Band News FM (Goiânia) afasta Luiz Gama

Por Rodney Brocanelli

O radialista Luiz Gama foi afastado dos microfones da Band News FM (90,7 Mhz), de Goiânia, após a publicação de comentários homofóbicos e racistas em seu perfil no Twitter. A emissora publicou uma nota em suas redes sociais informando que de “acordo com a equipe Feras do Esporte, iniciamos renovação de quadro funcional no sentido de afastar o funcionário (Luiz Gama) que adotou caminho contrário a esta postura”.

Além da nota, houve um anúncio oficial dentro da programação local, feito por Marcos Villas Boas, âncora do horário local e diretor da emissora.

Gama fez postagens em seu perfil no Twitter no último dia 13 comentando um dos  aspectos da medida provisória enviada pelo presidente do presidente Jair Bolsonaro ao Congresso,  conhecida como Verde e Amarelo, que visa acabar com o registro de DRT para várias categorias, entre elas a de jornalista. O radialista fez ataques indiretos a uma apresentadora da Rede Globo e um apresentador da TV Anhanguera, afiliada da Globo em Goiás (saiba mais aqui).

Leia abaixo a nota da Band News FM (Goiânia)

NOTA – Não cabe à BandNews FM Goiânia fazer juízo ou patrulhamento sobre posições pessoais de seus funcionários quando adotadas fora do ambiente da programação ou da produção jornalística.

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Por outro lado, o conjunto de ideias e posicionamentos de seu grupo de jornalistas, âncoras e comentaristas, fazem da Band News FM uma forte aliada na defesa de valores importantes para uma sociedade saudável, equilibrada e justa. Com tal postura, a Band News FM Goiânia combate com convicção quaisquer manifestações de preconceito, intolerância ou discriminação.

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Desta forma, mesmo se tratando de iniciativa exterior, individual, dissociada do posicionamento da emissora e dos ideais que ela defende, informamos que não se manterá como parte da equipe qualquer funcionário que tenha comportamento adverso a estes valores.

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Em comum acordo com a equipe Feras do Esporte, iniciamos renovação de quadro funcional no sentido de afastar o funcionário (Luiz Gama) que adotou caminho contrário a esta postura.

 

Luiz Gama

Pertencente aos Diários Associados, Clube FM coloca no ar seu projeto de rede

Por Rodney Brocanelli

Estreou na manhã desta segunda-feira (18) o projeto de rede da Clube FM, emissora dos Diários Associados sediada em Brasilia. Até o momento são 15 emissoras afiliadas e outras poderão concluir o processo dentro dos próximos dias. A programação será eminentemente popular e terá como cabeça de rede a emissora de Brasília, que opera em 105,5 Mhz.

O objetivo não declarado da Clube é aproveitar o vazio deixado pela Transamérica, que resolveu extinguir sua portadora Hits, cujo playlist executava músicas dos gêneros sertanejo, sertanejo, pagode, samba e funk. Com a recente mudança de perfil, voltada para um segmento mais adulto, com ênfase no pop-rock, muitas afiliadas de regiões mais interioranas, até por uma questão de afinidade do seu público, decidiram largar a rede e procurar novos parceiros. As redes lideradas pela Clube FM e pela Band FM disputam esses dissidentes da Transamérica.

Ouça abaixo a estreia da rede da Clube FM.

Clube FM

Eli Corrêa conta histórias de sua vida e carreira em canal no YouTube

Por Rodney Brocanelli

O comunicador Eli Corrêa tem publicado desde setembro em seu canal no YouTube (clique aqui para ver), uma série contando toda sua história de vida e sua carreira no rádio. Intitulada de “Pequenas Histórias de Vida”, nome de um dos quadros de sua atração radiofônica, Eli vem traçando uma linha do tempo, desde seu nascimento em Paranagi, um povoado dentro da cidade de Sertaneja (PR), passando por sua infância, quando teve de começar a trabalhar muito cedo para ajudar a família, o começo no rádio (quando teve que conciliar com um emprego em uma sorveteria) e a vinda para São Paulo, quando começou a trabalhar em rádios da capital e obteve grande sucesso, com seus programas atingindo altos índices de audiência e ele mesmo conquistando grande popularidade.

No vídeo publicado nesta semana, o episódio 7, ele fala sobre a sua saída de Tupi e a ida para a Record, onde acabou encaixado em uma grade que já contava com grandes comunicadores, como Zé Béttio, Gil Gomes, Sílvio Santos, Barros de Alencar, Altieris Barbieiro, entre outros. Eli também conta sobre a criação e a lapidação do bordão “Oi Gente”.

Ainda nesse mesmo episódio, ele aborda sua transferência para a Rádio Globo, quando contou com a ajuda da tevê para divulgar sua estreia (veja abaixo).

Além de sua biografia, o canal de Eli Corrêa, traz as histórias da seção “Que Saudade de Você.

Chama a atenção o fato de que o apresentador finalmente resolveu assumir seus cabelos grisalhos.

Eli Corrêa

 

Correspondente Ipiranga estreia novo formato a partir desta terça-feira (12)

O Correspondente Ipiranga, programa da Rádio Gaúcha com mais de 70 anos de história, estreia em um novo formato nesta terça-feira (12). A partir da data, o programa será mais leve e dinâmico, baseado em um modelo atualizado de roteiro, e contará também com uma trilha sonora renovada. O que não muda, no entanto, é a essência do clássico noticiário: qualidade e agilidade para manter os gaúchos bem informados ao longo do dia sobre os acontecimentos do Estado, do Brasil e do mundo. 

Com as alterações, o Correspondente Ipiranga ganha um roteiro mais informal, solto e integrado à linguagem e à programação da rádio. A plástica do programa, composta por trilha e desenho de som, também foi repensada e atualizada – os elementos sonoros que tornaram o programa reconhecido por décadas seguem, agora, com uma nova roupagem. A apresentação das edições das 8h, 12h50, 18h50 e 20h, no ar de segunda a sexta-feira, seguem sob o comando de Pedro Quintana, pela manhã, e de Fernando Zazuno, no período da tarde. Aos sábados, o boletim de notícias é transmitido às 8h e às 12h50 e, no domingo, às 12h50.

– Estamos modernizando um dos noticiários mais tradicionais do rádio brasileiro. Mais ágil, com arranjo de trilha mais moderno, seguindo o processo de aprimoramento dos nossos produtos – ressalta o gerente-executivo da Gaúcha, Daniel Scola.

A versão reformulada do programa estreia com outra grande novidade para os ouvintes: a volta do radialista Domingos Martins, que retorna ao Grupo RBS para ser a voz oficial da Gaúcha. A nova vinheta e as chamadas do Correspondente Ipiranga durante a programação já contarão com a identidade do jornalista. Domingos Martins soma 26 anos de experiência em rádio apenas nos veículos da RBS, em que teve passagens pela Atlântida e pela Gaúcha. Durante o período, atuou como apresentador, coordenador de programação e locutor de chamadas.

Logo Gaucha

Rogério Mendelski diz que seu comentário sobre cabelo foi “rigorosamente estético”

Por Rodney Brocanelli

Rogério Mendelski falou nesta sexta (08), dentro do programa Bom Dia, da Rádio Guaíba, a respeito de seu comentário feito na edição da manhã anterior sobre o cabelo de Marielle Franco, vereadora do PSOL (RJ) assassinada em março de 2018 (saiba mais aqui).

Ele iniciou repetindo as mesmas explicações que concedeu ao site Coletiva.net no dia de ontem: seu comentário fora interrompido devido ao aviso que recebera da produção acerca de uma entrevista com Onyx Lorenzoni, atual ministro da casa civil. “Eu não pude terminar o meu raciocínio que era um comentário rigorosamente estético, como eu costumo fazer sempre aqui. Eu faço brincadeiras aqui com roupas, desfiles de moda…”, disse.

Na sequência, Mendelski passou a ler uma nota encaminhada a Ariel Freitas, do Portal Independente Notícia Preta. Nela, o apresentador, em resumo, disse que gosta de cabelos crespos e soltos e não de coques, que seria o objeto de sua crítica. “Pra mim, a Marielle ficava muito mais bonita de cabelos soltos”.

“Sempre que posso e surge uma oportunidade, eu faço elogios a mulheres que tem cabelos crespos: afros, louras, morenas, ruivas, etc.”, prosseguiu, citando os nomes de Leilane Neubarth, apresentadora da Globo News, e Maju Coutinho, apresentadora do Jornal Hoje, da Rede Globo e da atriz Meg Ryan. “Esteticamente, na minha opinião, coque fica horroroso em qualquer mulher”, completou.

Mendelski fez críticas ao PSOL. “O PSOL vai querer pautar a minha preferência por cabelos femininos? Era só o que faltava(…) e tirar ilações subjetivas. O PSOL me dá licença de não gostar disso aí (coque) e preferir cabelos crespos e soltos?”

Sobre o caso Marielle Franco, ele diz que cobra todos os dias também no jornal Correio do Povo a identidade dos autores dos assassinatos dela e de seu motorista. “É isso que nos queremos saber. Nos queremos saber isso aí”.

Nesse trecho do programa em que se manifestou sobre o comentário do dia anterior, Mendelski não fez qualquer referência à nota oficial divulgada por Nando Gross, gerente geral da Rádio Guaíba pedindo desculpas à família de Marielle e a toda a comunidade atingida pelo fato.

Houve um protesto na porta da sede da Rádio Guaiba na manhã de hoje devido as declarações de Mendelski (saiba mais aqui).

Mendelski Guaíba

7 de novembro de 2019: um triste dia do radialista.

Por Rodney Brocanelli

Quem poderia imaginar que o dia 7 de novembro de 2019 se transformaria em um dia triste para o rádio? Logo hoje que é, de forma oficial,  o dia do radialista. Dois incidentes gravíssimos marcaram essa data.

O primeiro ocorreu na Rádio Guaíba, de Porto Alegre. Durante o programa Bom Dia, o apresentador Rogério Mendelski fez comentários depreciativos referentes ao penteado de Marielle Franco, vereadora do PSOL-RJ, assassinada em março de 2018. Mendelski estava lendo mensagens a respeito do caso e disse “agora virou até moda o cabelo da Marielle. O que eu tenho visto de pessoas com o cabelo, aquele cabelo horroroso, feio, um coque na cabeça…”. Logo em seguida, há um silêncio no ar que é interrompido por ele mesmo: “Onyx?”. Provavelmente, uma pergunta a alguém da produção que sinalizava sobre alguma entrevista ou sonora.

A manifestação infeliz do apresentador foi criticada via redes sociaispor quem ouviu na hora ou quem tomou conhecimento posterior. O “comentário” de Mendelski foi feito por volta das 06h30 da manhã, conforme o vídeo do programa transmitido no perfil da emissora do Facebook. Uma manifestação oficial aconteceu apenas próximo das 16h30, quando Nando Gross, gerente geral da Rádio Guaíba, divulgou uma nota via Twitter:

“Esclarecimento. Sobre o comentário do apresentador Rogério Mendelski hoje pela manhã no programa Bom Dia, quando fez considerações sobre a vereadora Marielle Franco, esclarecemos que repudiamos todo e qualquer tipo de comentário de conteúdo preconceituoso. Pedimos desculpas à família de Marielle e a toda a comunidade atingida pelo fato. Nos seus princípios, que estão expostos no site oficial da emissora, a Guaíba deixa bem claro isto aos seus ouvintes e colaboradores. A Rádio Guaíba repudia toda e qualquer forma de preconceito e discriminação. A Rádio Guaíba preza a pluralidade de ideias entre seus comentaristas e apresentadores, mas não aceita de forma alguma manifestações de conteúdo racista, homofóbico de xenofobia ou qualquer outra forma de discriminação. A opinião dos comentaristas e apresentadores não representa a opinião da empresa. Esta será apresentada em editoriais quando necessário”.

Apesar do pedido de desculpas e do reconhecimento de que o comentário teve cunho preconceituoso, a nota de Gross também sofreu críticas via redes sociais, uma vez que não há qualquer indicação de alguma medida administrativa em relação ao comportamento inadequado do apresentador.

ATUALIZAÇÃO (07/11 – 21h23) – O site Coletiva.net (saiba mais aqui) trouxe declarações de Rogério Mendelski sobre o caso: “Meu comentário foi interrompido por conta de uma entrevista que eu estava esperando com o Onyx [Lorenzoni]. Depois, o assunto não voltou mais”. A interrupção foi destacada neste blog logo no segundo parágrafo. Ele disse mais: “Não gosto de coques. A Marielle, por exemplo, era muito mais bonita de cabelos soltos. É gosto pessoal. Não há qualquer tipo de conteúdo racista aí, não sei de onde tiraram isso. Eu não pude terminar o meu comentário, foi isso. Nós, da Guaíba, somos completamente contra preconceitos”.

A grande questão é que coque é um tipo de penteado e em sua fala no programa ele citou literalmente a palavra cabelo.

Mas o dia não ficou apenas nisso.

Mais tarde, houve um episódio de agressão física durante o programa Pânico, da Rádio Jovem Pan. O entrevistado do dia era o jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept. Augusto Nunes, comentarista da emissora, fazia parte da bancada de entrevistadores. A temperatura começou a subir quando Gleen citou comentários feitos por Nunes a respeito de seus filhos. “Eu quero saber se você acredita que um juiz de menores deveria investigar nossa família com possibilidade de tirar nossos filhos de nossa casa, sem pai nem mãe, sem família nenhuma”. Glenn é casado com o jornalista e deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) e ambos adotaram duas crianças.

Nunes reagiu: “Quem tem que se explicar é quem comete crimes, quem fica cobrando quem age honestamente. Ouça-me: o que eu disse, vocês vão perceber, é que ele não sabe identificar ironias, não sabe identificar um ataque bem-humorado. Convido ele a provar em que momento eu pedi que algum juizado fizesse isso. Disse apenas que o companheiro dele passa tempo em Brasília, passa o tempo todo lidando com material roubado. Quem vai cuidar dos filhos?”. A citação é relacionada às mensagens trocadas entre o então juíz Sergio Moro e o procurador Deltran Dallangol sobre a operação Lava Jato.

Glenn tentou replicar: “Você é um covarde! Você é um covarde! Eu vou falar o porquê”. No entanto, não houve espaço para novas explicações. Nunes o interrompeu e ambos discutiram com o dedo em riste. Houve uma primeira tentativa de agressão por parte de Nunes, que não deu certo, mas na segunda, o comentarista consegue acertar o rosto do convidado com um tapa de esquerda. Depois, homens de camiseta preta (seriam seguranças?) entram em cena para segurar os dois. O programa é tirado ar e retorna cerca de 12 minutos depois já sem a presença de Nunes.

Às 16h48, o site da Jovem Pan divulgou o seguinte comunicado:

“A Jovem Pan lamenta o episódio ocorrido ao vivo no programa Pânico desta quinta-feira (7) entre os jornalistas Augusto Nunes e Glenn Greenwald.

Defensora vigilante dos princípios democráticos, do pluralismo de ideias e da liberdade de expressão, a Jovem Pan sempre abriu suas portas para convidados de diferentes campos ideológicos e com opiniões dissonantes, para que cada brasileiro forme seu juízo tendo acesso a visões variadas sobre os temas mais relevantes do momento.

Uma das principais marcas do Pânico é receber personalidades para o debate aberto e franco, bem-humorado e eventualmente ácido. Glenn Greenwald já participou da bancada em diversas outras oportunidades.

A liberdade de expressão e crítica concedida pela Jovem Pan a seus comentaristas e convidados, contudo, não se estende a nenhum tipo de ofensa e agressão. A empresa repudia com veemência esses comportamentos.

A Jovem Pan pede desculpas aos ouvintes, espectadores e convidados desta edição do Pânico, inclusive Glenn Greenwald”.

Aqui também não há qualquer tipo de menção a respeito de alguma medida relacionada ao comportamento do comentarista contratado da emissora.

Apesar de ser um dia triste, este 7 de outubro de 2019, dia oficial do radialista, deve servir para profundas reflexões e não cair no esquecimento.

7 de novembro de 2019

Memória: relembre Hugo Botelho narrando na Bandeirantes em 2005

Por Rodney Brocanelli

Em 2005, a Rádio Bandeirantes vivia um momento de transição da sua equipe esportiva, com as saída de diversos profissionais que foram para outras emissoras. O narrador Dirceu Maravilha foi um deles. Ele se transferiu para a Rádio Record, que tinha um departamento de esportes ativo. Nesse período, a Bandeirantes usou bastantes os profissionais que já estavam na casa, José Silvério e José Maia, enquanto que Odinei Edson, a voz da Fórmula 1, narrou alguns jogos de futebol.

Nesse meio tempo, a Bandeirantes convidou Hugo Botelho para transmitir uma partida do campeonato brasileiro daquele ano.  E a partida não poderia ser melhor para um narrador: um empate por 3 a 3 entre o Atlético-PR (vamos respeitar a grafia da época) e o Santos, então líder do campeonato brasileiro daquele ano. O então meia santista Ricardinho (hoje comentarista no Sportv) foi destaque da partida, marcando os três gols de sua equipe. O alvinegro esteve na frente do placar em duas ocasiões, mas acabou por ceder a igualdade no placar (saiba mais sobre esse jogo, clicando aqui)

Outro destaque daquele confronto foi o atacante Schumacher, do Atlético-PR, autor de um dos gols da sua equipe. A transmissão da Bandeirantes explorou bastante o fato dele ser homônimo de Michael Schumacher, piloto profissional de Fórmula 1, que vivia o auge da sua carreira, pilotando um carro da Ferrari.

Estevan Ciccone foi o repórter daquela transmissão. Ao contrário do que acontece hoje em dia no rádio esportivo, ele esteve na Arena da Baixada. Não foi possível recuperar o comentarista que foi escalado naquela transmissão (quem souber, pode deixar mensagem no sistema de comentários).

Pouco tempo depois, a Bandeirantes contrataria o narrador Ulisses Costa, que até então estava na Rádio Globo

Hugo Botelho, por sua vez, acabou acertando com a 105 FM, emissora na qual ocupou ocupando de narrador titular. Ele, no entanto, voltaria a narrar jogos na emissora por ocasião da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, “emprestado” pela 105 FM.

Em 2012, Botelho iria tomar parte de um importante projeto do Grupo Bandeirantes que foi a Rádio Bradesco Esportes FM. Ficou na emissora até agosto de 2013. Depois, narrou jogos pela Rádio Estadão/ESPN. Com o fim do projeto de rádio  da ESPN, ficou apenas no canal de tv por assinatura, onde está até hoje. Nesse meio tempo, integrou equipes das rádios Capital e Bandeirantes, de Campinas.

Atenção: no registro abaixo, temos apenas os cinco primeiros gols da partida.  Não temos o gol de empate do Atlético-PR.

Hugo Botelho na Bandeirantes

Câmara Municipal de São Paulo realizará homenagem a Juarez Soares nesta quinta (7)

Na próxima quinta-feira (7), a Câmara Municipal de São Paulo será palco de uma sessão solene em em homenagem (in memoriam) ao jornalista e comentarista esportivo Juarez Soares. Será na Câmara Municipal de São Paulo, a partir das 19h, com a presença de familiares, amigos, jornalistas, esportistas.

O evento relembra os 60 anos de carreira de Juarez Soares, seus bordões (como o famoso “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”), a passagem pelas principais emissoras de rádio e televisão, o talento como poeta, sua contribuição para a política e para a democracia brasileira. A sessão solene acontece por iniciativa do vereador Eliseu Gabriel (PSB).

Juarez Soares morreu em julho deste ano, vítima de duas paradas cardiorrespiratórias. Ele integrava a equipe do programa Capital da Bola, da Rádio Capital.

“ … Aqui estão suas Rimas Imperfeitas.
Outro dia você disse que gosta das bobagens que escrevo.
Prefere sempre as rimas, ainda que imperfeitas.
Pois bem, quase todas estão aqui.
Bem que busco todos os dias a perfeição dos Versos. A métrica conveniente, o compasso certo na dança das palavras.
Persigo, mas não alcanço. Vale a intenção, o desejo, a boa vontade, o esforço…. “
Juarez Soares

Serviço:

Homenagem (in memoriam) a Juarez Soares – “Agradeço a palavra que penso e declaro”
7 de novembro de 2019
Horário: 19 horas
Local: Câmara Municipal de São Paulo – Auditório Prestes Maria (Viaduto Jacareí, 100 – 1º andar | Bela Vista)

Juarez Soares

Jovem Pan inaugura seu novo estúdio digital; Jornal da Manhã entra em nova fase

Por Rodney Brocanelli

A Rádio Jovem Pan estreou nesta terça-feira (05) o seu novo estúdio digital, batizado de Complexo Antonio Augusto Amaral de Carvalho, uma homenagem ao Seu Tuta. A partir dele será transmitido o Jornal da Manhã para as plataformas em que a emissora atua: rádio (AM e FM) e Internet (Facebook e YouTube). Logo de cara, o jornalístico nessa nova fase já teve seu primeiro convidado: João Dória, governador de São Paulo,  que foi recebido pelo âncora Thiago Uberreich e também por Antonio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, diretor presidente do Grupo Jovem Pan. Em seguida ele foi levado ao estúdio principal, onde se encontrou com a equipe do programa para conceder uma entrevista

Outro convidado especial foi Joseval Peixoto, nome histórico do Jornal da Manhã, que em sua intervenção se disse fascinado com o novo estúdio. Joseval lembrou quando iniciou a fase jornalística da Pan, com o JP Opinião, em 1966. Segundo ele, não havia redator nem diretor. O programa era feito com a leitura dos jornais que eram do Dr. Paulo Machado de Carvalho.

Mesmo com toda a modernidade, a tradição da hora certa foi mantida, agora com a participação dos âncoras. Kallyna Sabino, recém-contratada pela emissora após deixar o SBT,  foi quem disse o famoso “repita” a Thiago Uberreich.

Após a entrevista com Dória, o jornal seguiu seu curso, com o noticiário do dia e as participações dos comentaristas Augusto Nunes, Denise Campos de Toledo, Felipe Moura Brasil, Bruno Garschagen, Sammy Dana, Vampeta,  e da equipe de repórteres e correspondentes.

No final, o encerramento ficou a cargo de Joseval Peixoto. “Esse anfiteatro em que estamos é o resultado do que começou lá atrás, em 1966”, referindo-se ao JP Opinão. Ele lembrou que o jornalístico foi tirado do ar por duas vezes, uma quando morreu o guerrilheiro Che Guevara, e a outra por ocasião da prisão de estudantes no famoso congresso da UNE, em Itaici (SP). Em seguida, ele falou muito sobre a liberdade de expressão, e as tentativas de cerceá-la.

Veja nos vídeos abaixo.

Jornal da Manhã

Memória: relembre a Rádio Camanducaia na Bandeirantes, em 2010

Por Rodney Brocanelli

Em 2009, a edição de quarta-feira do Terceiro Tempo (que sempre avançava até a alta madrugada da quinta), comandada por Milton Neves passou a reapresentar alguns aúdios com esquetes da Rádio Camanducaia, genial criação de Odayr Baptista, que foram veiculados pela Rádio Bandeirantes, dentro do Show de Rádio na segunda passagem do programa, entre os anos de 1996 e 1997. A repercussão junto aos ouvintes foi tão boa que no ano seguinte, Baptista recebeu um convite para produzir quadros novos, que foram veiculados dentro do Domingo Esportivo Bandeirantes, apresentado também por Neves.

Para quem não lembra, Odayr Baptista criou a Rádio Camanducaia na década de 1970 quando ele integrou a equipe do Show de Rádio, que na época era apresentado pela Rádio Jovem Pan.

A emissora metalinguística era uma paródia a muitas emissoras de rádio do interior e as dificuldades que elas enfrentam para sobreviver. Outra característica marcante eram os trocadilhos referentes aos fictícios estabelecimentos comerciais que são os patrocinadores da emissora. Talvez não fosse algo consciente, mas a Camanducaia também era um retrato bem-humorado da vida do interior.

Um dos principais nomes da Camanducaia era o locutor Alberto Júnior, que com sua voz grave lia os testemunhais e anúncios e era um pouco atrapalhado. A estação tinha um narrador esportivo chamado Alberto Neto, que sempre ia  para o estádio errado a fim de irradiar uma partida de futebol. O quadro teve grande aceitação junto aos ouvintes e fez história no rádio paulistano.

Odyar Bapitsta morreu em julho de 2019, aos 83 anos.  Saiba mais sobre ele clicando aqui.

O Radioamantes recupera dois quadros que foram apresentados naquela época e que podem ser ouvidos nos players abaixo.

Odayr Baptista

Marco Antonio Villa deixa o Primeira Hora; Bandeirantes diz que existe possibilidade de novo projeto na casa

Por Rodney Brocanelli

Quem se acostumou a acompanhar as intervenções de Marco Antonio Villa  no Jornal Primeira Hora estranhou sua ausência na edição de hoje (1º). A área de comentários das transmissões  da Rádio Bandeirantes no YouTube foi invadida pelo questionamento “Cadê o Villa?” A resposta veio no final da tarde de hoje, de forma oficial. Durante o Bastidores do Poder, a editora executiva Thays Freitas fez o anúncio de que Villa havia deixado o tradicional jornalístico da emissora. Em nota divulgada hoje, a Bandeirantes diz que foi uma decisão conjunta de ambas as partes e que existe a possibilidade de um novo projeto para o professor na casa. Leia abaixo

A Rádio Bandeirantes comunica que, a partir desta sexta-feira, 1º novembro, o professor Marco Antônio Villa deixa de apresentar o “Jornal Primeira Hora”. Foi uma decisão de comum acordo, e que finaliza um projeto vitorioso. Seguimos avaliando, junto com o professor Villa, a possibilidade de desenvolvimento de um novo projeto conjunto.

Marco Antonio Villa estreou no Primeira Hora no último mês de julho. Sua chegada provocou mudanças até na Rádio Trânsito, que passou a retransmitir em sua frequência (92,1Mhz) a programação jornalística da Rádio Bandeirantes entre 07h e 10h.

Flavio Ricco, colunista do UOL, ouviu o professor Villa: “De comum acordo, tal qual você está vendo no comunicado resolvemos encerrar minha participação, que foi, como esta no comunicado, um projeto vitorioso. Basta ver as pílulas no canal de Youtube da rádio Bandeirantes, que é um canal que não tem muitos inscritos. Mas os meus vídeos são altíssimos, 100 mil, 130 mil. Foi muito legal. Agradeço a todos os colegas que me relacionei. Mas estava muito esgotado e quero desenvolver os meus projetos. São vários desafios que quero enfrentar e vou tocar todos eles. Não tem relação com fatos anteriores, ou por questões no campo político” (leia mais aqui).

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Biografia do locutor Fiori Gigliotti será lançada nesta terça (29) no Museu do Futebol

Os jornalistas Mauro Beting e Paulo Rogério lançam no dia 29/10, no Museu do Futebol, o livro “Fiori Gigliotti: o locutor da torcida brasileira“, em homenagem a um dos mais icônicos narradores do futebol brasileiro. Com prefácio de Milton Neves, o livro publicado pela Editora Onze Cultural pretende eternizar a memória do criador de alguns dos bordões mais famosos da rádio, como “abrem-se as cortinas e começa o espetáculo”, “o tempo passa” e “crepúsculo do jogo”. O lançamento acontece a partir das 19h, com sessão de autógrafos dos autores, no auditório do Museu do Futebol, que fica sob as arquibancadas do estádio do Pacaembu, em São Paulo.

Nascido em Barra Bonita em 1928 e falecido em São Paulo em 2006, Fiori Gigliotti era filho de imigrantes italianos e começou a trabalhar como locutor radiofônico em 1947. Passou pelas rádios Clube de Lins (São Paulo), Cultura de Araçatuba (São Paulo), Bandeirantes, Panamericana (atual Jovem Pan), Tupi e Record. Seu último trabalho era como comentarista na Rádio Capital de São Paulo. Ele cobriu dez copas do Mundo de Futebol ao longo da carreira.

Os dourados anos de Bandeirantes, a tentativa de eleger-se deputado e o recomeço na Record são alguns assuntos abordados pelos autores. O início da carreira, os amores e as histórias de pescaria são ingredientes extras que certamente aproximarão os fãs do saudoso ídolo. Ao longo da vida, recebeu mais de duzentos títulos de cidadão honorário, principalmente pelo interior de São Paulo.

Gigliotti morreu às vésperas da Copa do Mundo da Alemanha e recebeu homenagem de ninguém menos do que Galvão Bueno durante a transmissão da partida inicial da competição, Alemanha x Costa Rica. “Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo”, disse Galvão no início do jogo.

Sobre os autores:

Mauro Beting é comentarista do Esporte Interativo e da rádio Jovem Pan, blogueiro do UOL, comentarista do videogame PES desde 2010. Escreveu 17 livros, e dirigiu três documentários para cinema e TV. Curador do Museu da Seleção Brasileira, um dos curadores do Museu Pelé.

Paulo Rogério, nascido em Santos, é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos em 1998. Desde 2018 é editor-chefe do Auto Aventura, que engloba diversas mídias, sendo a Revista Auto Aventura a principal delas. É autor de dois livros: “2002 – De meninos a heróis” (2014), que conta a história da conquista do Campeonato Brasileiro de 2002 pelo Santos; e “100 anos – Sou mais Briosa” (2017), livro oficial do centenário da Portuguesa Santista.

SERVIÇO

LANÇAMENTO DO LIVRO “FIORI GIGLIOTTI – O LOCUTOR DA TORCIDA BRASILEIRA”

29/10, Terça-feira | 19h

Auditório Armando Nogueira (capacidade 174 lugares + 4 cadeirantes)

Programação sujeita a alterações. Consulte o site museudofutebol.org.br

Sobre o Museu do Futebol

O Museu do Futebol está instalado em uma área de 6,9 mil metros quadrados sob as arquibancadas do Estádio do Pacaembu. É um espaço interativo, lúdico e multimídia, no qual a história do esporte mais popular do Brasil se confunde com a própria história do país.

O Museu do Futebol é uma iniciativa do Governo e da Prefeitura de São Paulo, com concepção e realização da Fundação Roberto Marinho. Pertence à rede de museus da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e é gerido pelo IDBrasil, Organização Social de Cultura.

Fiori

Entrevista no Jornal Gente marca aposentadoria de Salomão Ésper

Por Rodney Brocanelli

A entrevista com Salomão Ésper dentro da edição deste sábado (26) do Jornal Gente (ou Jornal da Bandeirantes Gente, como gosta de dizer José Paulo de Andrade) não serviu apenas para comemorar os 90 anos de vida e 70 de carreira de Salomão Esper. O bate papo serviu também para marcar a aposentadoria oficial do radialista e jornalista.

Ele não se alongou muito sobre a decisão,  mas deixou uma pista em dois momentos da atração: “É melhor parar agora enquanto sou entendido do que começar a ter lapsos de memória próprio de quem é nonagenário”. Já no final do programa, ao responder um convite de Zé Paulo para abrir algumas brechas na aposentadoria para conversar, de vez em quando,  com a equipe do programa, Salomão disse: “Com a minha atenção, vocês podem contar. Agora se a minha cabeça estiver ainda no lugar…Chega. Nós estamos ainda no limiar daqueles acontecimentos tormentosos com os velhos”.

Em fevereiro deste ano, Salomão Ésper deixou o Jornal Gente e passou a fazer seus comentários dentro do Rádio Livre, atração vespertina da Rádio Bandeirantes.  Na ocasião, ele declarou que iria seguir mais um pouco para depois parar (clique aqui). O radialista, já com longa carreira dentro da emissora, estreou o Gente, ao lado de José Paulo de Andrade,  dentro de uma emergência para substituir o programa O Trabuco, pouco depois da morte de Vicente Leoporace (o tema foi abordado de leve durante a entrevista).

O bate-papo com Salomão foi agradabilíssimo, com direito a muitas histórias de sua carreira, como apresentador e até mesmo como gestor, dirigindo por muitos anos a Rádio Bandeirantes. Participaram do programa o já citado José Paulo de Andrade, e os outros integrantes da bancada do Jornal Gente: Rafael Colombo, Pedro Campos, Claudio Zaidan, Thaís Heredia e, direto de Brasília, Claudio Humberto. A íntegra está disponível neste link.

Salomão Esper

Fernando Ceylão deixa o programa Hora do Blush

Por Rodney Brocanelli

Fernando Ceylão se despediu nesta sexta (25) do Hora do Blush, veiculado pela Rádio SulAmérica Paradiso FM. Ao site Audência Carioca, Ceylão disse que estava difícil de conciliar seu trabalho como roteirista e a participação no programa: “Tive que sair porque estou escrevendo uma série para a Netflix e acabou que os horários da sala de roteiristas não estão me deixando seguir. Daqui a algumas semanas eu até poderia voltar, na fase em que escreveremos a série de casa. Mas a rádio não quis ficar esse tempo sem alguém junto com a Carol. E eu entendo o lado deles também. Uma pena, mas, tem que ser assim”. (clique aqui para ver).

Ao contrário do que aconteceu na Rádio Globo (saiba aqui), houve espaço para uma despedida. Carol Barreto não conseguiu controlar a emoção e agradeceu a Ceylão por tê-la levado para esse projeto. “Muito obrigada por ter me pinçado do helicóptero, ter me tirado do ar literalmente”, disse. Barreto era a “repórter aerea” da Globo/CBN antes de se transferir para o comando do Hora do Blush.

“Só tou saindo mesmo porque é uma coisa inegável. Estou há 23 anos numa profissão e há 2 fazendo rádio. Essa profissão fala mais alto naturalmente porque é a minha vida a curto, médio e longo prazo e foi minha vida antes daqui. Vivo para escrever. Sempre vou ter que priorizar escrever, porque senão perco minha profissão base”, explicou Ceylão no ar.

O programa seguirá no ar e Carol Barreto deverá ganhar um novo coapresentador(a) nos próximos dias.

Ouça abaixo a despedida de Fernando Ceylão.

Ceylão SulAmerica Paradiso

 

Em reunião com cronistas esportivos, CBF diz que não vai cobrar direitos de transmissão das rádios

Por Rodney Brocanelli

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) tomou uma posição oficial a respeito da cobrança de direitos de transmissão das partidas de futebol das competições nacionais por parte das emissoras de rádio. Integrantes de sua diretoria rebateram essa ideia, em reunião ocorrida nesta sexta (25) com representantes da ACEB (Associação de Cronistas Esportivos do Brasil).

“Essa pauta nunca chegou à CBF, nunca foi discutida, nem sequer comentada, seja em reunião oficial ou em reunião de bastidores”, disse Walter Feldman, secretário geral da CBF, em vídeo postado nas redes sociais da ACEB (veja abaixo). Por sua vez Rogério Caboclo, presidente da entidade máxima do futebol nacional declarou que “O rádio sempre foi um grande divulgador do futebol, veículo de capilaridade daquilo que é nossa paixão nacional”.

Em nota oficial divulgada no começo da noite desta sexta, a ACEB destacou a presença na reunião do senador Álvaro Dias (Podemos-PR), que saiu de Brasília especialmente para o encontro (clique aqui para ver a nota da ACEB).

O site oficial da CBF também destacou a reunião com os membros da ACEB e citou a questão dos direitos de transmissão no texto de divulgação: “Durante o encontro, a CBF esclareceu, por meio de seu presidente, que não está em pauta na entidade qualquer projeto para cobrança de direitos para transmissões de rádio em suas competições. Rogério Caboclo também reforçou seu desejo de construção de uma ampla parceria com todos os setores, incluindo os cronistas esportivos, para o aperfeiçoamento das competições nacionais, visando melhorar cada vez mais a média de público dos campeonatos, bem como a experiência vivida por esses torcedores nos estádios” (clique aqui para ver).

Representando a ACEB estiverem na sede da CBF Márcio Martins, seu atual presidente, Isaías Bessa, o 1º vice-presidente, Eraldo Leite o diretor financeiro da entidade e também presidente da ACERJ (Associação de Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro) e Erick Castelhero, integrante do conselho fiscal da ACEB e também presidente da Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo. Pelo lado da CBF, estiveram Rogério Caboclo, Walter Feldman, Douglas Lunardi, diretor de comunicação, Carlos Eugênio Lopes, vice-presidente jurídico e Manoel Flores, diretor de competições.

Para entender o caso, clique aqui e acompanhe os posts anteriores relacionados a esse tema.

CBF e ACEB

Divulgação: Lucas Figueiredo