidores e na linha de frente do futebol nacional e até internacional. Sua trajetória é relativamente conhecida: ele era um Motoboy que decidiu trocar a ocupação pelo jornalismo. Sua independência fez com que conquistasse muitos inimigos ao longo dos anos.
Veja abaixo a íntegra da segunda edição do programa, que foi veiculada no último sábado (09).
Mesmo não atuando mais profissionalmente no veículo, José Silvério segue concedendo entrevistas à programas de rádio. No domingo passado (03) ele falou por aproximadamente 50 minutos ao programa Domingão Show de Bola, da Rádio Mundial , de Pirassununga (SP), apresentado por Alessandro Marangoni e Márcio Chiamente. Durante o papo, Silvério voltou a declarar que colocou um ponto final sem sua carreira de narrador esportivo, após aproximadamente 57 anos de trajetória. “É uma decisão que teve de ser tomada um pouco forçada devido às circunstâncias. Eu achei que já era hora de pensar nesse assunto em comum acordo e por enquanto é o que está prevalecendo”, afirmou.
Silvério afirmou que ninguém da atual diretoria da Bandeirantes o procurou para tratar de sua saída. “Só mandaram o chefe do RH, que veio falar do acordo”, disse. O narrador informou que companheiros de verdade mandaram mensagens a ele após o anúncio de sua saída. “Outros nem tiveram a dignidade de ligar para perguntar se eu queria um copo d’água”, falou.
Sobre essa questão dos últimos dias de relacionamento com a Bandeirantes, ele disse que “nessa minha saída tem algumas coisas no meio que são absolutamente desagradáveis, mas é um problema meu, não vou sair chorando, falando nada pra ninguém. A mesma empresa que me contratou, tem o direito de me dispensar”.
Ainda segundo Silvério, a cláusula do contrato recente assinado entre ele e a empresa foi cumprido. Se ele tomasse a decisão de sair, teria de pagar um valor correspondente a seis meses de contrato. Caso a Bandeirantes tomasse a atitude, ela faria o pagamento correspondente a este período. É o que está valendo.
Todo esse tempo após o acerto serviu para que ele pensasse em sua carreira. “Vou fazer 75 anos, já, já. Tenho três filhos que não dependem de mim”, disse. Após conversas com sua atual esposa, o locutor decidiu que era a hora de parar. “Eu tenho minha vida mais ou menos encaminhada, se bem que num país como nosso, nunca pode dizer que a vida está encaminhada porque você aqui está sujeito a tomar uma trombada ali na esquina e acontecer coisas desagradáveis”.
Talvez pensando nessa possibilidade, em outro trecho da entrevista, Silvério tenha dito que a vida tem suas curvas e que ele até possa voltar. “Mas em princípio a decisão está tomada e deve prevalecer”, afirmou.
O narrador ainda respondeu perguntas sobre outros aspectos de sua longeva carreira, como o fato de narrar sangrando a final da Copa de 1978, na Argentina e do dia em que teve de transmitir um jogo no nível do campo. Foi em 1979, no Beira Rio, em Porto Alegre, na final do campeonato brasileiro que reuniu Internacional e Vasco. Em meio à transmissão, ele acabou “entrevistando” um cachorro, um Pastor Alemão da Brigada Militar.
Claro que não poderiam faltar perguntas sobre gols que narrou. Foi lembrado o de Alex, para o Palmeiras, em uma partida contra o São Paulo válida pelo Torneio Rio São Paulo do ano 2000. “Foi uma loucura”, disse Silvério que na ocasião descrevia um lance como golaço mesmo antes de seu fim. O meia do Palmeiras deu duas chapeladas dentro da área antes de finalizar. Afirmou ainda que arriscava muito, ousava muito em suas irradiações.
Silvério ainda respondeu a questionamentos de colegas com quem dividiu o microfone. Freddy Junior, ex-Pan, que atua como repórter nas transmissões como repórter na Mundial, colocou na mesa o tema das transmissões off-tube, aquelas em que o narrador está no estúdio e não no estádio. “Hoje está todo mundo falando que o rádio acabou. Uma das razões é que o cara vai no estádio leva o radinho e vê que você não está”, disse. Além disso, ele chamou a atenção para o fato de que, como por questões técnicas, o áudio da narração chega até depois do lance, devido ao narrador acompanhar os lances na tela da televisão.
Por sua vez, Alexandre Praetzel, que também vem atuando na mesma emissora, preferiu questionar sobre a atual qualidade dos repórteres esportivos que, segundo ele, não fazem boas descrições dos lances e não encaixam boas perguntas. José Silvério fez um elogio aos bons repórteres com quem trabalhou (Wanderley Nogueira, Leandro Quessada e o próprio Praetezel) e criticou alguns profissionais que gritam ao microfone. Em seguida, disse: “os clubes dificultam muito o seu trabalho, os jogadores dificultam as suas entrevistas. Se você não for puxa-saco, você não consegue entrevista mais. Você hoje não pode ter independência, que os profissionais do meu tempo tinham. Se você fizer perguntas corretas e se você falar algumas coisas que tem vontade de falar, nunca mais os personagens vão dar entrevista para você”.
O time de profissionais do portal SPRIO MAIS esteve envolvido na criação da BeePop, uma rádio online que foi criada a partir da iniciativa do publicitário Erh Ray, para oferecer música e conteúdo diferenciado aos profissionais da comunicação em geral, especialmente aos colaboradores que atuam na agência paulistana liderada por ele, a BETC, durante a quarentena.
Maurício Guisard, fundador e diretor da Rádio SP Rio, atualmente portal SP RIO MAIS, os radialistas Cristian Santana e Walter Vieira da equipe SP Rio, a jornalista Mirella Bergamo ex Rede Vanguarda, e os jornalistas especializados no trade publicitário Marcello Queiroz e Claudia Penteado, integram a equipe da BeePop. São 24 horas de programação exclusiva com música, notícias, editoriais com dicas para o home office e entrevistas de peso com profissionais envolvidos com a cultura, entretenimento e o mercado publicitário.
Desde que entrou no ar, há poucas semanas, a BeePop já recebeu em sua programação nomes como Washington Olivetto, Astrid Fontenelle, Taís Araújo, José Vitor Oliva e Nizan Guanaes.
“Me sinto honrado pela oportunidade de contribuir com um projeto tão inovador, voltado ao mercado da comunicação, um segmento que tem se reinventado no combate ao coronavírus. Além disso, o Erh Ray é um publicitário talentosíssimo, pelo qual tenho muito respeito e admiração”, disse Maurício Guisard, que para a criação da BeePop, disponibilizou toda a sua expertise de 12 anos trabalhando no desenvolvimento de rádios customizadas.
Em vídeo postado em seu perfil no Facebook, o radialista Rony Magrini aunciou sua saída da Massa FM. Ele comandava três atrações na emissora desde sua estreia em São Paulo, ocorrida em setembro de 2019: Bom Dia Massa, Microfone Aberto e Manhã da Massa. “Devido ao que tá acontecendo com o mercado parado, publicidade ruim, eu em casa, isolamento social, a Massa FM resolveu rescindir o contrato que a gente tinha”, disse.
Rony promete novidades para próxima semana: “Logo, logo estarei falando no seu rádio”, afirmou.
Morreu nesta quinta (07), a atriz a radialista Daisy Lúcidi, infelizmente mais uma vítima do Covid-19, mais conhecida como Coronavírus. Desde o dia 25 de abril, ela estava internada no CTI do Hospital São Lucas. Daisy tinha 90 anos, completados em agosto de 2019.
No rádio, seu nome esteve ligado à Rádio Nacional, do Rio de Janeiro. Foi radioatriz e apresentadora de programas tanto de auditório, como de estúdio. Em 1971, ela teve uma atração solo na grade de programação chamado “Alô Daisy”. Ela ficou na Nacional, até 2018, quando aderiu ao Programa de Demissão Voluntária da Empresa Brasileira de Comunicação, que controla a emissora. O site da Agência Brasil, que também está sob o guarda-chuva da EBC, fez um bom apanhado de sua carreira no rádio (clique aqui).
Em televisão, atuou em diversas novelas da Rede Globo, entre as quais, podem ser destacadas Bravo!, O Casarão, Babilônia, Paraíso Tropical, Passione, Geração Brasil e do seriado Tapas e Beijos.
Daisy Lúcidi foi casada com Luiz Mendes, nome histórico da crônica esportiva brasileira.
A EBC divulgou uma nota de pesar: “A Direção da EBC e todos os nossos profissionais se solidarizam e transmitem seus mais sinceros sentimentos aos familiares neste momento de perda e dor.” Na nota, a empresa destaca o papel de Daisy Lúcidi para a comunicação brasileira, assim como a “duradoura e brilhante trajetória da apresentadora na Rádio Nacional”.
Veja abaixo um depoimento de Daisy sobre o aperto vivido pelos antigos funcionários da Rádio Nacional durante a ditadura militar.
Veja também um vídeo gravado pelo jornalista Sergio Du Bocage quando Daisy comemorou 66 anos de trabalho na Rádio Nacional.
O Radioamantes estreia sua coluna de notas (mais ou menos) curtas. Ela não terá periodicidade definida. Será publicada sempre que houver necessidade. O nome Frequência Balançada foi tirado de um antigo programa apresentado pelo genial Antonio Carvalho na Rádio Bandeirantes. A leitura começa depois da primeira estrela.
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Ontem publicamos aqui no blog uma nota dando conta de que o jornal O Globo publicou um anúncio de meia página da Super Rádio Tupi (clique neste link para ver). Algo que seria impensável em outras épocas, devido à concorrência entre o Grupo Globo e os Diários Associados. Amigos do Rio de Janeiro informam que a peça publicitária foi publicada também no diário Extra (irmão popular de O Globo), além do Meia Hora e do Dia. Aliás, a Tupi e a empresa que edita estes dois últimos periódicos têm um bom relacionamento, que permite a divulgação mútua dos veículos.
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Ainda no Rio de Janeiro, a torcida é por Daisy Lúcidi e Roberto Canázio, ambos internados em hospitais da cidade devido ao Covid-19, mais conhecido por Coronavírus. Sobre Canázio, as informações são desencontradas. Não se sabe se o seu quadro é grave ou não. Por sua vez, o estado de Daisy é grave, e ela se encontra estável segundo as últimas informações. André Gasparetty, que teve passagens por emissoras como FM O Dia, 94 FM, Beat 98 e a RPC FM, está aguardando vaga na unidade municipal de saúde na Ilha do Governador. Suspeita-se de que ele tenha Covid-19. Um outro grande nome do rádio, com passagem por uma extinta rede de televisão também estaria com esse vírus. Seu nome será preservado. Enquanto isso, colegas choram as perdas de Guilherme Alves, funcionário antigo da Rádio Globo, e Márcio Garçone, repórter do Fala Baixada, da CNT, com passagem pelas rádios Gospel FM e Melodia FM, vítimas desta mesma doença, segundo informações de portais da internet.
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Um outro efeito colateral (se é dá para definir assim) do Coronavírus já é percebido no rádio. O fechamento do comércio devido à quarentena faz com que muitos estabelecimentos deixem de anunciar em rádio, especialmente nas emissoras do interior e de algumas capitais. Com isso, várias emissoras se veem obrigadas a cortar pessoal. Nesta semana, as rádios Guaíba e Grenal, de Porto Alegre, tiveram de demitir funcionários. O Grupo RBS também fez vários cortes em suas unidades de negócios (ou empresas, como queiram) e a Gaúcha não escapou. Ainda sobre a Grenal, existe um enorme burburinho dando conta de um futuro incerto para a emissora. Entretanto, alguns de seus comunicadores se manifestaram no ar para tranquilizar os ouvintes. A acompanhar.
Sinal dos tempos. A edição desta terça-feira de O Globo traz um anúncio comercial de meia página da Super Rádio Tupi. Para quem tem a edição impressa ou mesmo o pdf, basta procurar na página 16, editoria especial Coronavírus. Em um passado já distante, algo do tipo seria inimaginável, dada a ferrenha concorrência dos dois grupos (os Diários Associados, representando a Tupi e o Grupo Globo, que ainda tem a Rádio Globo em sua árvore empresarial). Veja abaixo a reprodução.
A Rádio Estação Web, de Porto Alegre, segue seu resgate de radionovelas com a estreia de “Sublime Redenção”, ocorrida nesta segunda (04). A autoria é de Raymundo Lopes e a obra foi gravada pelo elenco radioteatral de Claudio Monteiro. A trama foi levada ao ar pela primeira vez em 1957, pela extinta Rádio Mayrink Veiga, e teve sua adaptação para a telinha em 1966, na extinta TV Excelsior, com o título de “Redenção”, tornando-se a novela mais longa da televisão brasileira com 596 capítulos, cerca de dois anos no ar.
O enredo se passa em Salto Azul, um lugar esquecido em pleno interior de uma cidade grande. Com a morte do único médico do lugarejo, o prefeito Juvenal tem a difícil missão de encontrar um profissional e tentar convencê-lo a morar naquele fim de mundo. É aí que chega a Salto Azul um homem muito estranho, chamado Fernando. Com o passar do tempo, os moradores descobrem que Fernando é médico e tentam convencê-lo a fixar residência em Salto Azul. Mas qual seria a verdadeira identidade de Fernando? Que mistério ele esconde? Perguntas que permeiam essa série de 40 capítulos, com Ayrton Duarte, Rosa Fraga, Carlos La Vida, Eliane Mancuso, Ivo Fraga e grande elenco. A sonoplastia foi de José Carlos de Oliveira, com contra-regra de Renoá Vartuí.
A radionovela “Sublime Redenção” vai ao ar de segunda a sexta às 18h15 em www.radioestacaoweb.com, pelos aplicativos TuneIn e RadiosNet para todas as plataformas ou pelo aplicativo próprio da emissora, disponível para plataformas Android. Também estará disponível em formato podcast no site da emissora e nos principais agregadores de áudio na internet.
Um dos grandes nomes da narração esportiva, Alexandre Santos Chegou à Rádio Bandeirantes em 1958. Começou como plantão esportivo e apresentador. Com a inauguração da TV Bandeirantes, migrou para o novo veículo lá consolidou sua carreira, ao longo dos anos, passando a narrar jogos de futebol e boxe (ele transmitiu a histórica derrota de Mike Tyson para James Buster Douglas).
Ainda na tevê, também criou apresentou programas, sendo que um deles caiu no gosto do público: Gol, o Grande Momento do Futebol, que mostrava gols históricos do futebol brasileiro, aproveitando o bom arquivo de imagens da Bandeirantes.
Paralelo ao sucesso na televisão, Alexandre Santos seguiu atuando na Rádio Bandeirantes, entre os anos de 1970 até o começo da década de 1980. Ele desempenhou uma função muito curiosa que era a do “locutor de abertura”. Durante as jornadas esportivas de domingo, ele comandava o programa pré-jogo diretamente do estádio, até que chegasse o momento para que Fiori Gigliotti assumisse o microfone e narrasse a partida propriamente dita.
Além disso, Alexandre também narrava jogos inteiros pela rádio. Um caso raro de profissional que se deu bem em dois veículos tão distintos. Vamos destacar aqui o registro de um dos gols da vitória do São Paulo (marcado por Marinho Chagas) sobre a Ferroviária em partida válida pelo campeonato paulista de 1982. O tricolor venceu esse jogo pelo placar de 4 a 1.
José Silvério concedeu uma entrevista ao programa Na Geral, da Kiss FM, nesta sexta (01). Foi sua primeira manifestação em rádio desde que a imprensa anunciou sua saída de Rádio Bandeirantes. Por aproximadamente 40 minutos, ele bateu papo com Lélio Teixeira, José Paulo da Glória e Beto Hora, além do produtor Frank Fortes.
Silvério participou do Na Geral por telefone, diretamente de Varginha (MG), onde mora o filho de sua atual esposa, Rose. No início, o narrador aproveitou para dizer que a saída do programa da grade da Bandeirantes deixou uma lacuna e que foi uma decisão que ele não conseguiu entender.
O narrador não avançou muito no que diz respeito a detalhes sobre os bastidores de sua rescisão de contrato da Bandeirantes. Afirmou que a única pessoa com quem falou de lá foi o responsável pelo RH. “Eu acertei com eles e está tudo em paz”, disse. Além disso, ele afirmou que não há qualquer tipo de revolta pela decisão que a emissora tomou.
Sobre seu futuro, Silvério disse que não pode ser tão definitivo, mas declarou que a sua parte no rádio está feita: “Eu acho que encerrou minha carreira, acabou”. Dinheiro pelo que diz também não chega a ser um problema: “Eu não preciso de nenhum favor financeiro para tocar a vida”. O narrador está com 75 anos de idade.
Ouça a participação de Silvério ao Na Geral no player abaixo.
O Paixão Lusa vai permanecer na grade de programação da Rádio Trianon. O anúncio do “dia do fico” aconteceu na edição desta sexta-feira. O apresentador Antonio Quintal disse que recebeu diversas manifestações de ouvintes logo depois do anúncio, feito na última segunda de que a atração iria sair do ar. O programa é responsável por divulgar e comentar as notícias da Portuguesa de Desportos, e vai ao ar diariamente, a partir das 20h
Entre as centenas de mensagens recebidas, Quintal destacou algumas que mexeram com ele, segundo palavras do próprio. Um deles disse que o programa o ajudou a sair da depressão. Outro, com mais de 90 anos, ficou sem almoçar ao saber do final do programa. Além disso, a mobilização de jovens torcedores da Portuguesa, a quem o programa é dedicado, fez com que Quintal mudasse de ideia. “Eu me preocupo com esse entorno da Portuguesa, principalmente esses meninos(…)porque é nesses que eu acredito que um dia essa mentalidade tacanha de alguns da Portuguesa vai acabar(…)Eu achei que preciso fazer parte de um trabalho de consolidação desses meninos como fieis torcedores da Portuguesa”, disse.
Na última segunda, Antonio Quintal fez um longo desabafo na edição da última segunda-feira (27) demonstrando aborrecimento com acusações de que estaria recebendo dinheiro do atual presidente do clube, Antônio Carlos Castanheira (saiba mais aqui).
Veja abaixo o trecho em que Quintal informa que o Paixão Lusa não vai sair do ar. Começa em 37min32