Estando há 44 anos em rádio e televisão (cerca de 15 anos na TV), já vi de tudo. Ou pelo menos pensava ter visto. Ao acessar, nesta terça-feira o site Bastidores do Rádio, li uma nota sobre a audiência do rádio esportivo paulistano, acompanhada dos números relativos ao futebol no final de semana.
Não posso dizer que nunca ouvi falar da 105 FM, mas, por outro lado, posso afirmar que entre amigos e colegas nunca ouvi referência aos narradores daquela emissora quando o assunto é o locutor esportivo preferido de cada um. Pode ser até que a omissão ocorra por ignorância nossa, mas na lista dos nomes mais lembrados estão os de sempre: José Silvério, Oscar Ulisses, Éder Luiz, Antonio Edson, Ulisses Costa, Nilson César e mais dois ou três, menos cotados.
A ordem descrita não corresponde, necessariamente, à colocação de cada um entre os campeões de audiência. Ela é produto da voz corrente no setor, tanto entre colegas quanto apurada na declaração espontânea de ouvintes, fãs do futebol, em geral. Bandeirantes, Globo, Jovem Pan e Transamérica (em ordem alfabética), onde os profissionais relacionados atuam, são as emissoras mais lembradas. Exatamente por isso, meu espanto é ainda maior ao conferir os números apontados pelo Bastidores que, por sua vez, usa como fonte o blog Cheni no Campo.
Se observarmos os índices de audiência obtidos pelas quatro emissoras mais bem posicionadas no Ibope depois da 105 FM, incluindo a CBN —não mencionada acima—, o resultado é praticamente um empate técnico entre a líder e a soma das demais. O porcentual da Pan não está incluído porque a emissora não aparece entre as cinco primeiras colocadas. Embora a terminologia, em se tratando de futebol, não seja adequada, a audiência da 105 é um autêntico e fulminante “nocaute” nas demais emissoras.
Nunca fui um gênio dos cálculos, mas uma continha dessas eu sei fazer e o resultado me parece surpreendente. Com base nos números divulgados, era para o som da 105 ecoar por todos os cantos, principalmente nos estádios, mas não é o que acontece. Com sede na cidade de Jundiaí, cerca de 58 km de São Paulo, no dial, a 105 FM é sintonizada nos 105,1 mhz. Pela Internet, o endereço é http://www.radio105fm.com.br/.
Desconheço o critério utilizado na obtenção dos números (resposta espontânea ou estimulada), mas em qualquer hipótese a “surra” que os profissionais acima relacionados levam dos narradores da 105 é humilhante, quase um indicativo de fim de carreira de todos eles. Conhecendo a maioria, sei que a realidade está longe, mas muito longe mesmo da impressão que os índices de audiência sugerem. Ou seja, a história não combina com a narrativa.
Algo ou alguém está “pisando na bola” e maltratando o resultado da audiência no segmento esportivo. Se não fosse isso, as principais emissoras que se destacam no setor já teriam tomado a providência mais simples, direta, lógica e objetiva para acabar com o jogo: contrataria a equipe inteira da 105 FM e mandaria para o olho da rua os profissionais que estão sob contrato atualmente.
A demissão deveria incluir, por incompetência, toda a direção comercial e jornalístico-esportiva das emissoras surradas impiedosamente. Repito: se a realidade fosse espelho da fantasia, claro.
Para encerrar, lembrando-me de que em todo boato há um fundo de verdade, (embora pesquisa de audiência não deva ser enquadrada nessa categoria) o pessoal da 105 FM merece um cumprimento especial pois, até prova em contrário, a pesquisa transmite a ideia de um fenomenal drible da vaca, dentro da área do adversário. Resta saber quem vai para o brejo.
BOM DIA FLAVIO GUIMARÃES Também tem a ESPN ESTADÃO que esta bobando, o FLAVIO GOMES sabe levar uma jornada Esportiva como ninquém eu o ouço em suas resenhas,gosto muito também do MILTON NEVES e na narração Esportiva gosto do NILSON CESAR da JP e DEVA da CBN. SÃO PAULO – CAPITAL
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Tava esquecendo o meu filho ouve a 105FM e me falou que é muito legal ouvi-la principalmente os programas sobre Esporte, vou acompanhar com essa dica sua reforça o que ele falou. ABS. SÃO PAULO – CAPITAL
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Olá, Flávio. Trabalhei na 105FM de 2005 a fevereiro deste ano. Realmente o trabalho que fazem lá é diferenciado por ter uma linguagem mais solta e jovem. Tanto que a Globo já havia contratado, além de mim, que cheguei lá agora, o Doni Vieira que trabalhou comigo lá há alguns anos. Sinto-me parte desses kras que lá estava mas não repercutia. De certa maneira, meu sonho de trabalhar um dia na Globo e a repercussão que você cita no seu texto foram determinantes para minha opção em fevereiro. Abs.
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Flávio Guimarães, Boa Tarde. Seu texto traduz exatamente o que acontece no Dial em SP nos dias de hoje. E o que o Marcelo do Ó diz em seu comentário, reforça ainda mais. Algumas rádios AM estão engessadas, paradas no tempo, não tem coragem de ousar, de buscar o novo.
E além disso, a falta de oportunidade aos novos,é algo muito raro. Só se contrata os que já estão inseridos no mercado e pula-se de A para B ou de B para C. Ninguém mais aposta em quem não é conhecido da grande mídia ou que não tenha algum apadrinhado.
Mas, ainda acredito que este panorama ainda mude. Abs !
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