Os 10 anos do Elimination

Por Rodney Brocanelli

19 de maio de 2010. Santos 3 x 1 Grêmio, partida válida pela Copa do Brasil, disputada na Vila Belmiro. O árbitro apita o fim de jogo. Jogadores se cumprimentam e caminham em direção aos vestiários. Os repórteres que estão em campo esperam alguns deles pararem para colher entrevistas. Robinho é o mais procurado e topa falar. E ele solta o verbo.

“Teve um narrador, acho que Pedro Ernesto, né, que falou que nosso time…pra aprender a dançar, Elimination, cantou uma música aí. Mas nada contra o time do Grêmio. Acho que o Grêmio tem uma grande equipe, tem um grande treinador e grandes jogadores. O time do Grêmio é um dos melhores times do campeonato brasileiro. Mas esse narrador acabou sendo infeliz, falando que nosso time ia ser eliminado, Elimination, que a gente ia aprender a dançar, esqueceu que ainda tinha o segundo jogo na Vila Belmiro”, disse ele.

E não ficou apenas nisso. Veja no vídeo abaixo.

As declarações causaram espanto entre os profissionais que estavam envolvidos na cobertura deste jogo tanto in loco, como na retaguarda. “Mas o Pedro Ernesto aprontou de novo?”, pensaram muitos. Em 2006, o narrador da Rádio Gaúcha já havia causado grande polêmica ao dizer que o “Inter rasga a camisa do São Paulo e pisa em cima dela. O Inter humilha o campeão do mundo” na final da Libertadores envolvendo Internacional x São Paulo.

Vamos contextualizar.

No primeiro semestre de 2010, o Santos era o time que mais chamava a atenção no panorama do futebol brasileiro. Recém-lançados na equipe principal, o futebol praticado por Paulo Henrique Ganso e Neymar despertava suspiros tanto entre jornalistas especializados, como nos torcedores. Vindo do exterior por empréstimo, Robinho encaixou muito bem no esquema tático do Santos.

Além deles, o time santista tinha outros nomes como Edu Dracena, Durval e Léo, como defensores e jovens de talento como o atacante André e o volante Wesley. No banco de reservas, o técnico Dorival Junior fazia aquele que é o seu melhor trabalho em toda sua história no futebol. Em resumo, era o time a ser batido na época.

Naquele 2010, o Santos divida suas atenções entre o campeonato paulista e a Copa do Brasil. Nesta segunda competição, a equipe foi superando adversários até chegar a fase semifinal, na qual encontrou o Grêmio, que tem uma grande tradição em torneios desse tipo.

Outra característica de grande parte deste elenco era a de comemorar seus gols com danças, inventadas na hora ou não (veja aqui)

No dia 13 de maio, aconteceu a primeira partida entre as duas equipes, no antigo Estádio Olímpico. E foi um baita jogo, para usar uma expressão da moda. O tricolor venceu pelo placar de 4 a 3 (veja a ficha técnica da partida aqui).

A história do Elimination propriamente dita começa quando o atacante Jonas faz o terceiro gol do Grêmio naquela partida. Comandando a transmissão da Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, o narrador Daniel Oliveira (e não o Pedro Ernesto) descreve o lance, solta o grito de gol e logo depois passa a ironizar as danças nas comemorações dos gols dos adversários.

“Aqui tem hit. Ah, tem música nova. A galera pode dançar da forma que quiser. O ritmo? O ritmo é fácil, a letra é simples. Aqui não tem Rebolation. Aqui tem o Eliminaton”. Em seguida, Daniel passa cantar a palavra Elimination no ritmo do grande hit. Ouça abaixo.

Vamos contextualizar de novo.

Uma das músicas mais tocadas no verão 2009/2010 era a música Rebolation, do grupo Parangolé. Como publicado pela imprensa na época, ela teve inspiração nas raves e contava com muitas batidas de música eletrônica. Seu refrão, na verdade a repetição da palavra Rebolation, era o que fazia as pessoas dançarem. Uma referência que os jogadores santistas tinham sempre em mente nas suas coreografias e que Daniel Oliveira não deixara passar batido em sua narração.

Na sexta-feira, dia 14 de maio, o blog Rádio Base Urgente publicava com exclusividade uma nota registrando a narração de Daniel para o gol marcado por Jonas e o Elimination. Apesar de não ter assinatura ao ser consultada hoje, ela foi postada por mim, Rodney Brocanelli. Um player de áudio foi incluído na ocasião. Como o hospedeiro usado foi descontinuado, ele não está mais no ar. (clique aqui para ver).

A nota chamou bastante a atenção, sendo uma das mais visualizadas no blog na ocasião. O portal Vírgula também destacou o fato. “Narrador gaúcho canta o ‘Rebolation’ após gol do Grêmio contra o Santos”, foi o título. No texto, uma breve descrição do que aconteceu e um link para o Rádio Base (veja aqui).

De alguma forma, o áudio de Daniel foi parar junto ao elenco de jogadores do Santos. Além dele, um outro vídeo produzido na época para menosprezar o futebol praticado por eles também teve muita audiência entre os atletas (assista aqui). Esse arsenal multimídia serviu de alguma forma para ajudar no aspecto motivacional antes da partida de volta na Vila Belmiro.

Conforme relatos da época, a partida foi tumultuada, com três expulsões. Duas de atletas do Grêmio, enquanto que o Santos teve apenas um jogador mandado para o chuveiro mais cedo. O placar final foi de 3 a 1 para a equipe da casa. O placar agregado e o gol qualificado deram a classificação aos santistas (saiba mais aqui).

Vários jogadores do Santos pararam para falar com a imprensa ainda no gramado. Ainda não havia restrição para o trabalho. Como Robinho falou para a televisão e as emissoras de rádio, suas declarações reverberaram mais. Outros atletas falaram também da narração. Entretanto, Robinho cometera apenas um equívoco. Ele confundira Pedro Ernesto Denardin, da Rádio Gaúcha, com Daniel Oliveira, da Bandeirantes.

Talvez por já ter feito declarações fortes citando adversários das equipes gaúchas, Pedro Ernesto acabou virando um “suspeito de sempre”. Desta vez, ele não tinha qualquer tipo de ligação com o áudio divulgado. Sequer fora escalado para narrar a partida de ida, no estádio Olímpico.

O desabafo de Robinho surpreendeu até mesmo os profissionais da Rádio Bandeirantes que trabalhavam na transmissão da partida na Vila. Daniel Oliveira estava presente na Vila Belmiro e pode responder ainda no calor dos acontecimentos. “O grande momento do futebol é gol, velho. E eu não gosto de gol com frase feita porque todo gol é igual, velho”. Cristiano Silva, repórter naquela transmissão, com bom humor, diz que Daniel e Fabiano Baldasso (ele mesmo), âncora da transmissão serão contratados pelo Íbis, para fins motivacionais.

“Se o Santos ganhou por causa da narração do gol eu tô me colocando à disposição do presidente do Santos para ele mandar o Dorival embora e me contratar como técnico, porque me serve”, disse Daniel ainda em um tom de brincadeira.

Por sua vez, Fabiano Baldasso explicou a atitude do companheiro narrador e disse que o Santos estava certo ao usar esse tipo de situação para motivar seus atletas.

Ainda houve espaço para mais um comentário bem humorado. Ao se despedir, Daniel Oliveira disse que estava desmontando o equipamento, guardando tudo a fim de ir para casa e acrescentou: “Eu tô no Retornation”.

Ao contrário do que se poderia imaginar, esse episódio não indspôs a torcida gremista contra Daniel Oliveira. “Eu tive uma reação do torcedor do Grêmio. Eu não vou te dizer que me surpreendeu, mas me emocionou. Foi uma reação totalmente positiva. Tanto que a galera mexeu comigo: ‘ora, não deu Elimination hoje, vai dar Elimination amanhã, porque o Grêmio vai chegar de novo'(…) me emocionou bastante”, disse ele em entrevista ao programa Arremate Final, então apresentado por André York na Rádio Banda B, de Curitiba.

Com a combinação de resultados, o Santos conseguiu sua classificação para as finais da Copa do Brasil 2012. Seu adversário foi o Vitória. A equipe santista venceu as duas partidas e ficou com o título (saiba mais aqui). Ele garantiu a classificação para a Copa Libertadores do ano seguinte, mas essa é uma outra história.

Após sofrer a segunda decepção naquele primeiro semestre de 2010, restou ao Grêmio priorizar o campeonato brasileiro. O tricolor não se classificou para as finais do campeonato gaúcho, conquistado pelo rival Internacional. No Brasileirão, a campanha foi boa, garantindo a quarta colocação na tabela e uma passagem para a Libertadores do ano seguinte.

Daniel Oliveira seguiu trabalhando na Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, como narrador e apresentador de programas esportivos diários. Ocupou essa função até junho de 2019, quando deixou a emissora.

Em 2010, Robinho cumpriu seu contrato de empréstimo no Santos, foi titular da seleção brasileira na Copa do Mundo naquele mesmo ano e depois disso passou a ser um andarilho do futebol. Nos últimos anos, fincou raízes no futebol da Turquia e atualmente defende o İstanbul Başakşehir.

Daniel Oliveira Robinho

O último gol narrado por José Silvério antes da aposentadoria forçada

Por Rodney Brocanelli

Em declarações públicas que deu após o anúncio da rescisão de seu contrato com a Rádio Bandeirantes, o narrador José Silvério tem deixado claro que ele não volta mais a narrar. Ao Na Geral, da Kiss, disse: “Eu acho que encerrou minha carreira, acabou” (veja aqui). Por sua vez, em entrevista concedida ao Domingão Show de Bola, da Rádio Mundial , de Pirassununga (SP), Silvério demonstrou mais certeza: “decisão está tomada e deve prevalecer” (veja aqui).

Caso Silvério não volte mais a narrar, a última transmissão que ele comandou na Rádio Bandeirantes não foi à altura de sua gloriosa carreira, de quase 57 anos. Como bem lembra o camarada e jornalista Gabriel Araújo, sua despedida das narrações aconteceu no último dia 15 de março, na partida Corinthians x Ituano.

Válido pela 10ª rodada do campeonato paulista, esse jogo foi um dos últimos a serem disputados antes da paralisação das atividades futebolísticas devido à pandemia do Covid-19, mais conhecido como Coronavírus. Além disso, a partida foi disputada sem a presença de público e de grande parte da imprensa. Apenas os detentores de direitos tiveram acesso à Arena Corinthians, palco da partida (saiba mais aqui).

Não só a Bandeirantes, mas todas as rádios que fazem futebol nas rádios da Grande São Paulo tiveram de transmitir Corinthians x Ituano (e outros jogos daquela rodada) diretamente dos estúdios.

Era tudo o que José Silvério não precisava para se despedir do rádio esportivo.

A partida entre Corinthians x Ituano terminou empatada pelo placar de 1 a 1. Os visitantes abriram o placar com um gol de Breno Lopes. O Corinthians empatou com Luan. Tudo isso aconteceu ainda na primeira etapa de jogo. Caso não ocorra mudança de planos, o gol do atleta corintiano foi o último narrado por José Silvério antes da aposentadoria forçada

Ouça abaixo.

José Silvério Bandeirantes

Memória: paulistas ouviram narração de Pedro Carneiro Pereira na Copa de 1970

Por Rodney Brocanelli

Neste final de semana, a Rádio Guaíba colocou no ar mais dois jogos históricos de seu arquivo, desta vez, envolvendo a seleção brasileira de futebol. No sábado (9), a emissora rodou a gravação de Brasil x Zaire, partida válida pela Copa do Mundo de 1974, na Alemanha, com narração  de Armindo Antonio Ranzolin, Neste domingo (10), foi veiculada a reprise de Brasil x Tchecoslováquia, estreia das duas seleções na Copa de 1970, no México. É desse segundo jogo, que o Radioamantes vai destacar algumas curiosidades.

Primeiro que a transmissão partida disputada no Estádio Jalisco, em Guadalajara foi transmitida em pool. Diferente do que ocorreu na Copa seguinte, quando cobriu aquela competição sozinha, a Guaíba se uniu à extinta Rádio Continental para a transmissão dos jogos daquela competição. Profissionais das duas emissoras se dividiram  para irradiar emoção aos rádios tanto de Porto Alegre, como do Rio de Janeiro.

Pela Guaíba, estiveram transmitiram os jogos Pedro Carneiro Pereira (narrador), Ruy Carlos Ostermann (comentarista) e João Carlos Belmonte (repórter). Pela Continental, Clóvis Filho (narrador), Carlos Marcondes (comentarista) e Luís Fernando (repórter). Cada narrador comandava a transmissão em um tempo da partida. Os outros profissionais participavam juntos e intervinham sempre que necessário.

Pedro Carneiro Pereira narrou a primeira etapa de Brasil x Tchecoslováquia. E justamente aqui que temos as curiosidades mais saborosas. Como se sabe, a transmissão da Copa do México foi dividida em diversos pools (entenda mais aqui). Um deles, o de São Paulo, que envolveu as rádios Jovem Pan, Bandeirantes e Nacional (hoje Globo) enfrentou dificuldades técnicas logo de cara. A saída para essas emissoras foi usar o áudio da Guaíba-Continental, que chegava sem problemas ao Brasil. Com isso a transmissão  de Pedro Carneiro, um dos maiores narradores do Rio Grande do Sul, foi ouvida pelos paulistanos. Em vários trechos de sua narração, ele informa os problemas técnicos vividos pelos paulistanos e anuncia o nome das rádios.

O pool de São Paulo só conseguiu entrar no ar aos 8 minutos do segundo tempo, com  Joseval Peixoto, representando a Jovem Pan, saudando os ouvintes e passando o comando para Fiori Giglotti, da Bandeirantes. “Ninguém pode imaginar o drama e o sacrifício que vivemos, que experimentamos até agora para que nosso som chegasse ao Brasil”, disse o locutor da torcida brasileira. Fiori e Joseval fatiaram a transmissão do que restou daquele segundo tempo (ouça aqui o áudio disponibilizado pelo jornalista Thiago Uberreich).

A transmissão do pool Guaíba-Continental seguiu normal para as duas rádios, com Clóvis Filho assumindo a narração. Aliás, essa reprise veiculada pela rádio porto-alegrense serviu também para resgatar um a memória da  Continental, que operava nos 1030Khz no Rio de Janeiro e era uma das grandes audiências locais durante o futebol.

Pedro Carneiro Pereira foi diretor do departamento de esportes da Rádio Guaíba. Além disso, sua outra paixão era pela pilotagem. Ele morreu em 1973, aos 35 anos, em um acidente durante a 4ª etapa do campeonato gaúcho de carros turismo, no autódromo de Tarumã, em Porto Alegre.

Ouça no link abaixo a íntegra de Brasil x Tchecoslováquia.

https://www.facebook.com/613005798713948/videos/853548625138549/

Pedro Carneiro Pereira

Sobre afastamento do rádio, José Silvério diz que “decisão está tomada e deve prevalecer”

Por Rodney Brocanelli

Mesmo não atuando mais profissionalmente no veículo, José Silvério segue concedendo entrevistas à programas de rádio. No domingo passado (03) ele falou por aproximadamente 50 minutos ao programa Domingão Show de Bola, da Rádio Mundial , de Pirassununga (SP), apresentado por Alessandro Marangoni e Márcio Chiamente. Durante o papo,  Silvério voltou a declarar que colocou um ponto final sem sua carreira de narrador esportivo, após aproximadamente 57 anos de trajetória. “É uma decisão que teve de ser tomada um pouco forçada devido às circunstâncias. Eu achei que já era hora de pensar nesse assunto em comum acordo e por enquanto é o que está prevalecendo”, afirmou.

Silvério afirmou que ninguém da atual diretoria da Bandeirantes o procurou para tratar de sua saída. “Só mandaram o chefe do RH, que veio falar do acordo”, disse.  O narrador informou que companheiros de verdade mandaram mensagens a ele após o anúncio de sua saída. “Outros nem tiveram a dignidade de  ligar para perguntar se eu queria um copo d’água”, falou.

Sobre essa questão dos últimos dias  de relacionamento com a Bandeirantes, ele disse que “nessa minha saída tem algumas coisas no meio que são absolutamente desagradáveis, mas é um problema meu, não vou sair chorando, falando nada pra ninguém. A mesma empresa que me contratou, tem o direito de me dispensar”.

Ainda segundo Silvério, a cláusula do contrato recente assinado entre ele e a empresa foi cumprido. Se ele tomasse a decisão de sair, teria de pagar um valor correspondente a seis meses de contrato. Caso a Bandeirantes tomasse a atitude, ela faria o pagamento correspondente a este período. É o que está valendo.

Todo esse tempo após o acerto serviu para que ele pensasse em sua carreira. “Vou fazer 75 anos, já, já. Tenho três filhos que não dependem de mim”, disse. Após conversas com sua atual esposa, o locutor decidiu que era a hora de parar. “Eu tenho minha vida mais ou menos encaminhada, se bem que num país como nosso, nunca pode dizer que a vida está encaminhada porque você aqui está sujeito a tomar uma trombada ali na esquina e acontecer coisas desagradáveis”.

Talvez pensando nessa possibilidade, em outro trecho da entrevista, Silvério tenha dito que a vida tem suas curvas e que ele até possa voltar. “Mas em princípio a decisão está tomada e deve prevalecer”, afirmou.

O narrador ainda respondeu perguntas sobre outros aspectos de sua longeva carreira, como o fato de narrar sangrando a final da Copa de 1978, na Argentina e do dia em que teve de transmitir um jogo no nível do campo. Foi em 1979, no Beira Rio, em Porto Alegre, na final do campeonato brasileiro que reuniu Internacional e Vasco. Em meio à transmissão, ele acabou “entrevistando” um cachorro, um Pastor Alemão da Brigada Militar.

Claro que não poderiam faltar perguntas sobre gols que narrou. Foi lembrado o de Alex, para o Palmeiras, em uma partida contra o São Paulo válida pelo Torneio Rio São Paulo do ano 2000. “Foi uma loucura”, disse Silvério que na ocasião descrevia um lance como golaço mesmo antes de seu fim. O meia do Palmeiras deu duas chapeladas dentro da área antes de finalizar. Afirmou ainda que arriscava muito, ousava muito em suas irradiações.

Silvério ainda respondeu a questionamentos de colegas com quem dividiu o microfone. Freddy Junior, ex-Pan, que atua como repórter nas transmissões como repórter na Mundial, colocou na mesa o tema das transmissões off-tube, aquelas em que o narrador está no estúdio e não no estádio. “Hoje está todo mundo falando que o rádio acabou. Uma das razões é que o cara vai no estádio leva o radinho e vê que você não está”, disse. Além disso, ele chamou a atenção para o fato de que, como por questões técnicas, o áudio da narração chega até depois do lance, devido ao narrador acompanhar os lances na tela da televisão.

Por sua vez, Alexandre Praetzel, que também vem atuando na mesma emissora, preferiu questionar sobre a atual qualidade dos repórteres esportivos que, segundo ele, não fazem boas descrições dos lances e não encaixam boas perguntas. José Silvério fez um elogio aos bons repórteres com quem trabalhou (Wanderley Nogueira, Leandro Quessada e o próprio Praetezel) e criticou alguns profissionais que gritam ao microfone. Em seguida, disse: “os clubes dificultam muito o seu trabalho, os jogadores dificultam as suas entrevistas. Se você não for puxa-saco, você não consegue entrevista mais. Você hoje não pode ter independência, que os profissionais do meu tempo tinham. Se você fizer perguntas corretas e se você falar algumas coisas que tem vontade de falar, nunca mais os personagens vão dar entrevista para você”.

Veja mais no player abaixo.

Silvério

Memória: relembre Alexandre Santos narrando na Rádio Bandeirantes

Por Rodney Brocanelli

Um dos grandes nomes da narração esportiva, Alexandre Santos Chegou à Rádio Bandeirantes em 1958. Começou como plantão esportivo e apresentador. Com a inauguração da TV Bandeirantes, migrou para o novo veículo lá consolidou sua carreira, ao longo dos anos, passando a narrar jogos de futebol e boxe (ele transmitiu a histórica derrota de Mike Tyson para James Buster Douglas).

Ainda na tevê, também criou apresentou programas, sendo que um deles caiu no gosto do público: Gol, o Grande Momento do Futebol, que mostrava gols históricos do futebol brasileiro, aproveitando o bom arquivo de imagens da Bandeirantes.

Paralelo ao sucesso na televisão, Alexandre Santos seguiu atuando na Rádio Bandeirantes, entre os anos de 1970 até o começo da década de 1980. Ele desempenhou uma função muito curiosa que era a do “locutor de abertura”. Durante as jornadas esportivas de domingo, ele comandava o programa pré-jogo diretamente do estádio, até que chegasse o momento para que  Fiori Gigliotti assumisse o microfone e narrasse  a partida propriamente dita.

Além disso, Alexandre também narrava jogos inteiros pela rádio. Um caso raro de profissional que se deu bem em dois veículos tão distintos. Vamos destacar aqui o registro de um dos gols da vitória do São Paulo (marcado por Marinho Chagas)  sobre a Ferroviária em partida válida pelo campeonato paulista de 1982. O tricolor venceu esse jogo pelo placar de 4 a 1.

Alexandre Santos

 

José Silvério fala ao Na Geral: “eu acho que encerrou minha carreira, acabou”

Por Rodney Brocanelli

José Silvério concedeu uma entrevista ao programa Na Geral, da Kiss FM, nesta sexta (01). Foi sua primeira manifestação em rádio desde que a imprensa anunciou sua saída de Rádio Bandeirantes. Por aproximadamente 40 minutos, ele bateu papo com Lélio Teixeira, José Paulo da Glória e Beto Hora, além do produtor Frank Fortes.

Silvério participou do Na Geral por telefone, diretamente de Varginha (MG), onde mora o filho de sua atual esposa, Rose. No início, o narrador aproveitou para dizer que a saída do programa da grade da Bandeirantes deixou uma lacuna e que foi uma decisão que ele não conseguiu entender.

O narrador não avançou muito no que diz respeito a detalhes sobre os bastidores de sua rescisão de contrato da Bandeirantes. Afirmou que a única pessoa com quem falou de lá foi o responsável pelo RH. “Eu acertei com eles e está tudo em paz”, disse. Além disso, ele afirmou que não há qualquer tipo de revolta pela decisão que a emissora tomou.

Sobre seu futuro, Silvério disse que não pode ser tão definitivo, mas declarou que a sua parte no rádio está feita: “Eu acho que encerrou minha carreira, acabou”.  Dinheiro pelo que diz também não chega a ser um problema: “Eu não preciso de nenhum favor financeiro para tocar a vida”. O narrador está com 75 anos de idade.

Ouça a participação de Silvério ao Na Geral no player abaixo.

Silvério

 

Rádio Bandeirantes transmite final do Campeonato Paulista de 1977 neste domingo

Neste domingo (3), às 15h, a Rádio Bandeirantes volta a levar seus ouvintes a uma viagem no tempo, desta vez rumo à final do Campeonato Paulista de 1977.

A emissora transmitirá Corinthians 1 x 0 Ponte Preta, partida que encerrou um período de quase 23 anos sem títulos importantes para o Corinthians. O herói da disputa foi foi o volante Basílio, que em uma jogada emocionante de aproximadamente sete segundos, garantiu o título do Timão. 

O jogo será narrado por Ulisses Costa e contará com a participação dos jornalistas Bernardo Ramos, João Paulo Cappellanes e Ricardo Capriotti. 

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Repetindo Fiori Gigliotti, Rádio Bandeirantes dispensa José Silvério

Por Rodney Brocanelli

José Silvério teve seu contrato de trabalho rescindido com a Rádio Bandeirantes. A informação surgiu no começo da tarde deste domingo (26) por intermédio da coluna de Flavio Ricco, no UOL. A notícia traz detalhes importantes, como o valor da indenização, certa de R$ 350 mil. O narrador confirmou sua saída ao colunista, e disse também que não tem nada definido para o futuro (clique aqui para ver).

Desde 2016, o casamento de José Silvério com a Rádio Bandeirantes vinha sendo alvo de atenção por parte dos veículos especializados. O mesmo Flavio Ricco publicou na ocasião uma nota dando conta que o narrador teria procurado a direção da emissora, manifestando a intenção de se aposentar no final daquele ano. No entanto, em entrevista ao mesmo UOL, Silvério não confirmou essa informação.  Conversando com o apresentador José Luiz Datena na ocasião, ele disse que ainda não havia sido chamado pela alta direção para encaminhar a renovação de contrato, com validade até 2022.

O acerto se deu ainda no final de 2016. No ano seguinte, o narrador foi homenageado com seu nome batizando a equipe de esportes da emissora. Silvério passou a narrar menos jogos e em 2018 participou ativamente da cobertura da Copa da Rússia. Na grande final da competição, ele atingiu uma marca histórica: 11 finais narradas diretamente dos estádios.

Como eu escrevi nas redes sociais, é claro que José Silvério não era o mesmo Silvério que comecei a ouvir, lá pelo início da década de 1980, por influência do meu pai. Ainda assim, ele narra melhor do que muitos que estão aí militando no rádio esportivo brasileiro.

Uma pena que esse final de ciclo na Bandeirantes tenha de ser assim. Aliás, não é a primeira vez que o grupo trata mal quem deu tanto de si para a empresa e até ajudou a emissora a recuperar seu prestigio e protagonismo nas transmissões esportivas. Lembrem-se do que aconteceu com Fiori Gigliotti.

Silvério

Rádio Bandeirantes viaja no tempo e transmite final da Copa do Mundo de 1970 neste domingo

A Rádio Bandeirantes vai levar seus ouvintes a uma viagem no tempo neste domingo (26), a partir das 15h, rumo à final da Copa do Mundo de 1970.

A emissora transmitirá a partida que consagrou o Brasil campeão em vitória por 4 a 1 sobre a seleção italiana no estádio Azteca, no México, em 21 de junho daquele ano.

O jogo será narrado por Ulisses Costa e contará com a participação dos jornalistas Bernardo Ramos e Ricardo Capriotti. Destaque para depoimentos de ex-jogadores como Tostão, familiares dos atletas e músicas da época.

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Seleção Brasileira 1970

Edição especial do “Antenados” presta homenagem ao Rei Roberto Carlos neste sábado

Neste sábado (18), a Rádio Bandeirantes exibe uma edição especial do “Antenados” direto do projeto “Emoções em Alto Mar”, o cruzeiro do cantor Roberto Carlos.

Além de entrevistas exclusivas e novidades contadas pelo próprio anfitrião, a atração fará uma homenagem ao Rei, que completa 79 anos no domingo (19). Anitta, Claudia Leitte, Ivete Sangalo, Roberta Miranda, Daniel, Paula Toller, Zizi Possi, padre Antônio Maria, Chitãozinho, Liah Soares, que gravou um dueto ainda inédito com Roberto, Caio Girardi, fotógrafo de RC desde 1995, Martinha, Ângelo Máximo, Luiz Ayrão, Carlinhos de Jesus, Tom Cavalcante, Eri Johnson, Dody Sirena e Dudu Braga participam do programa, assim como os artistas internacionais Andrea Bocelli e Alejandro Sanz.

A 16ª edição do projeto “Emoções em Alto Mar” aconteceu em fevereiro deste ano, saindo pela primeira vez do Rio de Janeiro. A Rádio Bandeirantes foi a única emissora de rádio de São Paulo convidada para prestigiar o evento.

O “Antenados”, apresentado por Danilo Gobatto, vai ao ar neste sábado, às 20h, na Rádio Bandeirantes, com reprise no domingo no mesmo horário.

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Danilo Gobatto e Roberto Carlos

Rádios do Grupo Bandeirantes abrem seus sinais durante pandemia do novo coronavírus

A rádios do Grupo Bandeirantes abriram seus sinais de transmissão para emissoras de todo o país que queiram transmitir suas programações durante a pandemia do novo coronavírus. Rádio Bandeirantes, BandNews FM, Nativa FM e Band FM são as emissoras envolvidas nessa iniciativa de utilidade pública.

As imagens transmitidas pelas rádios em seus canais no YouTube e nas redes sociais também poderão ser utilizadas por sites de emissoras de rádio ou por TVs que queiram compartilhar o conteúdo.

Os veículos de comunicação interessados devem entrar em contato pelo e-mail sinalaberto@band.com.br para obter mais informações.

grupobandeirantes

Pane elétrica atinge emissoras de rádio e tv do Grupo Bandeirantes

Por Rodney Brocanelli

A pane elétrica que afetou a sede do Grupo Bandeirantes, no bairro do Morumbi, em São Paulo também causou problemas em pelo menos duas emissoras de rádio. O Radioamantes verificou que a Rádio Bandeirantes ficou fora do ar até por volta das 18h30. Pouco depois do quinto sinal, a programação foi retomada, com a sequencia do Bastidores do Poder.

Relatos dão conta de que também a Band News FM enfrentou problemas. A. Rádio Trânsito também saiu do ar A interrupção de energia atingiu em cheio as emissoras de televisão, conforme relatos do jornalista Flavio Ricco (clique aqui).

O Grupo Bandeirantes divulgou um comunicado pedindo desculpas a telespectadores e ouvintes. Leia abaixo.

 

NOTA DE ESCLARECIMENTO
O Grupo Bandeirantes enfrentou um problema elétrico inesperado em sua sede em São Paulo, no início da noite desta quinta-feira, apesar de ter seu grupo de geradores, no breaks e sistemas de backup adequados e em pleno funcionamento. O fato causou a interrupção de todos os sinais originados da sede do Morumbi. As demais emissoras Band seguiram com sua programação local durante esse período. Pedimos desculpas a nossos telespectadores e ouvintes em todas as nossas plataformas pelos transtornos causados.

Grupo Bandeirantes homenageia profissionais que seguem trabalhando em tempos de quarentena

Por Rodney Brocanelli

As rádios do Grupo Bandeirantes fizeram uma homenagem, nesta quarta (24) aos profissionais (saúde, segurança, limpeza, imprensa, entre outros) que seguem trabalhando durante a quarentena recomendada por grande parte das autoridades como forma de conter a disseminação do Covid-19, mais popularmente conhecido como Coronavírus. A voz é de Nelson Gomes. Ouça abaixo o registro da Rádio Bandeirantes, que foi ao ar pontualmente às 18h.

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Ouça José Silvério sem Tieline e com Tieline

Por Rodney Brocanelli

Ontem o Radioamantes publicou um post sobre o Tieline, um decodificador (ou codec) que converte o som telefônico em som de estúdio. Esse aparelho melhora muito a qualidade das transmissões externas e vem sendo usado por diversos profissionais de rádio que estão apresentando ou participando de programas (leia mais aqui).

No entanto, faltaram exemplos sonoros para demonstrar a diferença da qualidade de som. Para isso, vamos pegar duas narrações de José Silvério em dois momentos diferentes da história.

Em 1978, pela Rádio Jovem Pan, Silvério transmitiu as emoções da Copa da Argentina. Destacamos aqui o gol da vitória da seleção brasileira sobre a seleção italiana, marcado por Dirceu, na disputa pelo terceiro lugar. Reparem que o som tem a qualidade de uma ligação telefônica.

Agora, vamos destacar um registro da Copa da Rússia, em 2018, 40 anos depois. A partida em questão é Brasil x México, com vitória brasileira (e sofrida) pelo placar de 2 a 0. O narrador já estava na Rádio Bandeirantes. Com o avanço tecnológico e o uso do Tieline, notem como a qualidade de som tem um ganho substancial. O áudio é em estéreo e o ouvinte tem a sensação que José Silvério está no estúdio (o que não era o caso).

Silvério Pan e Bandeirantes

Coronavírus: home office e cobertura especial em emissoras de São Paulo e Porto Alegre

Por Rodney Brocanelli, com a colaboração de Edu Cesar, do Papo de Bola

O Covid-19, mais conhecido como Coronavírus, segue modificando rotinas e programações nas emissoras de rádio.

São Paulo

-“Home office” aumentando no “Jornal da Bandeirantes Gente” na edição desta quinta (19). Só Pedro Campos e Thays Freitas no estúdio. Cláudio Humberto e Rafael Colombo em suas casas tal qual o Zé Paulo – Rafael só em áudio, Cláudio também em imagem.

Porto Alegre

-Guaíba com programação temporária para mais jornalismo, conforme informou Nando Gross, gerente geral da emissoa: “Direto ao Ponto” até 11h30 e “Guaíba News” até 18h. “Ganhando o Jogo” e “Repórter Esportivo” com menos duração por enquanto.

Guilherme Baumhardt fora de combate na Guaíba (veja aqui). Não está com o corona, mas ele teve apenas uma febre repentina e dores pelo corpo,. Por prevenção e precaução, o apresentador ficou em casa.  Com isso, o “Bom Dia” desta quinta (19)  foi apresentado sozinho pelo Voltaire Porto das 5h30 às 7h, quando chegou  José Aldo Pinheiros que participou no estúdio com ele. Jurandir Soares, analista internacional do programa, está em  “home office” , uma vez que ele faz parte do grupo de risco pela idade (tem 77 anos).

-Rádio Bandeirantes separando o pessoal para evitar aglomeração em ambiente único (o estúdio da filial porto-alegrense da emissora não é grande). No “Apito Final” agora, Marco Antônio Pereira, Sérgio Boaz e Roberto Pauletti no estúdio central e Luís Henrique Benfica e Gabriel Corrêa na redação.

Marco Antônio Pereira confirmou agora no ar que amanhã apresentará o “Apito Final” de casa. Não só está no grupo de risco pela idade (63 anos), mas também por ser diabético.

A programação será terá a programação  normal no fim-de-semana menos no horário da jornada esportiva. No lugar dela entrará o “RB News”, sábado, com Cesar Cidade Dias, das 15h às 17h e domingo via Bandsat em rede com São Paulo,  das 15h às 19h.

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