Anotações sobre a transmissão da Copa do Mundo pelo rádio brasileiro

Por Rodney Brocanelli

Como o Radioamantes já registrou, as rádio Bandeirantes e Band News FM estão fazendo coberturas separadas desta Copa do Mundo sediada no Catar. Hoje, no jogo da seleção brasileira, pode-se dizer que houve uma subdivisão dessa divisão. Explicando. A Band FM entrou em rede com a Bandeirantes. Enquanto isso, a Nativa FM veiculou o sinal da Band News FM. No entanto, ao menos uma rádio do Grupo Bandeirantes ficou de fora. A Play FM manteve sua programaçao normal durante a bola rolando.

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Luis Penido narrou Brasil x Catar pela Super Rádio Tupi. A expectativa é que ele e José Carlos Araújo se revezem nos jogos dos comandados de Tite. Fica no ar a grande dúvida: por que não fazer com que os dois narrem esses jogos, como Waldir Amaral e Jorge Curi na época áurea da Rádio Globo?

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José Manoel de Barros narrou a estreia do Brasil pela Rádio Jovem Pan. Nilson Cesar até chegou a fazer a abertura da transmissão, mas ficou sem voz depois que a bola rolou. Espera-se que não seja um problema grave e que nos próximos dias ele retorne à cobertura.

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Até aqui, a Rádio Gaúcha é a única emissora que transmitiu todos os jogos da Copa do Mundo. O grande problema é que muitos jogos começam às 07h em horário brasileiro e são poucas as emissoras que não abrem mão de seu “horário nobre”, com os tradicionais noticiosos, casos da Jovem Pan e da Bandeirantes. Para outras rádios, deve ser difícil convencer o comunicador do horário a abrir mão para os jogos do futebol (e olha que ele até participou do revezamento da tocha olímpica em 2016, lembram?) Agora, convenhamos, é melhor ouvir Marrocos e Croácia no rádio do que as análises do Claudio Humberto.

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A Transamérica teve problemas com o som direto do Catar no jogo do Brasil. Bruno Cantarelli, estava de sobreaviso e narrou até que a transmissão fosse estabilizada. Aliás, a emissora está usando nomes de sua rede para a transmissão dos jogos da Copa. Edilson de Souza e o já citado Cantarelli estão narrando jogos ao lado de Éder Luiz, Oswado Maciel e Guilherme Lage.

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Não sei se foi intencional, mas Galvão Bueno mandou um “e que golaço” logo após o segundo gol brasileiro, marcado por Richarlison. Era uma frase usada por José Silvério, a grande ausência desta Copa. Segundos antes, Galvão disse “e que gol”, bordão de Osmar Santos. Homenagem? (veja abaixo enquanto os donos do espetáculo deixarem).

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Voltaremos com mais anotações sobre as transmissões dos jogos da Copa. Este post não seria possível sem a colaboração preciosa de Edu Cesar, o homem do Papo de Bola. Ouça abaixo a narração de Pedro Ernesto Denardin para os gols do Brasil na vitória sober a Sérvia pelo placar de 2 a 0.

Bandeirantes e Band News FM chegam separadas à Copa do Mundo 2022

Por Rodney Brocanelli

A Copa do Mundo 2022 marcou o encerramento de uma tradição que vinha se mantendo nas quatro últimas edições. As rádios. Bandeirantes e Band News estão transmitindo os jogos da competição sediada no Catar com equipes independentes. A partida inicial que colocou frente a frente os donos da casa contra o Equador teve a narração de Ulisses Costa na Bandeirantes. Marcelo do Ó deu o recado pela Band News FM.

A parceria se iniciou em 2006, na Copa da Alemanha e houve a sequência na edição de 2010, sediada na África do Sul. Até então a Band News FM não tinha equipe esportiva própria, o que viria a acontecer apenas a partir de 2011. Isso fez com que naquelas ocasiões, ela reproduzisse o áudio da Bandeirantes.

Em 2014, para o mundial disputado no Brasil, foi criado o nome Rede Verde e Amarela, que congregou também a hoje extinta Rádio Bradesco Esportes FM. Bandeirantes e Band News FM voltariam a se unir na Copa de 2018, disputada na Rússia.

Em todas essas coberturas, o narrador principal foi José Silvério, que fez os jogos do Brasil, outras partidas importantes e as finais.

A partida inaugural da Copa de 2022, disputada neste domingo (20), terminou com vitória do Equador sobre o Catar pelo placar de 2 a 0. Ouça abaixo os gols com a narração de Ulisses Costa.

Relembre as onze finais de Copa do Mundo narradas por José Silvério

Por Rodney Brocanelli

Faltando uma semana para o começo da Copa de 2022, como não há perspectivas de mudanças aos 45 minutos do segundo tempo, podemos dizer que infelizmente José Silvério não vai participar desta cobertura como narrador. Seria a décima-segunda, em uma tradição iniciada na Copa da Argentina, em 1978. Em todas essas ocasiões, Silvério foi protagonista, narrando pelas rádios Jovem Pan e Bandeirantes. Mais que um lamento, vamos relembrar nesta postagem a bela história escrita por um dos principais narradores brasileiros na maior competição do futebol de seleções, destacando a sua participação nas finais.

1978/Argentina – Foi a primeira Copa de Silvério pela Rádio Jovem Pan, na Argentina. Em outubro de 1977, ele substituiu Osmar Santos, que havia se transferido pela Rádio Globo. Seu prestígio na emissora era tamanho, que ele foi escalado pelo Seu Tuta para fazer a decisão do terceiro lugar, envolvendo Brasil x Itália e a grande final, entre os donos da casa e a Holanda. O que ninguém imaginava é que uma úlcera fosse atrapalhar a transmissão. “Eu narrei a final sangrando, literalmente”, disse.

(ATUALIZAÇÃO – 17/02/2024 – 09h30 – Finalmente apareceu a narração de José Silvério para a primeira final de Copa do Mundo da sua carreira. Até hoje era uma “lost midia” – termo que é muito usado para a memória de televisão, mas pode ser aplicado ao rádio. Com isso, conseguimos então recuperar toda a trajetória do narrador na maior – e única – competição de seleções do mundo. Agradecimentos ao Thiago Uberreich pela cessão deste áudio).

1982/Espanha – Era uma final em que o Brasil deveria estar. Pelo menos essa era a expectativa de quase 120 milhões e outros milhares de admiradores do futebol. A seleção comandada por Telê Santana, apesar de alguns defeitos, encantou a todos. Só não estava no script a eliminação na partida contra Itália. Bastava apenas um empate, mas o talento de Paolo Rossi e a disciplina tática dos outros jogadores da Azzurra acabaram com o sonho brasileiro. Depois de eliminar a Polôna na semifinal, os italianos se classificaram para a grande final com a Alemanha. Silvério esteve lá pela Jovem Pan e sem incidentes. Placar final: 3 a 1 Itália. Ouça abaixo.

1986/México – Telê Santana novamente comandou a seleção brasileira, com remanescentes da Copa anterior e uma nova geração que surgiu neste período de quatro anos. O começo da campanha não empolgou muito, mas o Brasil avançou para a fase de mata-mata, que voltou a ser implantada após uma pausa em 1974. Nas quartas-de-final, a seleção brasileira foi eliminada nos pênaltis pela seleção francesa. Enquanto isso, um personagem emergia: Maradona. Com gol de mão, gol de placa e uma técnica acima da média, ele colocou a Argentina na final. Por outro lado, a Alemanha também chegou para a disputa do título, repetindo 1982. Placar final: Argentina 3 a 2. Ouça abaixo.

1990/Itália – A Copa marcada pelo início da Era Dunga. Sob o comando de Sebastião Lazzaroni, a seleção brasileira apresentou um futebol que não despertou suspiros. Para piorar, houve problemas com dinheiro de patrocinador, o que fez com que os jogadores convocados não contassem com muita simpatia, sendo considerados mercenários. Mais uma vez quem brilhou foi Maradona. Na partida eliminatória da Argentina contra o Brasil, mesmo cercado por três jogadores, o camisa 10 argentino conseguiu dar um passe para Caniggia fazer o gol da classificação. Os argentinos ainda desclassificaram os donos da casa e chegaram à final. Do outro lado, adivinhem, a Alemanha. Depois de dois revezes, havia chegado a hora dos alemães ficarem com o título. Placar final: 1 a 0. Ouça abaixo.

1994/EUA – Temos aqui a sequência da Era Dunga, com remanescentes da copa anterior. Apesar da desconfiança que surgiu no período das eliminatórias, a seleção brasileira foi crescendo na hora certa (e vale o clichê aqui). Carlos Alberto Parreira talvez tenha feito o seu melhor trabalho como técnico. Romário foi um dos destaques. Outro foi justamente Dunga, execrado após o fracasso na Itália. E por falar no país da Bota (sdds. Silvio Lancellotti), a seleção brasileira enfrentou a seleção italiana na grande final. Uma repetição da decisão de 1970. Silvério estava lá. Pena que o jogo em si não tenha sido a altura de tanta tradição e de tanta coisa envolvida. Mesmo assim, não deixou de ser um marco histórico para o narrador. Ouça abaixo a decisão por tiros livres da marca do pênalti,

1998/França – O período de antecedeu esta Copa foi marcado pela ascensão de Ronaldo. Jogando no futebol europeu, ele se transformou em fenômeno com seus gols impressionantes. Isso fez com que ele se transformasse em uma referência para a seleção brasileira. O time treinado por Zagallo tinha atletas das duas campanhas anteriores e jogadores que já mereciam estar no elenco de 1994. A campanha em si teve altos e baixos, com uma derrota para a Noruega na fase de grupos. Parecia que faltava alguma coisa na seleção brasileira. Mas isso não impediu a chegada em sua segunda final seguida. O adversário era a dona da casa, que tinha uma seleção bem montada. Além da derrota do Brasil para a França, ficou marcado todo o bastidor envolvendo Ronaldo, que passara mal horas antes da final. Até hoje ninguém tem uma explicação definitiva para o que aconteceu. Zidane, que não teve nada a ver com isso, fez dois gols de cabeça. Placar final: 3 a 0. Ouça abaixo.

2002 Coreia-Japão – Mais uma vez a seleção brasileira vive quatro anos de trancos e barrancos. Wanderley Luxemburgo, que começou o ciclo, não permaneceu e foi sucedido por mais dois profissionais (Candinho por um jogo só e Émerson Leão) até a chegada de Luiz Felipe Scolari. Enquanto isso, Ronaldo enfrentava seus problemas. Uma lesão patelar deixou em dúvida até mesmo a sua continuidade no futebol. No entanto, ele se recuperou a tempo e as coisas deram certo na hora certa. De contestado, ele passou à heroi. O Brasil cresceu na competição (olha aí o clichê de novo) e chegou à final sem ser derrotado ou empatar alguma partida. O oponente seria a Alemanha. José Silvério acabara de passar por uma mudança radical em sua carreira. Aproximadamente dois anos antes, ele trocou a Jovem Pan pela concorrente Rádio Bandeirantes. Mal sabia ele que havia feito uma boa escolha. A Pan decidiu não transmitir aquele mundial e fazer uma cobertura alternativa. Silvério esteve presente em todos os jogos do Brasil e pode enfileirar uma série de narrações inesquecíveis diretmanete dos estádios. Placar final: 2 a 0. Ouça abaixo.

2006 – Alemanha – Essa aqui foi a Copa do oba oba para a seleção brasileira. Muitos craques, mas pouquíssimo foco, em especial no período de treinamento. Havia uma nova geração pedindo passagem, mas o que fazer com os craques que vinham dando tão certo nos anos anteriores? Carlos Alberto Parreira não conseguiu solucionar essa questão e o Brasil caiu ainda nas oitavas para a França em uma noite inspiradíssima de Zidane. Silvério fez a sua segunda Copa pela Bandeirantes e ele começava a viver um drama pessoal, com a doença de sua primeira esposa, Sebastiana de Andrade. No ano anterior, o Grupo Bandeirantes colocava no ar a Band News FM, emissora com 24 horas de notícias. A caçula entrou em rede com a Bandeirantes e com isso, as irradiações de Silvério foram mais longe, com outras emissoras que compunham a rede. Itália e França disputaram a grande final, que passou à história não pelo título (mais um) da Azzurra, mas pela cabeçada de Zidane em Materazzi.

2010 – África do Sul – Depois da bagunça, a quase ditadura. A CBF resolveu inovar e alçou ao comando da seleção brasileira o ex-jogador Dunga. A ideia até que era interessante, mas o temperamento do agora treinador não ajudou em nada. Apesar dos títulos na Copa América e da Copa das Confederações, a campanha no Mundial não mostrou qualquer brilho. Para piorar, a indisposição de Dunga com parte da imprensa serviu para que ele angariasse ainda mais antipatia. O Brasil caiu nas quartas com a derrota para a Holanda, que chegaria a final 32 anos após ser batida pela Argentina, em 1978. Do outro lado estava a sensação Espanha. Os espanhóis venceram na prorrogação. Mais uma vez a parceria com a Band News foi repetida. Aquela foi uma Copa fria, não pelos jogos em si, mas pelo fato de seu período de competição coincidir com uma fase de baixíssimas temperaturas naquele país. Isso não afetou Silvério que esteve presente na decisão. Placar final: 1 a 0. Ouça abaixo.

2014/Brasil – Sediar uma Copa do Mundo quase virou um pesadelo para o país do futebol. Um ano antes, às vésperas da Copa das Confederações, protestos começaram a pipocar por diversas partes. A Fifa ficou preocupada por muito pouco o torneio não aconteceu em outro lugar. A seleção brasileira chegou a esta competição sob comando duplo: Luiz Felipe Scolari como treinador e Carlos Alberto Parreira como coordenador. Eles chegaram para substituir Mano Menezes, que fizera um trabalho irregular. À medida em que os jogos aconteciam, a tensão aumentava entre os jogadores brasileiros. Não por fatores externos, mas porque, conforme o jornalista Paulo Vinícius Coelho, ninguém queria cometer erros que pudessem tirar a seleção dos trilhos. Isso ficou mais visível na partida contra o Chile, na qual a classificação só veio na disputa dos tiros livres. Para piorar as coisas, uma grave contusão afastou Neymar na parida das oitavas contra a Colômbia. Não foi uma Copa fácil para Silvério. Durante a transmissão da partida contra Colômbia, ele ficou sem voz e teve de dar lugar a Ulisses Costa. E depois, já recuperado, ele irradiou a derrota para a Alemanha na semifinal pelo placar de 7 a 1, talvez o maior desastre brasileiro na história das Copas. Na outra perna, a Argentina, de Messi, foi tirando de cena os oponentes para chegar à grande final no Maracanã. Quem brilhou foi um jovem atleta, Mario Götze, que fez o gol solitário daquela partida. Placar final: 1 a 0. Ouça abaixo.

2018/Rússia – Mais uma mudança no comando técnico. Dunga era trazido de volta pela CBF. Se em 2010 era uma inovação, o ato foi conservador, desta vez. Mas infelizmente, a jogada não deu certo. O futebol apresentado era paupérrimo, especialmente nas eliminatórias, apesar da continuidade do protagonismo de Neymar. Houve uma mudança de rumo e Tite veio para ajustar as coisas. Se o Brasil deu esperança aos torcedores durante o período pré-Copa, na competição em si novamente o futebol, mais uma vez, não empolgou. Alguns jogadores renderem aquém do esperado. Neymar ficou marcado por suas simulações espalhafatosas, que foram ridicularizadas nas redes sociais. Enquanto Brasil ficava pelo caminho, a França, de Mbappé, e a Croácia, de Modric, chegavam à decisão. Era a décima-primeira Copa de José Silvério, um recorde pessoal. Diferente das outras, a partida final foi empolgante, com seis gols. Os frances conquistaram seu segundo título. Pouco depois do apito final, emocionado, ele disse “cumpri”. Antes de passar o comando da jornada para Milton Neves, ele complementou: “são onze Copas do Mundo transmitidas na final do estádio. Um marco. Obrigado, você ajudou muito. Tchau”. Placar final: 4 a 2. Ouça abaixo.

Dois anos depois, durante a pandemia, a Rádio Bandeirantes resolveu antecipar o fim de contrato com o locutor. Ele até ensaiou um retorno ao rádio, pela Capital, mas o projeto não durou muito, infelizmente. Em entrevistas recentes, ele tem deixado claro que se aposentou. Uma pena que sem fazer ao menos mais uma Copa. Condições para isso existiam, como ele demonstrou. Perde o rádio.

Rádio Bandeirantes e BandNews FM dão o pontapé inicial na cobertura da Copa do mundo a partir desta segunda-feira

A Rádio Bandeirantes e a BandNews FM darão o pontapé inicial na cobertura histórica da Copa do Mundo diretamente do Catar a partir desta segunda-feira (14).

O jornalista Ricardo Capriotti é o primeiro enviado especial da RB a tocar o solo do país árabe e co-apresenta o Jornal Gente diretamente da capital catariana às 8h. Já o repórter Alexandre Praetzel será o responsável pela cobertura da Seleção Brasileira e estará concentrado com os comandados do técnico Tite desde a preparação em Turim, na Itália, na mesma data.

Na quarta-feira (16), será a vez do time de repórteres e da equipe especializada, que vão levar a emoção do mundial para os ouvintes, aterrissar em Doha. Por lá, ainda estarão o narrador Ulisses Costa, o apresentador Elia Junior e os repórteres Fernando FernandesJoão Paulo CappellanesLucas Herrero e Isabelly Morais.

Cappellanes acompanhará os adversários do Brasil na primeira fase: Sérvia, Suíça e Camarões; Herrero vai cobrir as seis campeãs mundiais: Alemanha, França, Argentina, Espanha, Inglaterra e Uruguai, enquanto Isabelly estará com as outras 22 seleções. Gustavo Soler e Paulo do Valle vão reportar os demais jogos.

A Rádio Bandeirantes esteve presente em todas as Copas do Mundo desde 1950. Em 2022, não será diferente. Serão 44 jogos transmitidos em rede com todo o time de estrelas da emissora: José Luiz DatenaMilton NevesCláudio ZaidanCraque NetoLívia NepomucenoRonaldo GiovanelliMarcos AssunçãoRafael OliveiraEduardo CastroRogerio Assis e Pedro Martelli.

Na BandNews FM, já na manhã de segunda-feira, Luiz Megale comanda o Jornal BandNews e o BandNews São Paulo direto de Doha, a partir das 7h. Fábio França traz todas as informações do país sede da Copa e apresenta o BandNews no Meio do Dia e o Entre Nós também da capital do Catar.

Também em Doha, o narrador Marcelo do Ó, o comentarista Bruno Camarão e os apresentadores Glenda Kozlowski e André Coutinho trarão todos os detalhes do maior torneio de futebol do mundo. Reportagens especiais, curiosidades, destaques culturais e esportivos estarão reunidos em um só lugar. Enquanto isso, a repórter Alinne Fanelli estará em Turim, na Itália, acompanhando os passos da Seleção Brasileira.

O timaço da BandNews FM ainda vai contar com Denilson, Marília RuizLeandro Quesada, Silva Junior, Napoleão de AlmeidaJuliana YamaokaMauricio Ferreira, Jordana Araújo e Yuri Queiroga. A partir do dia 20 tem bola rolando. Serão 42 jogos transmitidos ao vivo, em uma cobertura completa. Brasil e Catar vão ficar conectados 24 horas por dia.

As duas emissoras possuem os direitos de exibição da Copa do Mundo. Os jogos do Brasil também irão ao ar pelas rádios musicais do Grupo Bandeirantes de Comunicação: Band FM, Nativa FM e Play FM.

Milton Neves muda roteiro de transmissão e depois irrita Claudio Zaidan

Por Rodney Brocanelli (com a colaboração de Edu Cesar, do Papo de Bola)

Milton Neves conseguiu protagonizar dois momentos para lá de constrangedores durante o fim de jogo da grande final da Libertadores 2022, envolvendo Flamengo x Atlhetico-PR. Pouco depois do apito final, o narrador Ulisses Costa permaneceu no comando da transmissão, passando a vez para o repórter Gustavo Soler quando foi possível ouvir um vazamento do som de Neves com as falas “eu mesmo”, “deu, deu” e “alô central, alô central”.

O outro repórter, Paulo do Valle, do Brasil foi acionado e deu suas informações. Ulisses iria falar de novo, mas foi interrompido por Neves, que anunciou um mini-Concentração, pré-jogo de Goiás x Corinthians, jogo programado para a mesma data pelo campeonato brasileiro “Foi a ordem”, disse. O narrador protestou: “Pera um pouco. A coordenação mandou para eu segurar aqui, Milton. Mas como você deve tá por fora…ó, tá aqui…Bruno Migliozzi…aqui ó…vou ler o que ele me mandou aqui…”segura por gentileza até a entrega da taça e depois passa pro Rogério Assis”.Mas você é muito bem-vindo, Miltão”. E completou um tanto contrariado: “Pois não, Miltão, mini-Concentração. Mengão campeão, com gol do Gabibol, o maior ídolo seu do futebol, Milton Neves”.

Em seguida, Milton Neves começou um discurso com críticas duras ao já citado atacante do Flamengo e ainda disse que o clube carioca foi favorecido pela arbitragem. “Posso tocar aqui, Ulisses, ou você quer comandar?”, perguntou. “Não, fica aí, Flamengo campeão, 1 a 0, gol do Gabigol”, respondeu Ulisses.

Pouco depois, novamente Gustavo Soler foi acionado e devolveu para Milton, que continuou com seu discurso: “E o VARmengo joga mil vezes mais que o Zico, o VARmengo joga milhões de vezes, mais que o Pelé. É uma vergonha”, disse. Foi aí que Cláudio Zaidan interveio com um tom de voz um pouco acima do usual: “Ah, para com isso, Milton Neves, para com isso, rapaz”.

“Roubaram o Athlético”, insistiu Milton. “Você tá contando uma história, velho”, retrucou Zaidan, que completou, após o apresentador chamar o comercial: “Então fica aí falando sozinho, meu chapa. Ah, qual é meu”.

Vale destacar que o Grupo Bandeirantes mandou duplas de narradores e repórteres para Guayaquil a fim de transmitir a final da Libertadores. Ulisses Costa e Gustavo Soler pela Bandeirantes, enquanto Silva Jr e Maurício Ferreira foram os responsáveis pela cobertura na Band News FM.

Ouça abaixo:

Fifa atualiza lista de rádios que vão transmitir a Copa de 2022

Por Rodney Brocanelli

A Fifa atualizou nesta terça (25) o documento que traz a lista de todos os veículos autorizados a transmitir a Copa do Mundo de 2022, que será disputada no Catar . No que diz respeito ao Brasil, não ocorreram grandes novidades, a não ser a confirmação de que a Super Rádio Tupi e que as emissoras Sistema Globo de Rádio (Globo e CBN) vão transmitir a competição. Em julho, registramos aqui a chamada veiculada pela CBN anunciando sua cobertura (clique aqui pra ver). Por sua vez, a Tupi fez a sua divulgação em setembro, com toda pompa e circunstância, durante sua programação esportiva (veja aqui). Os jogos começam no dia 20 de novembro.

Bandeirantes, Energia 97, Jovem Pan, Transamérica, de São Paulo, Gaúcha, de Porto Alegre, Itatiaia, de Belo Horizonte e Jornal, de Recife são as outras emissoras que levarão as emoções da Copa aos seus ouvintes. Este blog ainda sente a ausência de outras grandes cidades do país e que tem clubes de futebol nas principais divisões do campeonato brasileiro: Goiânia, Salvador e Fortaleza.

Veja abaixo a lista atualizada pela Fifa ou clique aqui.

Luta de Éder Jofre deu audiência massacrante ao rádio

Por Rodney Brocanelli

O esporte brasileiro está de luto com a morte de Éder Jofre, aos 86 anos. Segundo o portal UOL, ele teve complicações decorrentes de uma infecção urinária e uma insuficiência renal aguda. Conhecido como Galo de Ouro, Éder foi três vezes campeão dos pesos pena e galo. Integra o Hall da Fama do boxe mundial e foi eleito o 9º melhor pugilista de todos os tempos pela revista estadunidense The Ring.

O público brasileiro acompanhou grande parte dos feitos de Éder Jofre pelo rádio. E em 1965 milhares de pessoas se reuniram em torno de aparelhos receptores para acompanhar a sua luta contra o oponente japonês Massahiko “Fighting” Harada, válida pelo cinturão dos galos, acontecida na cidade de Tóquio.

Não existem dados precisos, mas a audiência da Rádio Bandeirantes, de São Paulo, que liderou uma grande rede de emissoras espalhadas por todo o país, foi massacrante. A emissora enviou o narrador Flávio Araújo para essa cobertura.

“Foi um marco histórico nas transmissões esportivas. Não houve absolutamente nenhuma concorrência”, disse Flávio em uma entrevista ao programa Radioamantes no Ar, da web rádio Showtime, no ano de 2013. A ideia inicial era a de que ele tivesse companhia nessa transmissão. “Eu deveria transmitir em dupla com o Braga Jr. Eu pela Bandeirantes e ele pela Jovem Pan, que na época era Rádio Panamericana ainda”.

Uma mudança de planos da Panamericana fez com que Flávio ficasse sozinho. “Alguns dias antes, o Tuta, que é um cidadão bastante econômico, confiou no meu trabalho, nos dávamos bem nas conversações que tivemos, e ele achou que a transmissão deveria ficar somente a meu cargo. Nesse caso, houve um comando duplo: Bandeirantes e Panamericana, mas com apenas um locutor. Nem comentarista eu levei”, afirmou

Segundo Flávio, a Bandeirantes fez rede com 320 emissoras de todo o território nacional, mas esse número pode ter sido bem maior. “Presidente Prudente, por exemplo, recebia o som por linha, mas as emissoras da circunvizinhança entravam em cadeia para retransmitir o evento. Então é impossível sequer calcular o número de emissoras para retransmitir o evento”, disse.

Outro fator que favoreceu o rádio foi o fuso horário. “A luta chegou aqui às 08h da manhã, a luta seria à noite já no Japão”, falou Flávio.

Éder perdeu a luta para seu adversário, em uma decisão por pontos que foi bastante contestada na ocasião. Flávio acha que o brasileiro foi injustiçado: “Vi na luta uma vitória de Éder Jofre indiscutível. Ela tinha três jurados. Um era o jurado de ringue, que naquele tempo também participava da contagem e dava seus votos. Ele deu sua votação favorável ao Éder Jofre. Somente os dois jurados japoneses é que votaram no Harada. Eu trouxe o vídeo completo da luta, que foi exibido dias depois pela TV Record”.

A imagem da luta, vista pelos brasileiros, salvou Flávio: “Quando eu cheguei ao Brasil, os jornais todos estavam dizendo que eu cometi uma patriotada, que era comum nos locutores brasileiros que nós sempre deixávamos a verdade de lado para exaltar nossos valores e que eu dera a vitória ao Éder Jofre e que não era verdade. Depois que a TV Record passou a luta, com uma equipe de jurados independentes, ficou flagrante que o Éder havia vencido a luta, até com uma boa margem de pontos”.

Ouça abaixo o trecho da entrevista de Flávio Araújo. Hoje, aposentado, ele vive hoje em Poços de Caldas.

Grupo Bandeirantes disponibiliza gravações históricas de eleições passadas durante programação do fim de semana

Os veículos do Grupo Bandeirantes vão veicular, durante este fim de semana, um extenso material levantado pelo Centro de Documentação e Memória da Rádio Bandeirantes (CEDOM) sobre eleições passadas.

A pesquisa, liderada pelo jornalista Milton Parron, ressalta a credibilidade do Grupo ao longo de décadas de cobertura eleitoral. Uma das sonoras, raríssima, mostra um trecho do comício do brigadeiro Eduardo Gomes que, em 1945, saiu na frente na campanha presidencial, a primeira depois da ditadura Vargas. Outro áudio traz Getúlio Vargas perdendo as estribeiras em uma praça pública em Bauru, no interior de São Paulo, em 1950.

Nos arquivos ainda consta uma entrevista com Silvio Santos em frente à casa dele, no bairro do Morumbi, onde o apresentador e empresário confirma que estará presente no debate da TV Bandeirantes após anunciar sua candidatura à presidência da República em 1989 pelo Partido Municipalista Brasileiro (PMB). Em novembro daquele mesmo ano, o Tribunal Superior Eleitoral considerou a legenda ilegal, impedindo que ele concorresse ao cargo. Clique aqui e ouça alguns áudios históricos que são mantidos no acervo do CEDOM. 

Sobre o CEDOM

O Centro de Documentação e Memória da Rádio Bandeirantes (CEDOM), comandado pelo jornalista Milton Parron, mantém arquivadas gravações que retratam, com precisão, boa parte da história dos 85 anos da Rádio Bandeirantes. São documentos sonoros em quantidade – e qualidade – que colocam o acervo da rádio, seguramente, entre os mais ricos entre todas as emissoras brasileiras com quase sete mil horas de gravações, 3.500 já digitalizadas e muitas outras devidamente salvas, em processo de edição. 

Band RS corrige injustiça histórica e traz de volta Daniel Oliveira

Por Rodney Brocanelli

Daniel Oliveira está de volta à filial gaúcha do Grupo Bandeirantes de Comunicação. O profissional voltará a narrar jogos pela Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, irá apresentar o Apito Final na mesma emissora e ainda participará de algumas edições da versão local de Os Donos da Bola na TV Bandeirantes local. Neste sábado (01) ele já comanda a transmissão de Internacional x Santos pela Rádio Bandeirantes.

Dessa forma, repara-se uma injustiça ocorrida em junho de 2019, quando Daniel, trabalhando na emissora desde 1999, foi demitido em um processo de reestruturação. Como se os problemas administrativos do grupo na ocasião passassem por ele.

Nunca é demais lembrar que o anúncio de sua saída se deu dois dias após ele ter narrado a partida Argentina 2 x 0 Catar, válida pela Copa América (sim, Copa América com o Catar) daquele ano. Essa transmissão foi veiculada em todas as emissoras do Grupo Bandeirantes, incluindo as matrizes paulistanas (Bandeirantes e Band News).

Desde que saiu do Grupo Bandeirantes, Daniel investiu na internet, alimentando seu próprio canal e sendo o host do programa Raio-X, ao lado de Cristiano Silva, Diogo Rímoli e Sergio Couto, falando de futebol e contando histórias hilariantes de bastidores da imprensa esportiva gaúcha (veja aqui).

Pouco depois, ele acertou com a Rádio ABC, de Novo Hamburgo, para participar da programação esportiva e narrar jogos da dupla Grenal (veja aqui).

Daniel Olvieira teve duas apresentações oficiais. A primeira foi na tevê e a outra foi no rádio (veja abaixo). “É a voz da Bandeirantes”, disse Ribeiro Neto.

Isabelly Morais é impedida de trabalhar atrás do gol na final do sub-20; Claudio Zaidan protesta

Por Rodney Brocanelli (colaborou Edu Cesar, do Papo de Bola)

Atuando como repórter pela Rádio Bandeirantes, Isabelly Morais acompanhou a final do campeonato brasileiro sub-20, envolvendo Corinthians e Palmeiras, em dois lugares. No primeiro tempo, ela ficou na cabina da Neo Química Arena, graças a uma proibição dos donos do espetáculo. “Olha só que loucura: não liberaram as rádios para descerem ao gramado hoje. A gente não pode ficar atrás do gol como comumente ficamos”, disse ela durante a transmissão.

“Uma burrice, uma burrice”. Foi assim que reagiu o comentarista Claudio Zaidan com a informação da colega. O narrador Pedro Martelli lembrou que essa prática é comum em outras competições internacionais, como a Libertadores e a Sul-americana e perguntou à Isabelly se havia algum motivo especial.

Ela respondeu: “Não nos deram justificativa. Cheguei aqui para pegar nossa credencial e não tinha nenhum colete de rádio. A gente passou para a federação, inclusive, que vetou a presença das rádios atrás dos gols, onde a gente comumente trabalha já no Brasileiro, Copa do Brasil. Não liberaram”.

Zaidan foi contundente em seu comentário: “uma cretinice, cretinice. Burrice. Os caras não entendem que quanto mais houver gente falando a respeito, entrevistando a garotada, promovendo o que está acontecendo, mostrando os meninos, falando com eles no rádio…uma cretinice. Já fazem isso no profissional, inclusive a Federação Paulista, eles já fazem isso, Federação, CBF, várias federações fazem essa burrice. O rádio passa a semana promovendo o jogo. Aí chega na hora do jogo, você impede que o profissional tenha liberdade para trabalhar. É burrice”.

O comentarista ainda falou sobre a nova Lei do Esporte e seus trechos que podem ocasionar o fim do rádio esportivo: “a Bandeirantes vai pagar. As grandes emissoras vão pagar. Agora você sabe quantos milhares de empregos, emissoras de rádio Brasil afora…acompanhando times que nem aparecem na televisão e tá lá rádio viajando com os times, profissionais que vivem disso. O que esses caras querem? E ali tá cheio de dirigente de clube na Câmara dos Deputados e no Senado. Fizeram uma porcaria de projeto, que aliás é desonesto com os jogadores profissionais. E ainda vem com esse rabicho, esse jabuti de querer cobrar das rádios. As grandes emissoras vão pagar, mas quantos milhares de empregos serão perdidos Brasil agora por causa disso?”

Antes de começar o segundo tempo da partida, a situação de Isabelly foi resolvida. Ela pode trabalhar atrás de um dos gols e, assim, olhar de perto seus lances mais importantes. E assim seguiu até o apito final.

O Palmeiras conquistou o título de campeão brasileiro sub-20 ao vencer o Corinthians pelo placar de 1 a 0, gol de Endrick.

Angelo Afonso vai narrar Inter x Cuiabá na Rádio Bandeirantes/RS

Por Rodney Brocanelli

Nome importante da nova geração de narradores esportivos do Rio Grande do Sul, Angelo Afonso vai comandar neste próximo sábado (10) a transmissão da partida Internacional x Cuiabá, pela Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre. A partida está programada para iniciar às 16h30, horário de Brasília.

Além desse jogo, Angelo deverá narrar outro pela Bandeirantes, ainda a ser divulgado. Ele já integrou a equipe da Rádio Grenal e integrou algumas transmissões pela Rádio ABC, de Novo Hamburgo.

Ele chega para cobrir, ao menos por agora, a saída de Marco Antônio Pereira. O veterano narrador deixou a Bandeirantes depois de duas passagens recentes (ele teve outras no século passado – de 1986 a 1987 e de 1995 a 1996), uma delas que durou de março a outubro de 2018 e a outra, mais duradoura de 2020 até o final de agosto de 2022.

Memória: o dia em que Seu Tuta, da Jovem Pan, falou na Rádio Bandeirantes

Por Rodney Brocanelli

Em março de 2011, Antônio Augusto Amaral de Carvalho, o seu Tuta, concedeu uma entrevista, mas em outra emissora que não a Rádio Jovem Pan. Ele foi o convidado especial do Jornal Gente, da concorrente Rádio Bandeirantes. “O senhor vai ser usado para combater a audiência da sua própria rádio, o senhor concorda?”, perguntou José Paulo de Andrade logo no início da conversa. “Eu concordo porque sexta-feira é um dia fraco para nós”, respondeu Tuta, provocando algumas risadas ouvidas no estúdio em que ocorreu a gravação.

Além do já citado Zé Paulo, participaram da entrevista Salomão Ésper, Joelmir Beting e Rafael Colombo. Ela foi dividida em dois blocos, totalizando pouco mais de meia hora. Para um convidado tão ilustre e em circunstâncias especiais, o tempo poderia ter sido bem maior.

Na pauta, temas como futebol, e o são-paulino Zé Paulo é surpreendido com a revelação de que Tuta torce pelo Santos, muito por causa de Pelé e também devido às cobranças a seu pai, Paulo Machado de Carvalho, por um título paulista perdido pelo São Paulo (é citado o ano 1949, mas nesse ano, o tricolor foi campeão, assim como em 1948; talvez, repetindo talvez, o ano seja 1950, em que o Palmeiras foi campeão e Tuta falou em um tricampeonato).

E por falar em craques, o homem que foi responsável pelos destinos da Pan por muitos anos contou que já jogou ao lado de Leônidas da Silva nos históricos campeonatos internos das Emissoras Unidas (da qual a Jovem Pan fez parte).

Outro assunto foi a questão do off tube nas transmissões esportivas. No ano de 2011, a Jovem Pan tinha por política realmente não mandar profissionais para jogos em locais distantes da capital. No entanto, ela compensava isso de outra forma, contratando um repórter local. “A gente pega o repórter lá, que é mais barato”, afirmou.

Outra pergunta de Zé Paulo foi sobre se houve algum tipo de mágoa de Tuta por ter saído do primeiro projeto de televisão, a Jovem Pan TV, que operou no canal 16 UHF, em grande parte da década de 1990. “Ele (citando o sócio ou um dos sócios naquela empreitada), não sei porquê até hoje, encrencou comigo, não queria, então ele fez de tudo para enterrar a televisão. Ficou uma mágoa da pessoa, mas com certeza a televisão daria certo”, falou.

Houve tempo para histórias de bastidores sobre sociedade entre Paulo Machado de Carvalho e Silvio Santos, na TV Record.

Tuta Carvalho passou a ser o dono da Jovem Pan, após a emissora receber uma sondagem de compra de um emissário do Diário Popular. O valor apresentado na época foi de 12 milhões, que assustou o comprador. Como a TV Record não estava em um bom momento, Tuta decidiu ele mesmo adquirir a rádio e negociou com os irmãos, com sucesso. “Quando saí da tv, eu fui trabalhar numa coisa que é só minha”, falou.

A última pergunta, de Rafael Colombo, foi sobre o futuro do rádio. Naquela época, ainda não era uma realidade o uso da Internet como uma linha auxiliar de transmissão de programas e eventos. Tuta falou que o FM iria substituir o AM, no que ele estava certo, de certa forma. Nos últimos meses, o FM estendido (saiba mais aqui) já é uma realidade e só falta ser popularizado.

No entanto, ele não acreditava no rádio digital, uma solução que já foi pensada para dar uma sobrevida a faixa de amplitude modulada. “o rádio digital que existe hoje não pega, é péssimo. Pro AM. Pro FM, ele funciona(…) Tem 15.000 emissoras nos Estados Unidos. Só 100 fazem rádio digital”, disse.

Tuta deixou o comando da Rádio Jovem Pan, em 2014. Ouça sua entrevista à Rádio Bandeirantes no player abaixo.

Há 40 anos, o Show de Rádio, de Estevam Sangirardi, estreava na Rádio Bandeirantes

Por Rodney Brocanelli

Ninguém lembrou (e quase que este blog deixa passar em branco – antes tarde que nunca), mas no último dia 1º de agosto completou-se 40 anos de um marco histórico do rádio: a estreia do Show de Rádio, genial criação de Estevam Sangirardi na Rádio Bandeirantes.

O livro “Um Show de Rádio – a vida de Estevam Sangirardi”, de Carlos Couraúcci, conta que a relação de Sangirardi com a Rádio Jovem Pan, onde o Show de Rádio nasceu em 1969, já estava desgastada. A obra, infelizmente não traz muitos detalhes sobre os problemas do comunicador com a Pan e bastidores de negociações com a nova casa. O texto se perde em longas contextualizações e divagações do autor.

Além do mais, o livro traz um erro grave de informação. A data de estreia do Show de Rádio na Bandeirantes não foi em 1º de setembro como está registrado. O primeiro programa dessa nova fase foi ao ar um mês antes, em 1º de agosto de 1982, depois de um clássico entre Corinthians x Palmeiras, cuja vitória foi corintiana pelo placar de 5 a 1, com direito a “hat-trick” de Casagrande.

O que dá para saber da leitura é que Sangirardi deixou a Pan “contrariado e muito triste”. Segundo a obra, na Bandeirantes, a interpretação para seus personagens clássicos mudara: “Didu Morumbi mais triste e desanimado, um Joca sem inspiração e fora de ritmo e uma Noninha muito aquém de suas possibilidades”. As conjunturas da época (perda da Copa de 1982 e a crise econômica) mexeram muito com ele, segundo o autor do livro. “O ‘Show de Rádio já não era mais o mesmo”, escreveu.

Logo na estreia, uma frase do radialista, ao saudar os novos ouvintes, chama a atenção: “talvez não seja tempo de graça”.

Além do tradicional espaço radiofônico, o Show de Rádio foi parar na tevê, no ano seguinte. Os personagens do programa foram transformados em bonecos para, com isso, serem inseridos nas transmissões do campeonato paulista. Eles interagiam com os narradores da época: Edgard Melo Filho e Alexandre Santos. Uma pena que o livro não traz maiores detalhes deste processo. Conforme Couraúcci, “a tentativa até que surpreendeu, mas com o passar do tempo, foi caindo no marasmo”.

Uma pena que não existam registros mais precisos de quanto tempo durou a passagem de Sangirardi e seu Show de Rádio pela Bandeirantes. O livro, infelizmente, não traz essa informação. Só diz que em 1987, quando ele foi agraciado com a Medalha Anchieta, da Câmara dos Vereadores de São Paulo, o programa já não estava mais no ar pela emissora.

Depois dessa passagem pela Bandeirantes, o Show de Rádio ficou um bom tempo fora do ar. Retornou de forma breve na Rádio Gazeta, em 1992. Estevam Sangirardi morreu no dia 27 de setembro de 1994.

Ouça abaixo os primeiros instantes da estreia do Show de Rádio na Bandeirantes, em 1982.

Rádio Bandeirantes estreia “RB no Catar” neste sábado

Faltando 100 dias para o início da Copa do Mundo FIFA Qatar 2022, a Rádio Bandeirantes lança no próximo sábado (13) o RB no Catar. Produzido e apresentado pelos integrantes da equipe de Esportes, o programa terá exibição semanal. O conteúdo será veiculado aos sábados na programação da emissora durante o Mundo dos Esportes, que começa às 13h.

A atração contará com ancoragem de Ricardo Capriotti, informações da seleção brasileira com Alexandre Praetzel, detalhes dos adversários do Brasil na primeira fase do mundial com João Paulo Cappellanes, o olhar apurado de Lucas Herrero sobre as campeãs do mundo e Isabelly Morais monitorando os demais times participantes.

Completando o grupo de reportagem, Gustavo Soler irá apontar os futuros craques e coadjuvantes para o mundo ficar de olho na Copa; Paulo do Valle vai colher a expectativa de grandes personalidades em relação à nossa Seleção; enquanto Felipe Mello monitora os últimos ajustes da preparação do país-sede e curiosidades do Catar.

O comentarista Claudio Zaidan irá além da análise técnica e tática das seleções, acrescentando aspectos sociais, políticos e culturais dos 32 times envolvidos na disputa.

RB no Catar também estará disponível em outras plataformas: em podcast, nos principais aplicativos de streaming, no canal do YouTube da rádio e nas mídias digitais do Grupo Bandeirantes.

A Copa do Mundo do Catar começa no dia 21 de novembro e terá a narração de Ulisses CostaRogério Assis e Pedro Martelli.

Para acompanhar a Rádio Bandeirantes basta sintonizar em 90.9 FM | 840 AM, acessar o YouTube oficial da emissora ou o aplicativo BandPlay

Kalwyn Corrêa e Lucas Dias são as novidades da Bandeirantes/RS

Por Rodney Brocanelli

A Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, apresentou nesta semana novidades em sua equipe esportiva. Uma delas é a contratação de Kalwyn Corrêa. O profissional já tem participado do Atualidades Esportivas – 2ª edição ao lado de Ribeiro Neto e João Batista Filho. Até a semana passada, Kalwyn estava Rádio Grenal, emissora na qual trabalhou nos últimos dez anos.

A outra novidade é o acerto com outro ex-integrante da Grenal. O repórter Lucas Dias, que está atuando como setorista do Internacional.